sexta-feira, 23 de setembro de 2011

The Doors

 

The Doors -

   Mito de uma Geração

2011 é também ano do 20º aniversario de um dos filmes mais controversos na história do cinema pelo facto de falarem de um das bandas mais polémicas do mundo da música, The Doors. É certo que á 20 anos atrás a polémica foi instalada muito a volta do argumento do filme e da visão do próprio realizador. Muitos foram os críticos desde os fãs de longa data, até mesmo os restantes músicos sobreviventes não estavam de acordo com o conteúdo da película.

Oliver Stone que para mim é um dos melhores realizadores de cinema conseguiu não fugir muito da realidade do que foi principalmente a figura central desta película o vocalista da banda, Jim Morrison interpretado pelo Val Kilmer que faz um papel magnifico neste filme. Entre outros atores destaco o papel de Meg Ryan com o papel da eterna namorada de Jim Morrison. E ao longo do filme nota-se a presença de várias figuras do rock a darem a cara por personagens emblemáticas e marcantes da história POP mundial. Billy Idol e David Bowie dao o seu contributo neste excelente filme.

Uma das mais sensuais e excitantes figuras da história do rock explode nas telas em The Doors, um filme eletrizante sobre o homem, o mito, a música e a magia que foi Jim Morrison. Morrison (Val Kilmer), deus do sexo. Alto Sacerdote do excesso. Um poeta disfarçado na pele de um astro do rock. As mulheres o desejam, os homens desejam ser como ele. Numa época chamada anos 60, num lugar chamado Estados Unidos, nenhum sonho era mais brilhante do que ser o líder de uma banda de rock chamada The Doors.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Desistindo de interpretar papéis - O Despertar de uma nova consciência - Por Eckhart Tolle

Fazer o que é exigido de nós em qualquer situação sem que isso se torne um papel com o qual nos identificamos é uma lição essencial na arte de viver que todos nós estamos aqui para aprender. Somos mais eficazes no que quer que façamos quando executamos a ação em benefício dela mesma, e não como um meio de proteger e acentuar a identidade do nosso papel. Todo papel é uma percepção fictícia do eu e, por meio dele, tudo se torna personalizado e assim corrompido e distorcido pelo "pequeno eu" criado pela mente, seja qual for a função que este esteja desempenhando. Quase todas as pessoas em posições de poder, como políticos, celebridades e líderes empresariais e religiosos, se encontram inteiramente identificadas com seu papel, com poucas exceções notáveis. Esses indivíduos podem ser considerados VIPs, mas não são mais do que participantes inconscientes do jogo egóico, que, apesar de parecer muito importante, não apresenta, em última análise, um propósito verdadeiro. Ele é, nas palavras de Shakespeare, "uma história contada por um idiota, repleta de som e de fúria, sem nenhum significado". E Shakespeare chegou a essa conclusão sem nem sequer ter visto televisão. Se o conflito egóico tem de fato um propósito, este é indireto: ele cria cada vez mais sofrimento neste mundo, e o sofrimento, embora produzido em sua maior parte pelo ego, no fim também o destrói. Ele é o fogo no qual o ego se consome.

Neste mundo de personalidades que interpretam papéis, as poucas pessoas que não projetam uma imagem criada pela mente e que agem com âmago do seu Ser, aquelas que não tentam parecer mais do que são, destacam-se como admiráveis e são as únicas que fazem verdadeiramente a diferença - e existem algumas assim até mesmo na mídia em geral e no universo dos negócios. Elas são os mensageiros da nova consciência. Qualquer coisa que façam se torna importante porque está alinhada com o propósito do todo. Contudo, sua influência vai muito além do que realizam, despretensiosa - tem um efeito transformador sobre qualquer um que tenha contato com elas.

Quando não interpretamos papéis, é porque que não há eu (ego) no que estamos fazendo. Não existem intenções ocultas: a proteção ou o fortalecimento do eu. Por esse motivo, nossas ações têm uma força muito maior. Ficamos totalmente concentrados na situação, nos tornamos um só com ela. Não procuramos ser alguém diferente. Passamos a ser mais capazes, mais eficazes, quando somos nós mesmos. Todavia, não devemos tentar ser nós mesmos, pois esse é outro papel. Estou falando do chamado "eu natural, espontâneo". Assim que buscamos ser isso ou aquilo, interpretamos um papel. "Apenas seja você mesmo" é um bom conselho, no entanto também pode ser enganador. Primeiro, a mente dirá: "Vejamos. Como posso ser eu mesmo?" Depois, desenvolverá uma estratégia do tipo "Como ser eu mesmo". Outro papel. Assim, "Como posso ser eu mesmo?" é, na verdade, a pergunta errada. Ela pressupõe que temos que fazer algo para sermos nós mesmos. Porém, "como" não se aplica a esse caso porque já somos nós mesmos. Precisamos apenas parar de acrescentar elementos desnecessários a quem já somos. "Mas eu não sei quem sou. Ignoro o que significa ser eu mesmo". Quando conseguimos nos sentir à vontade em não saber quem somos, então o que sobra é quem somos - o Ser por trás do humano, um campo de pura potencialidade em vez de alguma coisa que já está definida.

Portanto, desista de se definir - para si mesmo e para os outros. Você não morrerá. Você nascerá. E não se preocupe com a definição que os outros lhe dão. Quando uma pessoa o define, ela está se limitando, então o problema é dela. Sempre que estiver interagindo com alguém, não se porte como se você fosse basicamente uma função ou um papel, mas um campo de presença consciente.

Por que ego interpreta papéis? Por causa de um pressuposto não questionado, um erro fundamental, um pensamento inconsciente, que é: "Não sou o bastante." E a esse pensamento se erguem outros, como "Tenho que interpretar um papel para conseguir o que é necessário para me completar", "Preciso obter mais para ser mais". No entanto, não podemos ser mais do que somos porque, por baixo da superfície da nossa forma física e psicológica, somos um só com a Vida em si mesma, com o Ser. Na forma, somos e seremos sempre inferiores a algumas pessoas e superiores a outras. Na essência, não somos inferiores nem superiores a ninguém. A verdadeira auto-estima e a autêntica humildade surgem dessa compreensão. Aos olhos do ego, a auto-estima e a humildade são contraditórias. Na verdade, elas são uma só coisa e a mesma.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ana Jácomo

 


"...Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade,
que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim.
Eu não sei, mas Deus sabe.
Eu não sei, mas minha alma sabe.
Então, faço o que me cabe e entrego,
mesmo quando, por força do hábito,
eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga:
"...Tomara que as nossas vontades coincidam..."
Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer,
seja lá o que for, com certeza será o melhor,
mesmo que algumas vezes, de cara,
eu não consiga entender..."

 


Ana Jácomo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cecília Meireles

EPIGRAMA N°5
Gosto da gota d'água que se equilibra
na folha rasa, tremendo ao vento.
Todo o universo, no oceano do ar, secreto vibra:
e ela resiste, no isolamento.
Seu cristal simples reprime a forma, no instante incerto:
pronto a cair, pronto a ficar - límpido e exato.
E a folha é um pequeno deserto
para a imensidade do ato.
Cecília Meireles

-Helena Frontini-



Chuva de lágrimas

 

Todas as águas acabam misturadas:

Rios, cachoeiras, suores, chuvas, orvalhos,

Cascatas, riachos, mares e tantas lágrimas.

Evaporadas, em busca de seu espaço

Dormem à espera da tempestade.

Hoje, em que a tristeza aperta como laço,

Abrem-se como flores encharcadas

Derramando nostalgia em minha alma.

Rompem os céus ante olhos sem bondade

Chorando em mim fontes de mágoas.

-Helena Frontini-

Andre Rieu

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

José Carlos Ary dos Santos



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A cidade é um chão de palavras pisadas

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 28 de agosto de 2011

Desenha-me uma canção

 

 

Com o projecto Draw me a song™ (Desenha-me uma canção), vencedor do Prémio de Criatividade promovido pelo Deutsche Bank em 2011, Nour dá vida a conhecidas músicas. Faz-nos entrar num universo paralelo e fantasioso onde letras, histórias e cor se fundem na materialização de um mundo sensorial de onde não apetece sair.

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© Nour Tohme.

Ao desenhar as canções que nos dançam nos lábios, Nour dá o mote para o complemento perfeito: imagem e som juntas, a estimular os sentidos.

Tem 23 anos, é de origem franco-libanesa e vive em Paris. À paixão aliou a técnica, adquirida com a formação em Belas Artes e Design Gráfico, e em História de Arte, pela Universidade Americana de Beirute, em 2009. É designer e ilustradora, adora padrões, texturas, pop art, Tim Burton, Hello Kitty, Disney, manga e artigos vintage. Fontes distintas e ricas que Nour Tohme absorve e reflecte nas obras que produz.

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© Nour Tohme.

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sábado, 27 de agosto de 2011

SepiaTown | Mapped Historical Photos

SepiaTown | Mapped Historical Photos

The SepiaTown Blog

The SepiaTown Blog

Robert Charroux

Reinterpretando a história - parte 2 - robert charroux

 

Vida para além da morte, universos paralelos, Deus, segredos enterrados, continentes perdidos, virgens negras. Para além de partilhar com Erich von Däniken a teoria dos antepassados astronautas, Robert Charroux é o mestre da pseudo-ciência. Mergulhe nos mundos esquecidos pela História e num "si próprio" muito maior que os limites dérmicos do seu corpo.

robert charroux
Robert Charroux foi, por algumas vezes e por determinados grupos e indivíduos da ciência mainstream, considerado um louco. Sabemos, porém, que “a ciência não averiguou ainda se a loucura é ou não a mais sublime das inteligências”, conforme constatou o escritor e poeta norte-americano Edgar Allan Poe.

[O presente artigo é o segundo da série “Reinterpretando a História”, seguindo-se ao artigo sobre Erich von Däniken.]

A palavra heresia provem do latim haeresis e significa “divergência em ponto de fé ou de doutrina religiosa” ou, por extensão, “blasfémia”, ou ainda, figurativamente, “opinião ou doutrina referente às ideias recebidas”. Robert Charroux (RC) considera-se um herético. Afirma que “o caminho para a verdade se faz às apalpadelas, à custa de erros sucessivos e de descobertas positivas”. Diz ainda que “no labirinto em que se perde, o investigador nunca alcança o âmago”. Critica com humildade algumas (poucas) falsas asserções encontradas nos seus livros que foram posteriormente desmistificadas. Mas aponta uma maior “falha” que, embora alheia à sua vontade, está directamente relacionada com ele: por toda a França e em outros países surgiram, espontaneamente, clubes Robert Charroux – grupos de estudantes, jovens amantes do insólito, do supranormal e do saber não conformista.

O problema reside, essencialmente, no questionamento destes jovens em liceus e universidades sobre a validade e veracidade do ensino clássico com base nos seus livros (livros dos quais ele é o autor mas que envolvem o contributo de diversos historiadores, arqueólogos, escritores, correspondentes e amigos, e a sua fiel colaboradora – Yvette Charroux). Ora, Robert Charroux deplora esta “heresia” contra o ensino clássico, fazendo entender que embora algumas das suas teses ofereçam garantias mais comprováveis, elas não passam, geralmente e quanto ao resto, de “exercícios, de jogos intelectuais, susceptíveis de aperfeiçoamento, destinados a estimularem o cérebro e, talvez, a serem algum dia confirmados”. Sendo assim, este trabalho de “aperfeiçoamento” pressupõe o conhecimento dos tratados clássicos.

robert charroux
Um exemplo moderno de heresia – fotografia de queima de livros de Lenin pelos nazis na Praça de Göttingen, Alemanha (Fotografia do Museu Municipal de Göttingen)

Mas qual é a relevância disto? Bom, Robert Charroux elaborou umas teses, umas teorias, que defrontam “tête-à-tête” (a níveis semelhantes) a ciência clássica nos campos da Pré-história, da História e da Religião, entre outros, ou seja, na forma como concebemos o mundo e a nossa existência. É deveras interessante e totalmente conspirador. Se for o mundo de Charroux uma verdade, então vivemos nós, há já muito tempo, numa gigantesca conspiração. E se por vezes a conspiração é apenas um pesadelo para a realidade banalizada, é, certamente e muitas vezes, o oposto. Ou seja, como podemos delimitar a distância entre a realidade e a conspiração? A realidade é por vezes um produto de conspiração e a conspiração uma realidade (pense-se – apenas como exemplo, pois teríamos inúmeras formas de mostrar isto – nas reuniões do Clube Bilderberg ou nos Iluminatti ou ainda na Maçonaria e nas façanhas edificadoras da Nova Ordem Mundial).

robert charroux
Grande Selo dos Estados Unidos presente na nota de um dólar, com a inscrição em latim Anuit Coeptis – Novus Ordo Seclorum, que significa: “Ele aprova o nosso empreendimento – [A] Nova Ordem dos Séculos”

Charroux morreu em 1978 com 69 anos. Trabalhou para os correios franceses até se tornar escritor de ficção científica, tendo então publicado seis obras de não-ficção baseadas em dezenas de anos de investigação em diversas áreas relacionadas com a arqueologia, a exegese, a religião, o misticismo, entre outras, a maior parte na última década da sua vida. São estas as obras relevantes para nós, para este artigo. Não podemos, no entanto, deixar passar sem assinalar, e a título de curiosidade, as tiras de banda desenhada escritas para o Mon Journal, nos finais dos anos 40, que tinham como protagonista um super-herói com poderes atómicos – o Atomas!

Charroux é o reconhecido pioneiro da teoria dos antigos astronautas, mas é importante denotar a reciprocidade de influência entre ele e Erich von Däniken, havendo, inclusive, acusação de plágio por parte da editora de Charroux, o que obrigou a editora de Däniken a colocar os livros deste na bibliografia das suas obras. Note-se ainda que ambos terão tido influência das obras “The Morning of Magicians” (“O amanhecer dos Mágicos”), de Lewis Pauwels e Jacques Bergier, e dos livros do profícuo autor britânico Raymond Drake, todos no início da década de 60. (A razão pela qual Robert Charroux não abre as hostes desta série de artigos sobre a reinterpretação histórica em prol de Däniken prende-se com o facto de que o primeiro transcende de alguma forma Däniken no campo de análise, fazendo transbordar esta para um tempo mais Presente, se considerarmos uma perspectiva linear do Tempo).

É impossível dissecar aqui as teses de Charroux. Deixo-vos, então, alguns títulos de duas das suas obras (deveras interessantes, por sinal) para que possa o leitor ter uma noção mais precisa da temática abrangida por este senhor e, eventualmente, mergulhar por si no fantástico desconhecido (note-se que estes títulos estão descontextualizados do seu conteúdo, não merecendo, por isso, julgamentos apriorísticos):

robert charroux

O milagre da areia de ouro; o cérebro extraterrestre; A coisa estranha provoca loucura; O mar está esquisito; O país onde o tempo deixa de correr; Os nossos antepassados não eram macacos; O Homem é um ser extraterrestre; Menires na lua; Um falo em metal desconhecido; O ocidente foi sabotado; Conheciam a charrua mas não os bois; O gerador de plasma dos faraós; A alma do Universo; O império invisível dos R+C; A Atlântida vai ressurgir; Os fantasmas de Hiroxima; A violação legítima; Deus é excomungado; A Bíblia é um romance; O sapo iniciado; Deus não é um capataz; O amor é um conceito satânico; As raparigas serão belas em 1986; Os homens são mais sábio que Deus; Jesus recusava-se a ser o Salvador; Um «hippie» chamado Jesus; Os Apóstolos: drogados; A mulher, criatura do Diabo; Jesus não estava morto; Receitas para viver muito tempo; A missa na Lua; A esquerda é obscena; Extraterrestres operam uma egípcia; Os super-homens voadores e o mistério dos golfinhos.

robert charroux

As palavras que é proibido pronunciar; Os hebreus são arianos puros; Moisés não escreveu a «Génese»; A História está deturpada; Há 5000 anos os deuses voavam; Uma mulher para repovoar o mundo; A evolução humana do dilúvio até à nossa época; Anti-racismo cósmico; Os mestiços modificarão a face do mundo; Extraterrestres para mulheres negras; Adão e Eva eram negros; Deus é branco; A verdade antiga é inacreditável; Proibido invocar Deus; A gruta de Rosenkreutz; Os quatro segredos R+C; O segredo das tochas eternas; Os locais mágicos onde apetece viver; Equilibrar o + e o -; A pirâmide subterrânea; Alguém no invisível; Religião = Feitiçaria; Magia negra; A maldição das focas; O deus branco que insufla; As drogas de iniciação; Os poderes fantásticos de Maria Sabina; A planta extraterrestre; O imenso medo dos americanos; Deus: dois braços, duas pernas…; O rei Crono da Atlântida; Revelações proibidas; Os Maias inventaram o futebol; Keely aguenta dez toneladas num só braço; A levitação dos santos; A vida é possível em Vénus; O mistério dos homenzinhos verdes.

robert charroux
“Poço da Iniciação”, no Palácio da Regaleira, em Sintra, Portugal. Todo o palácio é rodeado de luxuriantes construções enigmáticas que ocultam significados alquímicos como os usados pela Maçonaria, os Templários e Rosacruz. Este poço é construído por 9 patamares separados por lanços de 15 degraus cada um, representando os 9 círculos do inferno, do paraíso e do purgatório. No fundo do poço está embutida em mármore uma rosa-dos-ventos sobre uma cruz templária, indicativo da Ordem Rosacruz

Como se pode verificar, a temática abordada por Charroux é bastante ampla. Há, no entanto, um tema que sobressai nos seus livros com maior veemência: a Atlântida. Este continente perdido é um tema já deveras debatido mas merece ainda a nossa (e a dos especialistas) atenção. Recentemente, rumores indicaram a descoberta de parte deste continente através do mapeamento planetário feito pela Google. Após um enorme alarido, a “descoberta” foi (parcial e não muito convincentemente) desmentida. De forma a compreendermos um pouco melhor a complexidade deste psudo-fenómeno, deixo-vos este documentário do Canal História (legendado em português):

 

Charroux destrói de uma forma fabulosa a crença religiosa na ciência actual, substituindo-a por um admirável Passado novo, tornando, sem a menor dúvida, o nosso mundo e a nossa existência em algo muito mais fascinante (!)

O próximo artigo desta série será sobre um especialista em xamanismo, o homem do “Pão dos Deuses”, Terence McKenna, que partilha com Charroux e Däniken uma estupenda visão do passado da Humanidade.

Agora, quase findo este artigo e de forma a inspirar o leitor ao exercício e à grande loucura de repensar, ainda que momentaneamente, as suas profundas convicções acerca do mundo e da vida, deixo-o com uma frase de Sanconíaton de Béryte, autor de “A História Fenícia”, escrita há cerca de quatro mil anos atrás, a quem Charroux dedica “O Livro dos Senhores do Mundo” por ser este “o pioneiro das verdades primeiras”:
«Os nossos ouvidos, habituados desde os primeiros anos a ouvir as suas histórias falsas, e os nossos espíritos, imbuídos desses preconceitos desde há séculos, conservam como um depósito precioso essas suposições fabulosas… de tal forma que fazem aparecer a verdade como uma extravagância e dão a lendas adulteradas a aparência da verdade».