quinta-feira, 3 de julho de 2014

CASCAIS

 

MAIS DE 500 MIL EM CASCAIS PARA VER OS AVIÕES

 

Canal C Cascais

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Mais de 500 mil pessoas são esperadas na Baía de Cascais, entre esta sexta-feira e domingo, para assistir à NOS Air Race Championship, uma corrida de aeronaves inédita em Portugal, que conjuga a competição com o espetáculo acrobático.

A ideia foi proposta por Nuno Moleirinho e Sérgio Teixeira que, depois de terem presenciado o espetáculo em Reno, nos Estados Unidos, decidiram trazer o projeto para Portugal.

“Há grandes expetativas, temos pilotos fantásticos, internacionais, com muita experiência e que vão abrilhantar a Baía de Cascais”, afirmou Nuno Moleirinho à agência Lusa, sublinhando que a intenção é levar o projeto a toda a Europa.

A competição traduz-se numa corrida de oito aviões ao mesmo tempo numa pista oval entre a Praia do Tamariz e a Marina de Cascais.

O circuito será delimitado por infraestruturas próprias a 25 metros do mar e que as voltas, num total de dez, serão “muito rápidas e com muita adrenalina”.

Numa primeira fase, correm quatro aviões de cada vez que serão cronometrados e uma superqualificação, em que dois aviões correm em simultâneo.

No final, serão contabilizados os melhores tempos e a corrida de acordo com uma grelha final, em que os aviões partem alinhados e à frente vai o que teve melhor tempo.

A competir estarão duas classes de aviões: a classe “vintage”, cuja estética remonta aos aviões da Segunda Guerra Mundial, e a classe “extreme”, mais modernos e vocacionados para acrobacias.

O arranque do evento foi dado esta quarta-feira, no aeródromo de Tires, numa cerimónia presidida pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, que destacou a “NOS Air Race Championship” como uma “parceria público privada virtuosa”.

“Faz todo o sentido que haja uma associação da Força Aérea com este evento e da visibilidade da aeronáutica, de Cascais e de Portugal, por isso é que é uma parceira público privada virtuosa”, disse o ministro.

Aguiar-Branco considerou ainda a iniciativa “muito importante” por ser uma forma de as Forças Armadas poderem “mostrar a sua polivalência” e a sua vertente de “serviço publico”.

“Às vezes estranham que as Forças Armadas se juntem a este tipo de iniciativas, mas isso não tem nada de estranho, porque há essa intenção de aproximação às pessoas”, sustentou.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

“LIKE A ROLLING STONE”

 

 

MANUSCRITO DE “LIKE A ROLLING STONE” DE BOB DYLAN VENDIDO POR 2 MILHÕES DE DÓLARES

Bob Dylan

Bob Dylan

O manuscrito do poema “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan, que o catapultou para o estrelato em 1965, foi hoje arrematado em leilão por dois milhões de dólares norte-americanos.

A letra original manuscrita por Dylan “Like a Rolling Stone“, que o tornou ícone do rock, foi à praça através da leiloeira Sotheby´s com um valor base que oscilava entre um e os dois milhões de dólares.

“Like a Rolling Stone” foi nomeada pela revista Rolling Stone como a maior entre as 500 maiores canções de todos os tempos, e a leiloeira Sotheby´s, por seu turno, afirmou que este poema transformou o curso da música pop no século XX.

“O Santo Graal de letras de rock tomou o seu lugar de direito como o manuscrito da música popular mais caro vendido em leilão”, disse Richard Austin, da Sotheby´s.

“Estou muito feliz por ver tantos colecionadores reconhecendo a importância desta letra como uma obra de história cultural do século XX”, disse à AFP Austin.

Várias versões de “Like a Rolling Stone” foram interpretadas por músicos como Jimi Hendrix, David Bowie e os próprios Rolling Stones.

 

Outro poema autógrafo de Dylan, o hino de protesto “A Hard Rain a-gonna Fall”, foi arrematado por 485.000 dólares.

No mesmo leilão, uma guitarra de John Lennon alcançou os 305.000 dólares, e um “macacão pavão” usado por Elvis Presley foi vendido por 245.000 dólares.

Entre as peças não arrematadas consta um piano usado por John Lennon quando gravou o álbum “Imagine”, que foi à praça com uma licitação entre os 100.000 e os 200.000 dólares.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

CLARICE LISPECTOR

Clarice Lispector e o seu jornalismo instrospectivo

 

 

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Antes de produzir o seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector já atuava na Agência Nacional, órgão governamental da Era Vargas, que tinha parceria com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), no qual exerceu o ofício de tradutora. Depois foi encaminhada para o setor de reportagem, trabalhando como editora e repórter e para o jornal A Noite. Também escreveu reportagens e artigos que foram publicados nos jornais do Rio e em outros estados.

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Logo depois trabalhou em Correio da Manhã, Diário da Noite, Senhor, Manchete, Fatos e Fotos e Jornal do Brasil. Escreveu cerca de 450 colunas que abordavam o universo da mulher e como entrevistadora, publicou cerca de 100 textos e 300 crônicas. Também atuou, em 1952, no tablóide antigetulista chamado Comício, como Tereza Quadros e em 59, utilizando o pseudônimo Helen Palmer.

Se por um lado, alegava que detestava dar entrevistas porque a deformava, por outro lado, Clarice gostava de entrevistar. Nelas, mantinha uma certa singularidade: o diálogo introspectivo.

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Era uma espécie de pingue-pongue, quase um jogo de perguntas e respostas com algumas alternâncias, juntamente com questionamentos que suscitavam um mergulho no interior dos seus entrevistados. Segundo ela, era preciso se expor para conseguir captar a confiança dos entrevistados, a ponto deles próprios também se exporem.

Em uma das entrevistas, Clarice pede uma autodefinição à cantora Maísa: - Como é que você se define Maísa? - Uma pessoa essencialmente boa de coração, bastante insegura, mas já a caminho do encontro. Nunca fiz meu autorretrato.

Mesmo não tendo o "enfoque jornalístico", como o Zevi Guivelder, chefe de redação da revista Manchete alegava, Clarice domava bem a arte de "olhar para dentro". Isso já bastava.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Peter Murphy

Joey Blake and Bobby McFerrin vocal improvisation

PETER MURPHY

PETER MURPHY VOLTA A SÃO PAULO

 

Mal parece ter saído do Brasil e já está de volta.
Peter Murphy fará show de lançamento de seu novo trabalho, LION, mas sem descartar os clássicos de outrora.

 

 

 

desktop.jpg Foto Divulgação

Peter Murphy, o líder da lendária banda pós-punk, Bauhaus, voltará ao Brasil. Mas dessa vez, ele chega com os dois pés na porta, para o lançamento de seu novo disco LION.

A última passagem do britânico morcego em terras tupiniquins foi a menos de um ano, na gélida noite de 13 de agosto de 2013, comemorando os 35 anos da banda que deu vida ao estilo Gothic Rock. Nessa data, o repertório foi 90% Bauhaus e o restante, músicas de seu trabalho solo.

Dessa vez, a celebração será pelo novo trabalho, o disco LION, com previsão de lançamento para Junho. Mas isso não significa que seus clássicos não surgirão sobre o palco. Obviamente pérolas de 1979 a 1983 virão para nos encher os olhos.

A realização deste show fica sob responsabilidade da produtora Let's Move Retro, que já trouxe nomes como Wayne Hussey (The Mission), Andy Rourke (The Smiths), entre outros. E, em listas futuras já tem DE/VISION, New Model Army e, por aí vai.

LION.jpg

Dia 19 de julho de 2014, às 21h00

LOCAL: CLUBE PRIMEIRO DE MAIO

AV. PORTUGAL, 79 - SANTO ANDRÉ - SP

Para quem ainda não viu, nem ouviu nada do novo trabalho do senhor de 56 anos. Aí vai:

HANG UP

 

I AM MY OWN NAME

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal novamente eleito o melhor país para viajar

 

Fachada do Mosteiro da Batalha e estátua de D. Nuno Álvares  Pereira

Praia de Sagres, Algarve

 

O estranho verde de um Alentejo habitualmente castanho

 

 

Portugal foi eleito pelo segundo ano consecutivo como o melhor país do mundo para visitar, pela revista Conde Nast Traveler, uma das mais conceituadas publicações turísticas do mundo, foi hoje anunciado em Madrid.

A votação foi realizada ‘online’ pelos leitores da revista Conde Nast Traveler, que escolheram Portugal pela combinação de cultura, gastronomia, “excelentes vinhos“, praias, campos de golfe, história e, principalmente, pelos portugueses, “um povo afável, aberto e muito sincero”.

Para os leitores da revista espanhola, Portugal é considerado um destino próximo com uma “impressionante variedade” de paisagens.

Os prémios, na sua VI edição, foram entregues esta quinta-feira numa cerimónia que decorreu nos jardins de Cecilio Rodiguez, no Parque do Retiro em Madrid.

Depois de receber o prémio, o presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, destacou a importância do prémio.

“Esta distinção reforça a visibilidade de Portugal como destino turístico de excelência junto de Espanha, um dos principais mercados emissores internacionais que, em 2013, gerou mais de 3 milhões de dormidas e mais de mil milhões de euros em receitas. Destaco ainda, com orgulho, o facto de as qualidades únicas dos portugueses no contato e receção aos turistas, marcando-os pela positiva e motivando-os a regressar, ser um dos aspetos valorizados e que muito contribuiu para a obtenção de mais este prémio”, disse.

Portugal repete assim a distinção que recebeu no ano passado quando também foi escolhido como o melhor destino a visitar, tendo ultrapassado alguns dos países mais visitados por turistas em todos os continentes.

O certame reconhece, entre outras categorias, os melhores hotéis, spa e ‘resorts’, a melhor ilha, a melhor cidade (Istambul), o melhor cruzeiro, o melhor produto tecnológico e a melhor linha áerea (Emirates).

Ferrán Adriá recebeu o prémio Viajante do Ano, Raphael o prémio Conde Nast Espirito Traveler, Gabriel Escarrer o prémio Empresario do Ano e Ninon Volkers o prémio Solidário do Ano.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Há dois milhões de vítimas de stalking em Portugal

Há dois milhões de vítimas de stalking em Portugal

 

Kelly Hau / Flickr

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Quase dois milhões de portugueses já foram vítimas de comportamentos de perseguição, ameaças, controlo e vigilância, formas de violência com tendência para aumentar e serem mais graves, alertou hoje uma investigadora da Universidade do Minho.

Os comportamentos de assédio persistente (stalking), que visam perturbar e atemorizar a vítima, podem assumir variadas formas, como telefonar frequentemente, perseguir, filmar, enviar mensagens ou presentes, ameaçar, agredir ou vigiar alguém.

“Os estudos têm vindo a mostrar que a tendência é para se verificar uma escalada destes comportamentos, quer em termos de frequência, quer em termos de severidade”, disse a investigadora Célia Ferreira, que falava à Lusa a propósito do seminário “Levar o Stalking a sério”, promovido pela APAV e que decorre na terça-feira em Lisboa.

Célia Ferreira, do Grupo de Investigação sobre Stalking em Portugal, explicou que muitas vezes estes comportamentos acabam por associar-se a outras formas de violência, como ameaças, violência física e sexual.

Um dos cenários mais frequentes de stalking surge após a ruptura de uma relação de intimidade e uma das partes não aceita a rejeição, iniciando uma campanha de assédio persistente, que pode ter “motivações diferentes”.

Inicialmente, o agressor tenta a reconciliação, mas se continua a ser rejeitado acaba por desenvolver “um desejo de vingança“.

A investigadora contou que as vítimas dizem que “sentem a sua privacidade, o seu espaço pessoal, completamente invadido e ameaçado”.

“O medo, a insegurança, a hipervigilância em relação a tudo e a todos, a desconfiança e o sentimento de falta de controlo”, acabam muitas vezes por desenvolver nas vítimas “quadros de desajustamento psicopatológico”, como depressão, ansiedade e “alguns sintomas traumáticos”.

Em Portugal, o stalking não é crime, mas há necessidade de criar legislação específica para este fenómeno, como já acontece em vários países, defende Célia Ferreira, congratulando-se com o anúncio feito pelo Governo, em Março, de estar a estudar a possibilidade de criminalizar o ‘stalking’

O que existe em Portugal, “mas que não é uma resposta completamente adequada”, é a possibilidade de criminalizar individualmente alguns comportamentos.

“Se o stalker invadir a propriedade da vítima, temos o crime de invasão, se dirigir ameaças, temos o crime de ameaças, se injuriar, temos o crime de injúrias, mas no fundo o que estamos a fazer é criminalizar actos isolados sem atendermos ao problema como um todo”, sublinhou.

Contudo, há outros comportamentos que “são sentidos e experienciados pela vítima e indutores de sofrimento”, que não possíveis de criminalizar.

“Perseguir a vítima, passar a noite na via pública à porta da casa da pessoa, acaba por ser sentido como abusivo por parte da vítima, mas não há resposta legal para muitos destes actos”, sustentou, adiantando que a resposta existente “é quase um remedeio”.

Um estudo do grupo de investigação, com 1.210 pessoas, concluiu que 19,5% dos inquiridos são ou já foram vítimas de “stalking“.

As mulheres e os jovens (entre os 16 e os 29 anos) são as principais vítimas. O agressor é quase sempre homem, sendo, na maioria das vezes, conhecido ou ex-parceiro da vítima.

domingo, 6 de abril de 2014

Viagem na Europa

Viagem à Europa

Um comboio, duas mochilas, a Europa: em vésperas de eleições europeias vamos fazer um Interrail. Vamos parar aqui e ali, de Barcelona a Bruxelas, de Atenas a Berlim, de Sófia a Londres. Os pontos estão marcados no mapa, o espaço é para surpresa.

 

Mapa inter rail

Sófia, Bulgária

Na Bulgária é preciso ir para fora para poder sonhar

JOANA BOURGARD e MARIA JOÃO GUIMARÃES

O sonho de Christiana, 23 anos, era ir para Espanha. “Ou Portugal, um país quente!”, diz. Aprendeu espanhol, mas agora com a crise nem pensa mais nisso. “É um sonho.” Mas quer ir para fora. “Muitas pessoas neste país não têm sonhos por causa da economia”.

Sófia, Bulgária

Cappuccino

1€

Transporte local

Metro

0,50€

Renda

Apartamento T1 no centro da cidade

250€

Bilhete de cinema

6€

Fonte: Numbeo, Público, valores convertidos de Lev para Euro

Ela, não. Trabalha na cadeia de comida Nordsee e estuda – vai fazer agora o último exame do curso de economia, depois pensa em Holanda ou Inglaterra. “Estou muito desapontada com o meu país. Está a tornar-se pobre por causa da política.”

Christiana, Mitko e Pettya

O desapontamento dos amigos, Mitko e Pettya, é igual. Mas estes não consideram sair da Bulgária. “Quero viver aqui.” Apesar de estudarem num curso, de arqueologia, em que, reconhecem, não terão emprego fácil. Mas hoje já chega de conversa séria. Depois de um longo dia de aulas, a palavra de ordem é relaxar.

Debaixo dos olhares dos soldados soviéticos, que ainda têm vestígios de tinta de protestos (já foram pintados de Superhomem e Capitão América, ou adornados com passa montanhas a la Pussy Riot), é o que fazem muitos jovens, garrafa de cerveja na mão, a andar de skate ou a jogar pingue-pongue.

Nicoleta e Viktoria

Já de saída do parque, Nicoleta Georgieva e Viktoria Staykova são duas amigas com percursos também muito diferentes. Com um mestrado em Engenharia civil, Nicoleta, 24 anos, tem emprego quase certo, e Viktoria, de 24 anos, tentará fazer a vida de desenhar capas de livros, a sua paixão.

Ambas gostariam de passar um tempo no estrangeiro – “Gostei tanto de Lisboa... Ginginha!”, diz Nicoleta – mas querem viver na Bulgária. Nicoleta ri-se com a ideia feita de que os búlgaros poderiam invadir o mercado de trabalho de países como Inglaterra: “Por favor, somos só sete milhões!”, ri-se. “Nem que quiséssemos, não iríamos invadir nada.”

173€

A Bulgária é o Estado-membro com o salário mínimo nacional mais baixo: 173 euros, em 2014. Em 1999, o salário minímo na Bulgária era de 32,7 euros.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Rosa Isabel Vázquez

Aplicamos el Tercer Grado a Rosa Isabel Vázquez

Sin título

Comienza en el mundo profesional, pero, con el tiempo, su obra de autora se convierte en su actividad fundamental. Desde el 2011 desarrolla todos sus proyectos junto a Jose Antonio Fernández, bajo el nombre de Rojo Sache. Sus imágenes han sido premiadas en más de 80 certámenes internacionales y entre los nacionales destacan 9 Premios Lux de Fotografía Profesional. Sus obras han sido expuestas en diferentes países del mundo como España, Francia, Italia, Reino Unido, Alemania, Australia, Argentina, Estados Unidos o China, participando, entre otros eventos, en Photo España 2012 o en Voies Off Photo Festival d'Arles (Francia). Desarrolla también una importante labor divulgativa a través de artículos, libros, conferencias y cursos especializados de fotografía en materias como el lenguaje fotográfico o la gestión de los proyectos personales, centrados en lo que hasta hoy ha sido su disciplina fundamental: el paisaje contemporáneo, en el que es referente en nuestro país.


¿Cuánto tiempo hace que se dedica a la fotografía como profesión?

Precisamente hizo 10 años el mes pasado.
¿De dónde viene su vocación?
De la montaña. Practicaba el senderismo autónomo de largo recorrido y necesitaba plasmar aquellos lugares preciosos e inaccesibles por los que pasaba.

¿Cuáles el género fotográfico al que más se ha dedicado?

El paisaje, primero a través de la fotografía de naturaleza, después como reportaje profesional y, desde hace algunos años, como un medio de expresión artística.
¿Cuál considera que son sus referencias fotográficas? ¿Quién o qué ha inspirado su forma de ver la fotografía?
En mis comienzos, sin duda Galen Rowell, por su profundo compromiso con la montaña. Todavía en el ámbito de la naturaleza, Vicent Munier, por su belleza auténtica. Posteriormente, Edward Burtynsky, por su grandiosidad, Hiroshi Sugimoto por lo sublime o Susan Burnstine por su irrealidad. Pero hay muchísimos más.
¿Recuerdas tu primera foto profesional?
Creo recordar que mi primera venta fue un reportaje sobre una ruta de senderismo en la Valldigna (Valencia).
¿Recuerda cuánto le pagaron por ella?
La verdad es que no, además era un reportaje que iba también con el texto y repartíamos entre el periodista y yo.
¿Cuáles son las ventajas que encuentra en la fotografía digital?
Comodidad, seguridad, calidad...
¿Qué echa de menos de las analógicas?
Quizá que las cámaras resultaban más ligeras y que las baterías duraban mucho más. Era importante cuando estabas una semana sin pasar por zonas civilizadas.
¿Qué pieza de su equipo valora más?
La verdad es que ninguna en especial, el equipo sólo es una herramienta. Valoro que tenga calidad y que su manejo me resulte cómodo pero no tengo una pieza favorita sobre las demás.
¿Qué foto le gustaría hacer que todavía no haya conseguido?
No tengo una ilusión concreta por una foto determinada. Trabajo por proyectos y es la foto que estoy preparando en ese momento la que tiene toda mi atención y la que más ansío realizar.
¿Qué destacaría con orgullo del mundo de la fotografía?
El alto nivel que hay en nuestro país, la apasionada afición que despierta en tantas personas.
¿Qué le gustaría eliminar, si pudiese?
Los egos, las envidias y la competencia desleal.
¿Qué tres libros de fotografía nos recomienda?
"Composición", de David Prakel, me parece también un libro muy útil. Me ayudó mucho cuando empecé a estudiar el lenguaje fotográfico. Es claro y está bien estructurado.
"Luces de Montaña", de Galen Rowell, es una obra maravillosa e inspiradora aunque ya descatalogada y muy difícil de encontrar.
"Sin miedo al flash" de Jose Antonio Fernández. Es una joya, completo y ameno,
Nos puede decir, qué exposición fotográfica de las que ha visto más le ha impactado…
Me impactó mucho una exposición que vi en el Reina Sofía hace algunos años, era una colectiva de artistas visuales que aportaban obras, muchas tecnológicas, interactivas. Incluía artistas como Daniel Canogar o Theo Jansen con sus "Strandbeests", complejos mecanismos fabricados con tubos de PVC y que, de manera totalmente autónoma, son capaces de caminar por las playas como si fueran nuevas formas de vida. Me pareció realmente increíble.
Por favor, explíquenos alguna anécdota curiosa que le haya ocurrido realizando alguno de sus trabajos.
En un viaje a Islandia, estaba fotografiando una cascada de 40 metros desde un pequeño saliente situado sobre ella, cuando un golpe de aire me tiró el trípode (la cámara acababa de recogerla). Milagrosamente, pude recuperarlo pues la laguna en la que cayó no era profunda y, después de repararlo, continúa siendo mi trípode. Lo que cambió a partir de entonces fue mi manera de trabajar, no he vuelto a poner en peligro mi vida por hacer una foto nunca más.
¿Hacia dónde cree que camina la fotografía?
No estoy muy segura. Por un lado, veo una democratización absoluta de la fotografía donde los dispositivos se simplifican y la afición llega a muchas más personas. Pero, por otro, hay muchos fotógrafos que cada vez buscan una fotografía más elaborada y de mayor calidad. Pero creo que la fotografía en los medios se va a desprofesionalizar; en realidad, es algo que ya está sucediendo.
Muchas gracias!

Grupo de Viana do Castelo ,alunos da academia de musica local forma grupo vocal

A ILHA ONDE TODOS OS HABITANTES DESCENDEM DE UM ÚNICO HOMEM

 

 NOVA ZELÂNDIA

 

 

Loving Earth / Flickr

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A ilha de Palmerston, localizada no Oceano Pacífico, abriga uma das comunidades mais isoladas do planeta. Visitada por um navio de suprimentos duas vezes por ano, fica tão longe de outras regiões habitadas que apenas os mais corajosos aventureiros conseguem pisar o seu solo. Curiosamente, a maioria dos seus 62 habitantes descende de um único homem: um inglês que ali se instalou há 150 anos.

Palmerston pertence ao arquipélago das Ilhas Cook, ligadas por um recife de corais que circunda as águas calmas de uma lagoa central.

Os recifes, no entanto, são muito altos, impedindo que hidroaviões aterrem na lagoa. Do lado de fora, as águas muito agitadas também dificultam a aterragem de aeronaves. A ilha é bastante distante de outros pontos habitados, o que também impossibilita o acesso por helicópteros convencionais.

Portanto, só se pode chegar a Palmerston pelo mar. E são nove dias de viagem, de barco, a partir da terra habitada mais próxima.

Mar Agitado

A ilha só pode ser avistada a três quilómetros de distância, mas quando está mau tempo não é possível sequer vê-la. Ao longo dos anos, dezenas – senão centenas – de barcos chocaram contra os recifes que se escondem sob as ondas, deixando muitos marinheiros presos na ilha.

O naufrágio mais recente aconteceu há três anos. O barco ainda pode ser visto, na praia, com um imenso buraco na carcaça. Peças desses navios – motores, madeira, mastros – tudo isso é aproveitado pelos ilhéus. Nada é desperdiçado em Palmerston.

Navegar em segurança entre as barreiras naturais que cercam a ilha é algo que só se aprende com anos de prática.

Bob Marsters, piloto de barcos, é o chefe de uma das três famílias que vivem na ilha. Elas competem entre si para chegar até os poucos iates que visitam a ilha anualmente. Quem vence a corrida tem o direito de receber os visitantes. Os ilhéus orgulham-se da sua hospitalidade e deliciam-se com companhia extra.

Essa generosidade, as regras de etiqueta da ilha, o seu sistema legal e as suas tradições foram passados oralmente entre gerações. E são um legado de um único homem, nascido no condado deLeicestershire, em Inglaterra, a mais de 16 mil quilómetros de distância.

William Marsters foi o primeiro homem a viver  permanentemente Palmerston, há 150 anos atrás.

Unknow / Wikimedia

Mudou-se para Palmerston com a função de administrar a ilha em 1863 e plantou coqueiros para produzir óleo de coco Em 1892, obteve a posse de Palmerston, concedida pela rainha Vitória

William Marsters mudou-se para Palmerston com a função de administrar a ilha em 1863 e plantou coqueiros para produzir óleo de coco
Em 1892, obteve a posse de Palmerston, concedida pela rainha Vitória

Marsters viveu nas Ilhas Cook a partir de 1850 e, cerca de 1860, foi nomeado administrador de Palmerston pelo então dono da ilha, o mercador britânico John Brander. Marsters mudou-se para a ilha em 1863, acompanhado pela esposa e por duas primas, todas nativas da Polinésia.

Marsters cobriu a ilha de coqueiros e, durante os primeiros anos, os navios de Brander paravam no local de seis em seis meses para recolher o óleo de coco que ele produzia. Aos poucos, as visitas tornaram-se mais raras, e seis meses transformaram-se em três anos. Até cessarem por completo: John Brander tinha morrido.

A rainha Vitória deu a William Marsters a posse da ilha. Ele casou-se com as primas da esposa e, juntas, as três famílias tiveram 23 crianças. Antes de morrer, em 1899, Marsters dividiu a ilha em três partes, uma para cada esposa. Hoje, apenas três dos 62 residentes de Palmerston não são descendentes diretos de William Marsters.

“Bem-vindos ao meu mundo, uma terra de areias brancas e coqueiros. Nada corre mal em Palmerston”, diz o anfitrião à BBC. ”Adoro este lugar. Todas as pessoas que andam a fazer guerras no mundo deviam vir para Palmerston para andar por aí a nadar ou jogar voleibol. Aqui ninguém discute”.

Pop e internet

Oficialmente, Palmerston é um protetorado da Nova Zelândia, dependente desta para muitos dos confortos tidos como banais noutros lugares. Habitação, energia e Internet (durante duas horas por dia) e, para os mais afortunados, rede de telemóvel.

No entanto, não existem lojas na ilha. Há apenas duas casas de banho. Os habitantes bebem água da chuva e o dinheiro é usado apenas para comprar mantimentos do mundo exterior, nunca entre os moradores.

Trabalhamos juntos, amamos-nos uns aos outros e partilhamos tudo“, diz Bob Marsters. ”Por exemplo, se fico sem arroz ou farinha, bato à porta ao lado. Se eles têm, dão-me”.

“Acho bem que as pessoas não vendam coisas aqui. O navio de mantimentos não vem há seis meses mas não choramos por falta de arroz ou de carne. Safamo-nos com coco e peixe. Mas também é verdade que quando o navio chega é como se fosse Natal!”, ri-se.

Bob é o governador de Palmerston e reside numa das extremidades da rua principal, feita de terra, com cerca de cem metros de comprimento e meia dúzia de prédios.

Num dos lados da rua está a igreja, central para a vida da comunidade. Também é uma das construções mais novas – e mais robustas – da ilha. O sino pintado de branco é tudo o que resta da capela anterior.

Sem qualquer outra terra por perto, Palmerston é atingida com intensidade total por qualquer tempestade. Nessas alturas, os moradores amarram as construções às árvores. Em 1926, um tufão atingiu a ilha, arrancando a antiga igreja do solo.

“As ondas quebravam aqui”, explica Bob, a apontar para a antiga casa de William Marsters, com mais de seis metros de altura. ”A igreja foi arrastada 200m para dentro da ilha. Os nossos pais e mães trouxeram-na de volta, empurrando-a sobre troncos de coqueiros.”

Aos domingos, o sino toca às dez da manhã, a chamar a comunidade para a missa. Nesse dia, não se trabalha nem se brinca até às 14h.

Peixe-papagaio

A comida é parte fundamental da vida na ilha. Para a maioria dos palmerstonianos, a pesca toma grande parte do dia.

BBC

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“O peixe está a diminuir”, afirma Bill, irmão de Bob, que é pescador. “Antes, os cardumes eram de centenas de peixes, hoje não”.

De pé no seu pequeno barco de alumínio que já recebeu várias reparações, Bill navega para além dos recifes, onde as ondas são gigantes, à procura de outras variedades de peixe. Os bolsos das suas calças estão cheios de linha e iscas.

Depois de duas horas a usar quatro anzóis longos, só conseguiu pescar dois peixes – entre eles, uma barracuda.

O peixe preferido dos habitantes da ilha é o Calotomus zonarchus, conhecido popularmente comoparrotfish (ou peixe-papagaio).

“Na década de 90, os membros do conselho proibiram a pesca do peixe-papagaio durante dois anos”, conta Bill. “Seis meses depois, alguém disse que precisávamos de dinheiro para o Natal e pronto, o assunto foi esquecido. Não podemos fazer nada. Qualquer coisa que a gente diga, vão simplesmente ignorar”.

O peixe é o alimento principal em Palmerston e também é o único produto de exportação da ilha. Entre uma e duas toneladas de peixe-papagaio são congeladas e recolhidas pelo navio de mantimentos que, duas vezes por ano, vem trazer produtos básicos, como arroz e combustível.

Bem, pelo menos, essa é a teoria. Às vezes, o navio simplesmente não vem. Há dois anos, ficou sem aparecer durante 18 meses.

Casamentos consanguíneos

A localização remota da ilha também cria outros desafios. Ir ao dentista, por exemplo, torna-se um grande empreendimento. Quando a moradora mais idosa da ilha, Mama Aka, de 92 anos, foi fazer um tratamento dentário em Rarotonga, capital das Ilhas Cook, levou quatro dias a lá chegar. Mas depois da consulta, que foi rápida, teve de esperar seis meses por um navio que a trouxesse de volta.

Se para alguns o isolamento é o grande atrativo da vida em Palmerston, para outros ele pode ser uma ameaça. Particularmente porque, com excepção de dois professores e uma enfermeira, todos na ilha são parentes.

BBC

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Bill teve seis filhos com a sua primeira esposa, uma mulher que pensava ser sua prima de segundo grau.

Quando era muito nova, tinha sido entregue a outra família pelos pais – prática comum na ilha. Ou seja, na realidade, Bill e a esposa eram primos de primeiro grau.

“Tinha ouvido dizer que, se te casas com um primo, isso pode ter efeitos sobre o bebé”, diz Bill. “Mas não acreditei até ao nascimento do nosso segundo filho. Ele era um bebé normal até aos seus seis meses de idade, mas ficou doente. Fomos procurar tratamento na Nova Zelândia, mas não havia nada a fazer”.

“Não há ninguém que não seja da família em Palmerston, por isso os casamentos consanguíneos acontecem”.

O isolamento leva muitos a deixar a ilha. Entre 1950 e 1970, a população de Palmerston chegou a 300 habitantes. Um terço da população são crianças, e todos parecem saudáveis e felizes ao participar das aulas na escola da ilha.

Mas muitos esperam partir para as cidades a centenas de quilómetros de distância. Sonham com mais conforto, melhores salários e, quem sabe, um marido ou uma mulher.

“Pouquíssimos deles voltam, e os outros não ficam em contacto com as famílias”, disse Mama Aka.

Educação

Shekinah Marsters tem 16 anos e quer ser advogada. Se isso acontecer, ela será a primeira aluna da escola de Palmerston a ir para a Universidade.

Actualmente, estuda na escola da ilha inglês, matemática, História americana e a vida de Cristo.

Shekinah já estudou na Nova Zelândia. “Existem muito mais oportunidades lá, mais coisas para fazer, mais amigos. Não me aborreço por aqui, mas fico desmotivada. Nado, pesco, toco guitarra, converso – mas nada mais”.

Nem todos escolhem visitar Palmerston. Na década de 1950, o barco do tenente Victor Clark naufragou perto da ilha e ele teve de viver no local durante nove meses. Anos mais tarde, a filha de Clark, Rose, veio à ilha trazer as cinzas do pai, que tinha morrido aos 92 anos de idade.

“Foi o período preferido da vida dele”, conta Rose, que é de Devon, em Inglaterra. Rose pretendia fazer uma visita curta, mas já se passou um ano e continua na ilha. É professora especializada em crianças com necessidades especiais e cuida de um menino que não consegue frequentar a escola da ilha.

“São uma comunidade muito focada na família, é muito giro”, ela diz. “Aprendi um pouco a observar a maneira como são próximos uns dos outros”.

Quando não está a dar aulas, Rose junta-se às outras mulheres para fazer chapéus e cestas com folhas de coqueiro.

O delicado trabalho manual, que as mulheres aprenderam com as suas mães, não está a ser transmitido para a próxima geração, já que não existem jovens adultos na ilha. Ainda assim, com frequência, o grupo pode ser ouvido a rir e a cantar.

Ao final da tarde, as crianças nadam ou jogam vólei. Alguns dos homens reúnem-se à volta da única TV da ilha para assistir aos melhores momentos do rugby. As mulheres relaxam na rede, a rir e a conversar.

A olhar para a lagoa, Bob Marsters diz: “Fomos feitos para desfrutar o mundo, o ar fresco, o sol, as coisas que Deus pôs na Terra. Não fomos postos aqui para discutir nem odiarmo-nos uns aos outros”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ESCRITOR REVELA LADO OBSCURO DO “PARAÍSO” ESCANDINAVO

 

Marcel Oosterwijk / Flickr

"The best of Swedish family life"

“The best of Swedish family life”

Um escritor britânico fez estalar a polémica ao questionar publicamente uma ideia popular: a de que a Escandinávia é o melhor lugar do mundo para se viver.

Intitulado Terras Escuras: a Triste Verdade por trás do Mito Escandinavo, um artigo de Michael Booth, publicado na edição impressa do jornal The Guardian, critica duramente a região, que ostenta índices invejáveis de saúde e educação.

O assunto também é tema do último livro do autor, para quem a Escandinávia não é “o paraíso que parece”.

“Queria fazer os leitores do jornal acordar do coma escandinavo”, afirmou Booth à BBC.

Booth vive na Dinamarca e é casado com uma dinamarquesa. Apesar de assumir que gosta de morar ali, destaca que “nem tudo é cor de rosa”.

No artigo, ele discorre sobre os problemas da Finlândia com armas e álcool, da viragem à direita da tradicionalmente social-democrata sociedade na Noruega, do desemprego juvenil na Suécia e dos problemas de saúde na Dinamarca.

“Nos últimos dez anos, o jornal The Guardian só publicou artigos positivos sobre essa estranha utopia que é a Escandinávia. Por isso, fui deliberadamente provocador e mostrei apenas parte da verdade. Claro que fui um pouco selvagem e brutal, mas acredito que tinha de fazê-lo”, assegura.

A “brutalidade” de Booth deu resultado. O artigo recebeu mais de 1 milhão de visualizações, foi comentado por mais de 3 mil pessoas e compartilhado 7 mil vezes.

Sarah G / Flickr

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Suicídio e depressão

Um dos mitos associados à Escandinávia diz respeito à alta concentração de suicídios na região.

Na verdade, porém, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, nenhum dos países escandinavos figura entre os dez com maior taxa de suicídios no mundo.

Booth lembra, no entanto, que são os escandinavos que consomem mais antidepressivos, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O britânico também revela outras verdades incómodas, como por exemplo, que as escolas dinamarquesas não têm grandes resultados (feito que se atribui aos resultados do teste Pisa, sigla em inglês do Programa para Avaliação Internacional de Estudantes);  que a maior parte das mortes de homens na Finlândia está relacionada com o álcool, como indica o Sistema de Estatística da Finlândia; ou que a Suécia é um dos dez maiores exportadores de armas do mundo, segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo.

Além disso, Booth lembra que, entre todos os países escandinavos, o mais rico, a Noruega, que advoga por um ambiente mais limpo, continua a ser um dos principais exportadores de petróleo do mundo.

“Há uns dez anos, as pessoas no Reino Unido sonhavam em ter uma casa em França, Espanha ou Itália. Mas, então, chegou a crise, e as pessoas olharam para a Escandinávia porque viram ali uma espécie de retorno a certos valores básicos: a segurança, a confiança e uma sociedade um pouco mais simples e funcional, tanto estetica quanto estruturalmente. Há uma menor diferença entre ricos e pobres, há um maior sentido de comunidade, uma maior coesão social”, acrescenta Booth.

“Mas a verdade é que provavelmente nem os britânicos nem os americanos iriam querer viver tanto tempo aqui se soubessem como realmente é”, acrescenta o autor, que afirma que gosta de viver na Dinamarca, mas reconhece que se acostumou “a uma série de dificuldades”.

Uma delas é óbvia, mas não menos importante: o clima.

“Isso é o mais complicado”, assegura Óscar, um venezuelano que há mais de dez anos mora na Noruega.

“A diferença entre o verão e o inverno é enorme”, acrescenta Montserrat, uma espanhola que vive em Copenhaga há sete anos. “No inverno, todo o mundo sai de cara fechada e ninguém olha para as outras pessoas, mas no verão todo o mundo é amigo de todo o mundo”.

Simo Ortamo / Flickr

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Segregação

O espanhol Andoni, de uma pequena aldeia perto de Sevilha, é outro estrangeiro que mora na Escandinávia.

Quando a crise atingiu em cheio a Espanha, arrumou as malas e rumou com a sua família para Gotemburgo, na Suécia.

Segundo ele, pesaram na sua decisão a saúde e a educação pública de qualidade.

“O Estado ajuda-te com tudo, e a ideia é que os dois pais possam trabalhar, por isso existe esse incentivo”.

Os materiais escolares, a merenda e a creche são subsidiados. Apesar disso, Andoni ficou surpreendido ao descobrir que, em alguns colégios, a segregação era assustadora.

“No primeiro colégio em que os meus filhos estudavam, não havia nenhum filho de suecos, ainda que o bairro não fosse propriamente exclusivo de imigrantes”, assegura Andoni, que também afirma que antes de chegar tinha a ideia de que a sociedade sueca era mais multicultural.

A xenofobia também foi um dos temas abordados pelo artigo de Booth para o Guardian.

“Houve pessoas que me perguntaram pelo Twitter como eu me atrevia a chamar racistas aos noruegueses, e a verdade é que não fiz isso, só referi o avanço de um partido claramente islamofóbico nas últimas eleições”, afirma Booth.

O partido em questão é o Fremskrittpartiet, que forma parte da coligação que governa o país, com o partido conservador Hoyre (“direita”, em norueguês).

O partido acolheu durante muitos anos nas suas fileiras o norueguês Anders Breivijk, que matou 70 pessoas no verão de 2011 e deixou o país em estado de choque.

“Nunca disse que os noruegueses eram racistas, mas sim que há certas forças políticas, como o Fremskrittpartiet, cujos líderes, em algumas ocasiões, fizeram declarações xenofóbicas e agora são forças políticas com muito poder”, afirma Booth.

Por outro lado, os países nórdicos são um dos destinos mais tradicionais de refugiados, mas não são poucos os problemas de integração para quem vem de fora.

“O imigrante precisa de mostrar que está disposto a fazer um verdadeiro esforço para se integrar”, afirma Montserrat, que fala dinamarquês fluentemente e é casada com um nativo.

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Reações

As reações ao artigo de Booth foram tão acaloradas quanto as suas objecções aos problemas da região.

Dois dias depois da sua publicação, o Guardian veiculou outro artigo dando voz à opinião de personalidades escandinavas.

O dinamarquês Adam Price, criador de Borgen, uma famosa série televisiva, classificou o texto de Booth como “divertido”, ainda que afirmando que a sociedade dinamarquesa é muito mais homogénea do que o autor assegura.

Por seu lado, o ministro finlandês para a Europa, Erkki Sakari Tuomioja, disse ser difícil levar o autor a sério, “considerando que vem de um país com um sistema de canalização que data da época vitoriana”.

Já os islandeses reclamaram de ter sido ignorados pelo artigo, uma vez que o autor afirmou que existem “poucos islandeses”.

“Os noruegueses levaram o artigo a demasiado a sério. Não estão acostumados à crítica nem a ser etiquetados como vilões, mas realmente ganham muito dinheiro com petróleo e todos sabemos que os combustíveis fósseis não são propriamente benéficos para o meio ambiente”, acrescenta Booth.

“Muita gente telefonou-me a dizer que o Reino Unido não é melhor. Mas eu não abordei isso. Não criei uma competição entre países”, afirmou o autor.

Os suecos foram um pouco além e viram tintas políticas no ataque. Lars Trägaardh, professor de história da Universidade Sköndal, em Estocolmo, disse que o artigo de Booth ia na mesma linha das declarações de Eisenhower, nas quais o ex-presidente americano criticava a “filosofia socialista” e a “falta de ambição” da sociedade sueca.

Trägaardh diz que “a coesão social não é um prato fácil de digerir para todos”, apesar de reconhecer os desafios que a globalização e a migração apresentam.

“O meu artigo queria deixar claro que não há nenhum lugar perfeito. A Escandinávia é genial e ninguém aqui a está a menosprezr. Repare, o meu chama-se A gente quase perfeita, e é realmente isso que eu penso, que não são absolutamente perfeitos, mas estão próximos disso”, conclui.

Mundus Gregorius / Flickr

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domingo, 1 de setembro de 2013

Warwick Saint

Celebridades, tatuagens e dois elefantes: conheça Warwick Saint

 

Warwick Saint

Para quem gosta de fotografia, seu site tem opções suficientes para passar um bom tempo navegando de galeria em galeria, foto em foto. Uma tarde inteira não é suficiente. Melhor dedicar-ser um pouco mais.

O currículo de Warwick Saint não apenas corre o risco de levantar um certo ar invejoso como faz com que ele seja desejado pelas melhores marcas, as pessoas mais famosas e os meios de comunicação de maior credibilidade do mercado. A exemplo disso basta somente citar alguns dos clientes de Warwick: Nike, Diesel, BMW, Dolce&Gabbana... E também as revistas Rolling Stone, Sports Illustrated Swimsuit, Interview, Dutch, L'Officiel, entre outras que estão atrás de seu trabalho. E isso só para citar alguns exemplos.

Nada pequeno, não? Bem, na lista de celebridades que já pousaram para eles há pelo menos uns 70 nomes. De Cate Blanchett a P. Diddy.

Warwick Saint

E entre fotografia de moda, propaganda, vídeos e celebridades há uma seção especial para os amantes de tatuagens. Esse fetiche, que já chegou a ser mal visto pela população e hoje é cultuado pela maioria das pessoas, pode ser admirado no corpo de belas mulheres fotografas por Saint.

Todas as fotos são feitas num contexto, mostrando mais do que bons desenhos; contanto histórias. Seu acervo na internet oferece 77 imagens subdividas por nomes como “Inked girls night out” ou “Badlands”.

E de suas fotos ao lado de Chloë Sevigny ou Drew Barrymore, às campanhas para Puma ou ao universo da tatuagem, vale contar como tudo começou na vida de um dos mais prestigiados fotógrafos da indústria.

Warwick Saint

“Warwick, esta é a próxima capa da revista Dutch.” E é com esta frase que, em 1999, o fotógrafo Warwick Saint entra de vez para o mercado. E não de uma forma qualquer, mas com 24 páginas em seu miolo e, claro, a capa. Grande estilo.

Se até as desventuras que por vezes ocorrem ao longo da vida ajudam a traçar o caminho, para chegar até o momento do encontro entre Saint e Matthias Vriens, o editor-chefe da Dutch, este texto fará uma breve menção à história do fotógrafo.

Ele cresceu na África do Sul, rodeado por moda, fotografia e design. Sua mãe era modelo e ora ou outra o levava aos estúdios. Seu pai, um designer gráfico de renome cem cuja companhia Warwick desenvolveu um olhar para estilo, cor e forma, segundo afirma sua mãe.

Warwick Saint

Aos 17 anos, seu pai morreu em um acidente de carro. Fora todo o choque que qualquer filho sente com a morte de seu pai, o efeito também se deu na escolha que Warwick faria para sua vida. No momento de dar continuidade aos estudos, ele optou pela fotografia, saindo da sombra do pai – como ele disse – e seguindo seu próprio caminho.

“Eu conhecia muitos fotógrafos, seguir essa área acabou sendo algo natural para mim.” Depois de formado em Filosofia e História da Arte, Warwick seguiu para Londres como assistente freelance.

Seis anos depois lá estava ele, de volta à África do Sul. Hora do tudo ou nada. Seis jornais semanais de Londres lhe pagaram para fotografar no continente africano. Uma verdadeira savana pelo preço da chuvosa e cinzenta Londres. Para os jornais, lhes saía bem mais barato.

Com dinheiro emprestado de seu tio, seu amigo estilista e dois elefantes africanos, ofereceram à Dutch um ensaio fotográfico. Foram três semanas na casa de férias de sua avó com a modesta equipe e duas câmaras fotográficas, até o seu encontro com o editor. Sorte a dele serem duas, já que uma não funcionou. E foi assim que o ensaio “Elephant Boy” lançou sua carreira.

Warwick Saint

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

arte de rua - El Mac

arte de rua - El Mac

 

A arte urbana é actualmente uma das formas artísticas mais presentes e expressivas na sociedade civil. Esqueçamos os simples rabiscos com os quais nos cruzamos diariamente e que de nada acrescentam em valor artístico. Foquemo-nos no trabalho de MacGregor. Inspirado pelas diferentes culturas, pelo próprio homem e por obras clássicas de grandes pintores, já embelezou inúmeros murais pelo mundo fora.

 

arte rua El Mac

Nascido em Los Angeles em 1980, El Mac tem vindo a criar e a estudar arte de forma auto-didacta desde criança. O tema principal das suas obras são os rostos humanos e todas as expressões e variações que lhes são características.

Quanto aos focos de inspiração, o artista vai buscar detalhes não só ao meio que se respira à volta da cultura chicano-mexicana de Phoenix e todo o sudoeste americano, como a pormenores de arte religiosa e artistas clássicos (Caravaggio, Mucha e Vermeer).

Em meados dos anos 90, começou a pintar em acrílico e a grafitar em murais. Desde aí tem vindo a trabalhar e a aperfeiçoar o seu estilo, a fim de o tornar uma marca de identidade. Algumas versões que realizou durante esse tempo - obras clássicas em aerossóis - fizeram com que em 2003 o Museu Groeninge de Bruges (Bélgica) o convidasse para pintar a sua própria interpretação de importantes pinturas primitivas flamengas. Além disso, foi-lhe também proposta a decoração de murais pelos Estados Unidos e muitos outros países: México, Dinamarca, Suécia, Canadá, Coreia do Sul, Bélgica, Itália, Holanda, Porto Rico, Espanha, França, Singapura, Alemanha, Irlanda e Vietname.

arte rua El Mac

Alguns desses murais tornaram-se referências locais, principalmente as suas parcerias com Retna. O sucesso deve-se à combinação dos desenhos de rostos e figuras realistas de Mac com o design abstracto de Retna.

Em 2008, produziu um mural de larga extensão para os Jardins Botânicos de Denver e participou no “Manifest hope art show” durante a convenção democrática anual na mesma cidade.

No ano passado, os seus trabalhos foram usados para a capa da revista “Juxtapoz” e do tablóide “LA Weekly”. 2009 trouxe-lhe ainda uma exposição na galeria “Fifty24SF” em São Francisco, a publicação de um livro sobre a sua colaboração com Retna pela Gingko Press e uma edição limitada espanhola sobre as suas criações feitas com spray.
Já este ano, fez parte do projecto “Seres Queridos” do Museu de Arte Contemporânea de Monterrey, México.

Apesar do reconhecimento da sua arte e da exposição em vários locais mais ortodoxos, El Mac refere que a arte de rua é mesmo a sua preferida. Ele gosta é de pintar em murais urbanos. Criar graffitis e pinturas tão realistas que por vezes é difícil acreditar não serem fotografias, mas sim desenhos.

 

arte rua El Mac

arte rua El Mac

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Michele Aubé Percursos - André & Mari.

10ª PARTE
Vida social
Após o passeio de bateau mouche, Lara e Bruno nos levaram para uma volta à tarde pela cidade, afinal, o colóquio havia terminado e a missão estava cumprida. Pudemos ter uma noção do espaço Strasburgeois e a distribuição urbana, que descreveremos adiante. Como teremos tempo, pois programamos uma segunda semana de pesquisas nas bibliotecas, marcamos os lugares aos quais retornaremos, o que será ótimo, pois não precisaremos fazer o que é comum; ver rapidamente a cidade, obter algumas informações e depois partir para uma nova visita apressada a outro local. Poderíamos fazer um mergulho na vida quotidiana.
Com esta pequena volta, já foi possível observar as diferenças entre a fechada cidade medieval, a expansiva cidade imperial, o crescimento dos anos 70 do século XX (apartamentos residenciais em torno do conjunto de prédios universitários também dos anos setenta que nos lembram, en passant, a USP), os novos bairros em torno das instituições europeias dos anos 90 e, finalmente, a atual expansão em direção à Kehl, do outro lado do Reno, na Alemanha. Sem conhecer essas mudanças e disputas em torno de edifícios e espaço urbano, não é possível compreender a própria cidade.
Dominique, nossa amiga francesa, insistiu para que fôssemos jantar na casa dela nessa sexta-feira um tanto preguiçosa e turística. Algo simples, de acordo com as suas convicções políticas, defendidas ardentemente (dissemos acima que ela se identifica como soixante huitard); salada, omelete de queijo, pão e queijos, além da conversa no belo anoitecer europeu. Combinamos para o dia seguinte uma visita à vizinha Kehl, numa aventura além Reno. Dominique nos lembrou de que o dia seguinte era o primeiro domingo do mês, os museus teriam entradas gratuitas e poderíamos visitar o Castelo Rohan. Marcamos para a manhã.
Já Lara e Bruno nos haviam convidado para um piquenique num parque, L’Orangérie, nesse mesmo dia, pois era a comemoração do aniversário de Lara, 27 anos, número longínquo para nós, mas pleno de boas lembranças, pois nos conhecíamos por volta dessa idade (quer dizer, na média: Mari 24, André 29). Combinamos levar os pratinhos, os talheres e a bebida (pensamos na hora em vinho alsaciano). Meio dia e meia estaríamos por lá. Assim, teríamos um fim de semana com bastante vida social. Não poderíamos querer mais na nossa intenção de viver, pelo menos um pouco, a vida strasbourgeoise.
Retornamos para a “nossa” casa organizando o fim de semana, as compras de supermercado, as pesquisas da semana seguinte e também as nossas compras, afinal havíamos planejado isso durante três meses.

Foto: 10ª PARTE<br /><br />Vida social<br />	<br />	Após o passeio de bateau mouche, Lara e Bruno nos levaram para uma volta à tarde pela cidade, afinal, o colóquio havia terminado e a missão estava cumprida. Pudemos ter uma noção do espaço Strasburgeois e a distribuição urbana, que descreveremos adiante. Como teremos tempo, pois programamos uma segunda semana de pesquisas nas bibliotecas, marcamos os lugares aos quais retornaremos, o que será ótimo, pois não precisaremos fazer o que é comum; ver rapidamente a cidade, obter algumas informações e depois partir para uma nova visita apressada a outro local. Poderíamos fazer um mergulho na vida quotidiana.<br />	Com esta pequena volta, já foi possível observar as diferenças entre a fechada cidade medieval, a expansiva cidade imperial, o crescimento dos anos 70 do século XX (apartamentos residenciais em torno do conjunto de prédios universitários também dos anos setenta que nos lembram, en passant, a USP), os novos bairros em torno das instituições europeias dos anos 90 e, finalmente, a atual expansão em direção à Kehl, do outro lado do Reno, na Alemanha. Sem conhecer essas mudanças e disputas em torno de edifícios e espaço urbano, não é possível compreender a própria cidade. <br />	Dominique, nossa amiga francesa, insistiu para que fôssemos jantar na casa dela nessa sexta-feira um tanto preguiçosa e turística. Algo simples, de acordo com as suas convicções políticas, defendidas ardentemente (dissemos acima que ela se identifica como soixante huitard); salada, omelete de queijo, pão e queijos, além da conversa no belo anoitecer europeu. Combinamos para o dia seguinte uma visita à vizinha Kehl, numa aventura além Reno. Dominique nos lembrou de que o dia seguinte era o primeiro domingo do mês, os museus teriam entradas gratuitas e poderíamos visitar o Castelo Rohan. Marcamos para a manhã.<br />	Já Lara e Bruno nos haviam convidado para um piquenique num parque, L’Orangérie, nesse mesmo dia, pois era a comemoração do aniversário de Lara, 27 anos, número longínquo para nós, mas pleno de boas lembranças, pois nos conhecíamos por volta dessa idade (quer dizer, na média: Mari 24, André 29). Combinamos levar os pratinhos, os talheres e a bebida (pensamos na hora em vinho alsaciano). Meio dia e meia estaríamos por lá. Assim, teríamos um fim de semana com bastante vida social. Não poderíamos querer mais na nossa intenção de viver, pelo menos um pouco, a vida strasbourgeoise.<br />	Retornamos para a “nossa” casa organizando o fim de semana, as compras de supermercado, as pesquisas da semana seguinte e também as nossas compras, afinal havíamos planejado isso durante três meses.

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domingo, 7 de julho de 2013

Antonio Nazzaro

 

Los vision book cuando el arte se hace contemporaneidad

 

 

Caracas - Unos de los creadores de los vision book Antonio Nazzaro, empezará el próximo viernes 12 de julio en los espacios de la Fundación Centro de Estudios Latinoamericanos Rómulo Gallegos (Celarg), el taller de video arte:“La imagen icónica fluctuante. El video: desarrollo y videoarte”. El curso se dictará los días viernes en horario de 6:00 p.m. a 9:00 p.m. y tendrá una duración de tres meses.

Umberto Galimberti afirma, desde la página de una conocida revista italiana: “Así como el amor es la figura más fascinante y arrolladora de nuestra dimensión irracional, razonar sobre las cosas del amor significa enfriarlas o darse una razón para algún abandono repentino”.

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A. Nazzaro conferecia en el Museo de Arte Contemporáneo de Caracas

Parto de esta consideración y me dispongo a comentar ese enorme caleidoscopio de emociones enmarañadas que constituyen el lenguaje artístico del escritor, poeta y creador de videos “venezolano de Italia”, Antonio Nazzaro.

Porque, y que sea bien claro, cuando se habla de arte, bien visivo, sonoro o escrito, se habla siempre de amor.

Amor añadido, sustraído, ausente (por lo tanto en defecto), demasiado presente (por lo tanto en exceso que llega a ser de nuevo en defecto), amor malinterpretado, equivocado, esquivado, interpretado, proyectado, amor lejano o tan cercano que no se logra siquiera verlo. Un amor roto, discontinuo, que corre veloz, no se radica y hiere; amor que se superpone repetitivo, imaginativo, visionario, paranoico; un amor que discurre a través de encuadres veloces en el límite de lo subliminal.

Imágenes que embisten como una cachetada, que golpean y aniquilan como una descarga eléctrica, con un dolor imprevisto y fortísimo, o como una pérdida parecida a un luto que no elaborado, continúa a aullar dentro.

“El Grito” de Edvard Munch, por lo tanto, pero en una edición revisitada en el caso de Antonio, no es exactamente una calavera casi privada de signos personales la que grita, sino un niño (¿el propio Antonio?) que usando los instrumentos precisos de orden visual- literario del Antonio adulto, busca espacios, ventanas, precisamente encuadres desde los cuales asomarse y gritar, para ver, pero sobre todo para ser visto.

Entonces, en la “Consecutio temporum” imaginaria y delirante de los encuadres, recortados de citas clásicas (se va desde Dziga Vertov y el cine de los años treinta, pasando por Stan Laurel y Oliver Hardy, pasando por Kubrick, Pasolini, Fassbinder, Wenders, hasta el cine argentino contemporáneo, mezclados a clips televisivos), en el vórtice del remolino, en el carrusel enloquecido está la propuesta de un dolor que, en los trabajos de Antonio Nazzaro, se muestra obsesivo, redundante y retornante, porque privado del tiempo, congelado en la intangibilidad atemporal de un dolor que no tiene contención ni acogida, sino en su misma expresividad poética para algunos cuna natural de la elaboración del dolor.

Un dolor que envejece, quizá, en la inercia ineludible del transcurrir del tiempo, pero que permanece en su congelamiento. No madura, permanece niño.
Por analogía, pero también por contraposición, me viene a la cabeza otro ilustre creador de videos: Bill Viola.

Si en los vision book de Nazzaro hay una aceleración obsesiva, en Viola hay una lentitud exasperante: la imágen “mantra” (y recuerdo que el mantra puede ser también una única palabra repetida hasta la desaparición de la misma), la imagen que atrapa e induce a disminuir la velocidad, casi hasta frenar la carrera, a pararse, pero nunca del todo, hasta trasladarse allí donde quiere el artista: la catarsis a través de golpes de efecto, lo imprevisto que improvisadamente se desvía y se hace solución “un coup de théatre”; Viola, en su construcción pictórico-estructural, transfigura el Renacimiento italiano, mejor dicho, el Manierismo, más en el especifico Pontormo.

Por este motivo, Cesare Vivaldi, escritor, poeta, crítico literario y de arte, docente en la Academia de Bellas Artes de Roma, identificó justo en el Manierismo los señales de aquella suspensión, aquel congelamiento atemporal que desembocó, cuatro siglos después, en ese robusto movimiento que caracterizó el siglo XX: La Metafísica.

En los paisajes de De Chirico se cierne pesantemente el silencio vacío de las plazas italianas, casi hechas desiertas por un trágico éxodo silenciado; en Bill Viola las figuras se mueven al ralentí, casi frenadas por el peso de su propia existencia; en Nazzaro no, al contrario. Está el carrusel moderno y contemporáneo, estridente, contradictorio, inhumano, rebosante de un vacío sin sentido, donde la pérdida es dolor, luto; y hay confusión, compulsión, ruido, palabra, voz (esa rica, densa, cautivadora e incluso a veces átona, modulada de Ezio Falcomer) desde la cual, la imagen parece surgir; y de nuevo ruido, música perturbadora, estridente, como en un centro comercial cualquiera de la peor periferia de una cualquiera situación urbana y suburbana, en el cual se emite incesantemente música, desde luego no dirigida a reencontrarse a si mismo, a la reflexión sobre si mismo, sino a la anestesia de los sentidos, para desarrollar una compulsividad sin crítica y sin razón hacia la compra obligada. Una anestesia por lo tanto de los sentidos (justo lo contrario de la belleza), lo que no puede más que reconducir a la posterior pérdida del sentido de la existencia.

Si para Marc Augé, los “no lugares” son donde el ser humano pierde su condición de individuo, en los vision book de Antonio Nazzaro y Ezio Falcomer, todo lo que es connotado obsesionan y extrañan en su excesividad; se vacía de repente y se desvela en una dimensión, otra de la habitual y familiar: es el concepto de la memoria freudiana del “Das Unheimliche”, el “perturbador” que surge allí donde se presenta una coacción a repetir. La repetición desesperada, es decir, obsesión.

En Viola está la seguridad de un lenguaje iconográfico áulico, cierto, estratificado y consolidado por el escalafón cultural internacional, para inscribirse en un movimiento entendido como patrimonio mundial: El Renacimiento italiano.

En Antonio Nazzaro no hay más certeza que el polvo levantado (y comido) por los remolinos, vértigos desestabilizadores, que presenta la vida contemporánea, desenmascarando cada tipo de seguridad: por lo tanto, infiere, corta, vuelve a coser, descontextualiza, descoloca y subleva. Y no hay ninguna manija a la cual agarrarse para encontrar estabilidad, admitiendo que éste sea el fin último de la narración de Nazzaro.

En Viola hay un silencio eclesiástico (vista también la elección de los temas) que enfatiza las figuras en el movimiento lento; en Nazzaro, la aceleración salpica en hacinamiento por saturación (si hablara de escultura elegiría el término “acumulación”). El estrépito de las imágenes muestra lo absurdo de lo cotidiano, el camuflaje de lo anormal que pasa a través del habitual, porque compartido, “sentido” de la normalidad, pero que en realidad desemboca, como ocurre a menudo, en una monstruosa inhumanidad.

La voz inigualable de Ezio Falcomer, el “yo narrador” sin el cual, quizá, los vision book nunca hubieran nacido (en la narración se vuelve, cada una de las veces, desprovisto de tono, o canturreante, alcanza tonos agudos, casi en falsete, para después volver a caer en sonidos más viscerales); una gran capacidad interpretativa la de Falcomer que subraya y exaspera, como una tiza que chirría en la pizarra, el efecto desorientador del que los vision book son, según mi opinión, portadores.

Si Bill Viola, en sus videos, trabaja sobre la solidez de un lenguaje iconográfico consolidado, en la obra de Antonio Nazzaro y de Ezio Falcomer, se desvela sin omisiones, todo el desorden que se esconde tras lo preestablecido, a lo preconfeccionado, a lo preestablecido, desestructurando la semántica con la que y por la que dichas imágenes han nacido.

Nazzaro, por lo tanto, desvela una trampa y apunta a la solución de un equívoco de fondo.
En el recorrido callado de la alfabetización renacimental-manierista, propuesto casi como un axioma irrefutable del pensamiento único, Antonio Nazzaro opone el caso de la multiplicidad de los puntos de vista (Picasso, genialmente, ¿no propone quizá lo mismo con la irreverencia detonante del Cubismo?).

Y es en esto en lo que se lee la propuesta cultural y didácticamente alta de Antonio, y por ello le agradezco, desmontar, deconstruir, romper con valentía, humildad y honestidad intelectual, dotes que pertenecen a nuestro poeta Antonio Nazzaro, y patrimonio moral de muy pocos. Para entender, orientarse y reconstruirse dialécticamente en la dimensión caótica de lo actual.

Antonio Nazzaro, a través de su obra, es más que actual: es absolutamente contemporáneo.

Traducción al español de María de la Cruz

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Frederico Fullfraf cobre a morte de Pablo Neruda

Fotógrafo Brasileiro cobriu secretamente morte de Neruda [Frederico Füllgraf]

Fotógrafo brasileiro cobriu secretamente morte de Neruda


Por Frederico Füllgraf

A convite de Manuel Araya - dublê de chofer e segurança de Pablo Neruda, de 1972 até o dia da morte do poeta, ocorrida em 23 de setembro de 1973 - participei como documentarista e repórter credenciado da exumação dos despojos do Prêmio Nobel chileno, em Isla Negra, Chile, no início de abril passado. Com o título “Crônica de um assassinato presumido”, minha tentativa de iluminar os bastidores históricos e políticos dessa exumação é narrada nas páginas 108-113 da edição de nº 70 (maio 2013) da revista Brasileiros, que acaba de chegar às bancas.

Faltava apenas um dia para a remessa da matéria para São Paulo, quando, guiado no Chile por teimoso instinto farejador (dizem que é “mão de anjo”), deparei-me no Google com uma foto incomum de Neruda, batida no interior do apartamento da mal afamada Clínica Santa María, de Santiago do Chile. Prova de raro respeito por direitos autorais na internet, uma página da mais recôndita província de Maule, atribuía o crédito da foto a “Evandro Teixeira”; um nome de óbvia sonância e escrita portuguesa.

Telefonema do Pacífico para o sertão da Bahia

Confesso que Teixeira não reverberou imediatamente em minha lembrança, e decidi colocar-me em seu encalço, na internet e por outros meios. Nessa busca – e há que saber buscar no Google, com palavras-chave fora do padrão – cairam em minhas mãos cinco fotos diferentes do corpo de Pablo Neruda, batidas na referida clínica, e todas de Evandro Teixeira.

Alertei minha colega Candida Tedesco, coordenadora editorial da Brasileiros, em São Paulo, ao achado e, durante alguns dias, tentei encontrar Evandro Teixeira no Brasil: primeiro através do e-mail, mas também pelo celular; contatos amealhados ao ritmo de conta-gotas em vários endereços brasileiros. No final do terceiro dia, ligando de Concepción, às margens do Pacífico, eu o localizei em Canudos, interior da Bahia, locação de uma de suas mais famosas fotos antigas: “Sertão de Canudos”. A qualidade da ligação não estava boa, mas Evandro já havia lido meu e-mail e prometeu retornar três dias depois, de volta ao Rio de Janeiro.

Baiano de Irajuba, em 1957, Teixeira iniciara sua carreira como repórter fotográfico de O Diário da Noite e O Jornal (Diários Associados), no Rio de Janeiro. Em 1963, mudara-se para o Jornal do Brasil, para o qual, viajando aos quatro cantos do mundo, ao longo de 47 anos tornara-se um dos mais respeitados fotojornalistas internacionais. Tinha recebido vários prêmios e publicado seu livro Fotojornalismo (1983), que integra o acervo da Biblioteca do Centro de Artes Georges Pompidou, em Paris.

A partir do golpe militar de 1964, Teixeira documentara a repressão da ditadura no Brasil, consagrando-se como autor de fotos históricas, como a Passeata dos Cem Mil (1968) e a resistência de trabalhadores, estudantes e artistas contra os militares. Personagem de variadas exposições individuais nas principais capitais do mundo e em várias cidades do Brasil, Teixeira, na altura de seus 70 anos de idade, ainda é um dos grandes nomes da fotografia brasileira e mundial.

A cobertura de Evandro Teixeira do golpe de Pinochet no Chile

Em meu e-mail, eu lhe pedia uma entrevista gravada em vídeo para um documentário sobre e com Manuel Araya, inciado durante a exumação de Neruda em Isla Negra, e também algumas palavras para a reportagem recém-concluída para a Brasileiros, na qual eu obviamente pretendia incluir a estória de Teixeira e suas misteriosas fotos. O pessoal da revista reagiu extasiado à ideia, embora o retorno anunciado pelo fotógrafo ameaçasse estourar o prazo para o fechamento editorial da revista.

Fruto da minha pesquisa na internet sobre Teixeira, foi uma entrevista do fotógrafo concedida em 2012 a Paulo César Boni, da UEL-Universidade de Londrina, intitulada “A fotografia a serviço da luta contra a ditadura militar no Brasil”. Nela, pela primeira vez, narrava como conseguira aproximar-se de Pablo Neruda em setembro de 1973, como enviado especial do JB para cobrir o golpe de Pinochet no Chile.

Certa noite, conta o fotógrafo, poucos dias após o golpe de 11 de setembro de 1973, fora jantar no terraço do Hotel Carrera, onde estava hospedado - o mesmo hotel, de onde o cinegrafista alemão, Peter Hellmich, filmara oculta e magistralmente o bombardeio do Palácio da Moneda.

No restaurante fora-lhe apresentada uma senhora, por coincidência, esposa de um adido militar do Chile no Brasil. A senhora passava suas horas no hotel, enquanto o marido participava do golpe. “Mas ela era paulista, gente nossa”, comenta Teixeira, irônico. Ele precisava de fotos de gente importante e mencionou Pablo Neruda. Então, como se fosse enviada pela providência divina, a brasileira lhe confidenciou um segredo: ninguém conseguiria falar com Neruda, porque estava confinado em Isla Negra, mas como estava mal de saúde, seria trazido para o Hospital “São José”, em Santiago.

O nome estava errado, não se sabe se por engano da informante, ou por esquecimento de Teixeira. Fato é que a “gente [ou agente?] nossa” era bem relacionada, e deu seu cartão de visitas ao fotógrafio. como senha para o contato com o diretor da Clínica Santa Maria.

Teixeira fora à clínica, cujo diretor o recebera, confirmando que Neruda dera entrada, acompanhado de sua esposa, Matilde Urrutía. Com um truque, Teixeira apresentara-se como “amigo” de Neruda, pois o tinha fotografado no Brasil, ao lado de Jorge Amado e coisa e tal. “O médico respondeu que não confiava muito em nós, jornalistas, não”, lembra-se Teixeira, que exagerara na dose, já afirmando ser também amigo de Matilde, ao que o médico cedera e, abrindo uma portinhola, permitira que Teixeira visse a esposa de Neruda, que saudou, desejando melhoras ao poeta.

“Já ia por a mão na câmera, mas o médico não permitiu”, conta, mas não conta se também conseguira ver Neruda. Em seguida fora mandado embora pelo diretor, que lhe prometera enviar ao hotel o boletim médico do poeta, que seria emitido às 22h00. Teixeira não menciona a data, mas só podia ser o fatídico domingo, 23 de setembro de 1973. Contudo, o relógio marcara 22h e o médico não havia enviado o boletim. Quando Teixeira lhe ligara, cobrando o boletim, o médico o surpreendera com a notícia súbita morte de Neruda.

Mal bateram 6h da manhã do dia seguinte, suspenso o toque de recolher, Teixeira retornara à clínica, escondendo sua máquina Leica debaixo da camisa. Sua visita não fora anunciada e, corajosamente, o brasileiro infiltrara-se na clínica através de uma porta dos fundos. Quando alcançara o corredor do dia anterior, viu “Pablo Neruda jogado numa sala qualquer, e a Matilde ao seu lado” – e começou a fotografar. Em seguida, dirigira-se a Matilde, jogando verde, de que era o fotógrafo de Jorge Amado, e a esposa do poeta colhera maduro, deixando-o fotografar.

Com o truque inusitado, Teixeira passara o dia 24, todo, fotografando, inclusive durante a preparação do corpo de Neruda. “Começaram a arrumar o corpo, passar formol, aquelas coisas, todas - e eu fotografando. Terminaram o preparo e colocaram o corpo num caixão - e eu fotografando. Dali ele foi levado para sua casa, que ficava no alto de uma colina, e eu fotografando tudo”. Depois, ainda com a permissão de Matilde Urrutía, acompanhou a condução do corpo até a “Chascona”, toda destruída, onde ocorreu o velório. No dia seguinte, Teixeira acompanhou Neruda até seu primeiro túmulo no Cemitério Geral de Santiago, acompanhado de milhares de pessoas, como primeira manifestação de resistência pacífica à ditadura.

Fotografias desmentem atestato de óbito de Neruda

Durante alguns dias, a revista Brasileiros e eu, à distância, tentamos negociar com Teixeira a cessão, obviamente paga, das fotos, mas com resolução mais adequada para a impressão. O fotógrafo, ao que tudo indica, não cedeu ao pedido da revista e, com excessão da foto do velório de Neruda, Brasileiros teve que abrir mão dos importantes documentos históricos.

Por que as poucas fotos conhecidas de Evandro Teixeira são importantes?

Evandro afirmou que passou o dia 24/09/1973 fotografando sem parar, na clínica citada. Devem ser muitas fotos e jamais foram divulgadas. As que seguem em anexo, junto com a entrevista que fiz por escrito com Teixeira, são apenas alguns instantâneos da morte de Neruda.

O que chama atenção nestas fotos é o seguinte: o atestado de óbito emitido pela Clínica Santa María em 24/09/1973, afirma que a causa mortis de Neruda teria sido uma "caquexia" (= estado degenerativo geral, definhamento) que o teria reduzido a "40 Kg de peso". Não é o que afirma o motorista Manuel Araya, que o deixara poucas horas antes da sua morte, afirmando teimosamente que Neruda pesava "mais de 100 kg", e embora Evandro Teixeira o tenha fotografado de perfil e enfaixado, as fotos não reproduzem um Neruda definhado. Este detalhe poderia interessar o juiz Mario Carroza, em Santiago do Chile.
Breve entrevista minha com Teixeira, 28/04/2013

(sem correção de seus erros de digitação):
"FREDERICO, SEGUEM AS RESPOSTAS:

1) Apesar da resistência do médico, não conseguiu bater nenhuma foto de Neruda ainda vivo?

ESTE ACONTECIMENTO É UM DOS MAIS IMPORTANTES QUE FAZEM PARTE DE TODAS AS COBERTURAS QUE PRESENCIEI. ESTAVA NO CHILE, EM 1973, LOGO APÓS O GOLPE MILITAR.

OS JORNAIS BRASILEIROS ESTAVAM PROIBIDOS, PELA CENSURA, DE DAREM MANCHETE SOBRE À QUEDA DE ALLENDE. ENTRETANTO, ESTANDO EM SANTIAGO, SÓ PENSAVA EM ENCONTRAR O NERUDA. POIS, EU HAVIA ACOMPANHADO SEU ENCONTRO COM JORGE AMADO , NA BAHIA. E O NERUDA, DIANTE DAQUELE CENÁRIO, REPRESENTAVA TODO O IMPACTO DO PINOCHET. MAS INVESTIGANDO E TENTANDO LOCALIZÁ-LO, SOUBE DE SUA DOENÇA. FOI ENTÃO, QUE FUI ATRAVÉS DO HOSPITAL, QUE HAVIA ME SIDO INDICADO, E ME APRESENTEI AO DIRETOR USANDO O NOME DE UMA CONHECIDA DE UMA SENHORA , CASADA COM UM MILITAR CHILENO. A TENTATIVA FOI NEGADA, MAS CONSEGUI RECEBER OS BOLETINS MÉDICOS. E, INFELIZMENTE, RECEBI A NOTICIA DE QUE ESTAVA MORTO. EM UMA NOVA TENTATIVA, ENTREI POR UMA PORTA , QUE ESTAVBA SEM VIGILÂNCIA , E , POR SORTE, VI O CORPO DO NERUDA COM SUA ESPOSA, MATILDA. FOI UM CHOQUE, MAS SABIA DA IMPORTANCIA DAQUELE MOMENTO .

2) Lembra-se das pessoas que estavam com Neruda e de algum comentário na clínica sobre a causa mortis? Alguma dúvida?

ERA UM GRANDE RISCO E SABIA QUE A QUALQUER MOMENTO, PODERIAM ME PEGAR E TUDO ESTAVA PERDIDO. COM ISSO, EU NAO PODIA CHAMAR MUITA ATENÇÃO. ME APRESENTEI COMO FOTOGRAFO QUE HAVIA ACOMPANHANDO O ENCONTRO DELE COM O JORGE AMADO. NESTE MOMENTO, GANHEI A PERMISSÃO DA SRA. MATIILDA DE ACOMPANHAR O CORTEJO ATÉ O FUNERAL.

3) Você chegou poucas horas depois do desaparecimento do chofer Manuel Araya, enviado pelo médico atendente ou Matilde Urrutia a uma farmácia: ela chegou a comentar isso com você?

NÃO.

4) A clínica informou que Neruda pesava pouco mais de 40 Kg, de tão definhado (a tal caquexia), mas em suas fotos, apesar de perfil, vê-se Neruda rechonchudo como era: em que estado você o encontrou?

ACOMPANHEI O MOMENTO EM QUE SEU CORPO FOI ARRUMADO. MAS COMO DISSE, ERA UMA TENSÃO MUITO GRANDE. ALÉM DA EMOIÇÃO QUE TOMAVA CONTA DE MIM.

5) Sabendo que suas fotos são as únicas no mundo daqueles momentos, nunca lhe ocorreu entrar em contato com o juiz Mario Carroza, e oferecer-lhe as fotos como material de investigação?

MINHAS FOTOS, INFDEPENDENTE DO TEMA, ESTARÃO SEMPRE À DISPOSIÇÃO COMO UM MATERIAL IMPORTANTE DE UM REGISTRO DE UM MOMENTO. ESTE ACERVO CHEGOU A FAZER PARTE DE UM LIVRO E FOI CONHECIDO PELO MUNDO. ESSE É O MEU PAPEL.

6) O que sentiu e pensou estes anos, todos, sobre a morte de Neruda?
PENSEI O QUE PENSO ATE HOJE. FOI UM DOS MOMENTOS MAIS MARCANBRTES DA MINHA PROFISSÃO E DA MINHA VIDA. EU CHORAVA E FOTOGRAFAVA AO MESMO TEMPO.."

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Don Mclean–American Pie

 

Don McLean's American Pie with lyrics.

A long, long time ago...
I can still remember
How that music used to make me smile.
And I knew if I had my chance
That I could make those people dance
And, maybe, they'd be happy for a while.
But february made me shiver
With every paper I'd deliver.
Bad news on the doorstep;
I couldn't take one more step.
I can't remember if I cried
When I read about his widowed bride,
But something touched me deep inside
The day the music died.
So bye-bye, miss american pie.
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
And them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."
Did you write the book of love,
And do you have faith in God above,
If the Bible tells you so?
Do you believe in rock 'n roll,
Can music save your mortal soul,
And can you teach me how to dance real slow?
Well, I know that you're in love with him
`cause I saw you dancin' in the gym.
You both kicked off your shoes.
Man, I dig those rhythm and blues.
I was a lonely teenage broncin' buck
With a pink carnation and a pickup truck,
But I knew I was out of luck
The day the music died.
I started singin',
"bye-bye, miss american pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."
Now for ten years we've been on our own
And moss grows fat on a rollin' stone,
But that's not how it used to be.
When the jester sang for the king and queen,
In a coat he borrowed from james dean
And a voice that came from you and me,
Oh, and while the king was looking down,
The jester stole his thorny crown.
The courtroom was adjourned;
No verdict was returned.
And while lennon (lenin?) read a book of marx,
The quartet practiced in the park,
And we sang dirges in the dark
The day the music died.
We were singing,
"bye-bye, miss american pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."
Helter skelter in a summer swelter.
The birds flew off with a fallout shelter,
Eight miles high and falling fast.
It landed foul on the grass.
The players tried for a forward pass,
With the jester on the sidelines in a cast.
Now the half-time air was sweet perfume
While the sergeants played a marching tune.
We all got up to dance,
Oh, but we never got the chance!
`cause the players tried to take the field;
The marching band refused to yield.
Do you recall what was revealed
The day the music died?
We started singing,
"bye-bye, miss american pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."
Oh, and there we were all in one place,
A generation lost in space
With no time left to start again.
So come on: jack be nimble, jack be quick!
Jack flash sat on a candlestick
Cause fire is the devil's only friend.
Oh, and as I watched him on the stage
My hands were clenched in fists of rage.
No angel born in hell
Could break that satan's spell.
And as the flames climbed high into the night
To light the sacrificial rite,
I saw satan laughing with delight
The day the music died
He was singing,
"bye-bye, miss american pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
And singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."
I met a girl who sang the blues
And I asked her for some happy news,
But she just smiled and turned away.
I went down to the sacred store
Where I'd heard the music years before,
But the man there said the music wouldn't play.
And in the streets: the children screamed,
The lovers cried, and the poets dreamed.
But not a word was spoken;
The church bells all were broken.
And the three men I admire most:
The father, son, and the holy ghost,
They caught the last train for the coast
The day the music died.
And they were singing,
"bye-bye, miss american pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
And them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin', "this'll be the day that I die.
"this'll be the day that I die."
They were singing,
"bye-bye, miss american pie."
Drove my chevy to the levee,
But the levee was dry.
Them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin', "this?ll be the day that I die."