sexta-feira, 3 de julho de 2015

Loucura

Loucura

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a loucura é a única salvação.
Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da loucura gostosa.
Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, ou algo semelhante.
Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran.
Eu me refiro à loucura brilhante de Nie...tzsche e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso.
Eu me refiro à loucura que está ali —aqui— a quase 360 graus da sanidade.
Eu me refiro à fuga da escuridão chamada norma.
À quebra radical de todas as correntes opressoras.
Ao abandono puro e simples do rebanho.
Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos.
À loucura dos amantes da liberdade absoluta.

Esta, a loucura que (me) (te) (nos) encanta...

Edson Marques

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Mulher

Mulher!

Na tela pintada por um pintor solitário

Um rabisco de beleza do teu olhar

Que me fixa e lentamente me hipnotiza

Uma flor colhida do Éden.

A tua delicada e macia pele

Tocada pelos Deuses latinos.

Os teus lábios juntos aos meus;

O encontro de dois Mundos distintos,

Dois sonhos que se cruzam e se unem

Dois corpos que na intimidade se formam num.

Dentro desse sonho abstracto e irreal

Uma imagem de uma Deusa bela como Vénus;

Preenche o altar vazio do meu coração

E enche de alegria o universo dos prazeres,

E as nossas mãos se cruzam neste ritual

Secreto e silencioso à sombra da luz da lua!

Uma palavra que nunca é pronunciada

Olhares interligados que se devoram;

Um perfume que queima a mais cruel das almas,

Uma cama que ficou por arrumar.

Perto de ti, tudo é irreal... Imaginário;

Uma carícia que me queima a pele;

Em odores exóticos e românticos.

by Jorge Pereira

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Meus sonhos

Meus sonhos

Quero dar luz aos meu sonhos
Com candeia sem pavio
Onde estrelas não brilham
E o silêncio navega
Atraca
Num porto
Sem palavras
Sem som
Na minha barca
que te abarca
Sem nunca rumar
Sempre atracado nos sonhos
Deste porto

by Jorge Pereira

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Vazios

 

Deita-te
nos algodões brancos
que preparei
já a pensar no sonho
Come regalada
dos meus labios
avermelhados de febre
que não se debatem
Mas não me interrompas
o silêncio
Saboreia do meu corpo
estendido
Pisa com o teu peito fragil
o meu
Que te envia
Em ritmado tambor
e neste movimento igual
o teu respirar
axfixiado pelo meu
Nada me perguntes..
Pelas frinchas do meu ser
a neve cai
eu escrevo
na alma só de vazios

by Jorge Pereira

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O QUE IMPORTA É O AMOR

 

O fotógrafo e escritor Marcelo Vinicius retrata com delicadeza e sensibilidade um casal homossexual.

 

 

 

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Idade, etnia, religião ou sexo. Quando o assunto é amor, nada disso importa. Na série da exposição fotográfica intitulada “Amo como ama o amor”, o fotógrafo e escritor Marcelo Vinicius procura retratar com delicadeza e sensibilidade um casal homossexual, formado por duas garotas. Para tentar combater o preconceito e mostrar que um casal homossexual é exatamente igual a qualquer outro, Marcelo Vinicius procura desenvolver este projeto fotográfico para tratar de um tema que levanta questões atuais e sérias na nossa sociedade: homofobia, amor, preconceito e valores humanos.

Nas fotografias, Marcelo Vinicius pretende mostrar casais do mesmo sexo, um casal de garotas, de forma simples, romântica e alegre. “Sem banalidade, o objetivo é deixar claro que o que essas pessoas estão reivindicando é o mesmo que qualquer casal heterossexual busca: o direito de ser feliz”, destaca.

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Segundo o fotógrafo, sua intenção é desconstruir a imagem de “romance ideal” apenas entre pessoas do sexo oposto e ampliar o imaginário popular acerca da ideia de romantismo. Por isso, o título do projeto é um trecho da citação do escritor poeta Fernando Pessoa que diz: “Amo como ama o amor”, que pode ser encontrado no texto: “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”.

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Essa exposição fotográfica pretende ser realizada junto ao lançamento do romance “Minha querida Aline” que tem a mesma temática: amor e homossexualidade, do também fotógrafo e escritor Marcelo Vinicius, em Feira de Santana, na Bahia. Assim, compondo um evento cultural que envolverá sarau literário, lançamento de livro, exposição fotográfica e palestra com o objetivo de reunir todas as pessoas dispostas a combater a homofobia e outras formas de opressão, na luta pela construção de um mundo livre da intolerância e do preconceito. Sem dúvida, uma excelente e nobre iniciativa!

Apoio - Este projeto tem apoio do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da Editora Photos, da Associação de fotógrafos Fototech e do Jornal Acorda Cidade.

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sábado, 8 de novembro de 2014

Nunca é demais dizer uma verdade.

 

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Existem algumas reflexões e ideias que, quando expostas, suscitam na maioria das pessoas a sensação de que o que está sendo explicitado não passa de uma obviedade, que é uma verdade universal, já sabida por todos ou, pelo menos, conhecida por todos. O que acontece é que, muitas vezes, não são ideias que tenham sido ditas antes, mas que as pessoas já possuem dentro de si mesmas, de modo que parecem velhas, mas que, no entanto, não fazem parte da lucidez pragmática da maioria.

Assim ocorre com as ideias do ego. O ego, esse conceito que está tão na moda, é quem faz a roda do mundo girar. Parece que a humanidade percebeu finalmente, de alguma forma, (talvez uma forma paradoxalmente egoísta) que é vital o olhar para dentro si, para o próprio ego, e perceber como este "EU" altera a sua vida e o mundo.

Creio que esse olhar para dentro de si tenha surgido com as novas "teologias" do sucesso pessoal. É preciso ser vencedor, é preciso se amar, se amar muito, ter, conquistar e por aí vai. As pessoas descobriram que para que o sucesso ocorra, muitas vezes é preciso livrar-se de sentimentos que atrapalham o caminho, neuroses e todos os traumas mencionados por Freud.

Por motivos tortos, fomos levados a tentar compreender quais são as amarras que criamos em torno de nós ao longo da vida. Freud, tardiamente se comparado ao budismo, percebeu, de certa forma, que a vida é sofrimento, é castração. O budismo nos promete a "cura" total do sofrimento pela prática da meditação e do desapego. Freud já conhece o homem ocidental e afirma de antemão que a nós é impossível o alívio do sofrimento, da castração de do "mal-estar" de existir, já que a nós é impossível a libertação dos prazeres. Essa compreensão é de imensa importância para entender o que temos feito ao longo da História. O que temos feito desde o âmbito pessoal de nossas vidas até a História.

Se esse fenômeno atual de a Psicanálise, a Psicologia e o autoconhecimento estarem na moda não fosse mais uma criação do ávido ego humano, que procura somente e tão somente a própria satisfação e prazer, seria-nos possível compreender séculos e séculos de guerras, torturas, maus tratos aos homens e à natureza, fracassos das relações interpessoais e o porquê de estarmos sempre em busca da satisfação, atrás de mais e mais desejos, a fim de preencher um vazio impreenchível, que nasce conosco e vai morrer conosco.

O Cristianismo, há mais de 2000 anos vem pregando os ensinamentos de Jesus Cristo, cujas ideias já nos alertavam para os perigos do ego. No entanto, a própria instituição da Igreja foi contaminada pelo ego, fazendo necessário um pedido de desculpas à humanidade pelas atrocidades cometidas ao longo da História.

A maior parte da população do mundo é religiosa, e a maior parte das religiões tem como base ensinamentos de amor, autoconhecimento e domínio do ego. Todos sabem da verdade sobre o ego. É-nos preferível ignorá-la a ter de abrir mão do nosso prazer.

O mundo sente-se livre da responsabilidade pelos atos do ego. As religiões são, paradoxalmente, fonte de dois fenômenos psicológicos perturbadores: ou o fiel é religioso para sentir-se absolvido de seus atos, pois é só cumprir a ritualística que o perdão é concedido; ou busca a retidão e o alívio do sofrimento, na tentativa de purificar-se, e sente-se cada dia mais impuro, culpado e infeliz por não se encaixar no padrão de perfeição exigido pela religião.

Creio que todas as ideias aqui explicitadas já foram sabidas antes, aliás, estão entranhadas na nossa cultura e inconsciente. No entanto, por mais que esta verdade seja dita, jamais será capaz de vencer o ego e sua necessidade de prazer. Todos estamos culturalmente entregues aos desejos do ego.

Ainda que seja uma verdade inconveniente, ignorada, evitada, nunca é demais dizer uma verdade.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Se quiseres falar comigo

Se quiseres falar comigo
sabes bem aonde estou.

Na rua nevoenta e fria
que eu percorro sozinha
com a noite a meu lado.

A todas as horas e dias
na ponte de transição
onde me encontro contigo.

Podes procurar-me até
(não estranhes o que te digo)
à mesa de um café
escrevendo versos
em que minto a toda a gente
(nem tu os percebes!)
com uma bica na frente
e um cigarro a arder
em fumaças breves.

Em qualquer estranha igreja
que atraia os passos teus
e eu loucamente esteja
a procurar Deus
e onde me vás encontrar
cada vez mais só.

Eu estarei aí
com um silêncio em meu redor
que nunca ninguém rasgou.

Aí me poderás falar.

Mas em casa não, amor,
em casa nunca estou.

Seria apenas vulgar.

Maria Do Carmo Abecassis

A existência

A existência
em si mesma
É a única questão
que tanto insisto em não interpretar
Um rosto que jamais vi
como um retrato do Profeta
que jamais foi pintado
Uma alma sem corpo
Desejos íntimos
Sonhos secretos
trancados na ante-sala da luz
No limiar da consciência que jamais tive
Onde estás
que não me ouves
Onde estás
que não me vês
Não sentes a minha angústia
de amarga solidão ? ´
Se é que algum dia exististe


Jorge Pereira

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Loucura

Loucura

 

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Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a loucura é a única salvação.

Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da loucura gostosa.

Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, ou algo semelhante.

Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran.

Eu me refiro à loucura brilhante de Nie...tzsche e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso.

Eu me refiro à loucura que está ali —aqui— a quase 360 graus da sanidade.

Eu me refiro à fuga da escuridão chamada norma.

À quebra radical de todas as correntes opressoras.

Ao abandono puro e simples do rebanho.

Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos.

À loucura dos amantes da liberdade absoluta.

Esta, a loucura que (me) (te) (nos) encanta...

Edson Marques

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quem

Quem
Quem nunca fez uma loucura?
Caminhar pelas ruas escuras
Sentir a brisa do mar
Em plena tempestade
Na loucura que vivi
Tanto tempo...não .. não esqueci
Dói-me a alma de saudade
Por tão longe estar de ti.
Do teu doce rosto ausente de idade
Que ainda muito presente
Recordo apenas na minha vontade
Aquela ternura que sempre senti
Jorge Pereira

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pistantrofobia

O QUE FAZER QUANDO SE TEM PISTANTROFOBIA?

 

Nada pior do que não conseguir ter novos relacionamentos amorosos por medo de que aconteça tudo de ruim que aconteceu com você na última vez que se relacionou.

Difícil de acreditar, mas aconteceu. Você perdeu. Desistiram de você. Não quiseram mais continuar. Não tem mais volta. E mesmo se tivesse, aquele relacionamento não foi saudável para você. Você se dedicou tanto, fez tanto pela outra pessoa, e, no final, terminou só. Você sofre, sofre, e depois de um longo tempo se recuperando, percebe que não sente mais confiança em iniciar um relacionamento sério com mais ninguém. Parece que a qualquer momento pode acontecer tudo de novo. E esse receio faz você se afastar de qualquer pessoa que demonstre a intenção de ter um relacionamento sério . Sim, você é pistantrofóbico. Mas o que fazer quando se tem pistantrofobia?

Quem sofre de pistantrofobia tem medo de confiar nas pessoas por ter tido experiências negativas no passado. Mas é importante salientar que esse medo é exagerado, e não qualquer receio bobo. É algo que impede a pessoa de tentar novos relacionamentos, novos vínculos. Toda vez que um pistantrofóbico se depara com uma situação que relembre relacionamentos passados, ele começa a "reviver" todo o sofrimento que teve um dia com seus ex-parceiros, e isso faz com que ele fuja de qualquer possibilidade de um relacionamento futuro. O que fazer então para se libertar desse sentimento ruim que impede você de ter novos relacionamentos saudáveis?

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O primeiro passo é aceitar a realidade. Nem todo mundo aceita. Não é fácil. É preciso tempo, e geralmente passamos por altos e baixos. Recaídas, revolta, negação, ansiedade, sentimentos de depressão, e por fim, se tudo der certo, a aceitação. Mas mesmo com ela, mesmo aceitando que não há mais o que fazer, às vezes surge um trauma. E a simples ideia de acontecer tudo de novo faz com que evitemos qualquer outro relacionamento. Aceitar, acima de tudo, é admitir determinada realidade. Compreender que independentemente de qualquer ação nossa, o estado de fato não mudará. Mas admitir não significa necessariamente concordar. Não é porque você admitiu que levou um pé na bunda de alguém que você concorda com isso. Você pode continuar inconformado com a situação, mas se a aceita, declara para si mesmo que reconhece o “status atual”.

Muitas pessoas até conseguem reconhecer esse “status atual” depois de algum tempo, mas o maior problema está na tentação em negar a realidade. Se você aceita que terminaram um relacionamento com você, é preciso aceitar a realidade e suas consequências. Não precisa concordar, talvez a pessoa tenha sido injusta, ingrata, incoerente, mas acabou. Aceitar e se livrar do hábito de negar que está tudo diferente de como sempre foi. É esse tipo de atitude que cria traumas desnecessários na sua vida. Quanto mais você nega a realidade, mais estresse sobre tal fato você cria. Quanto mais você vive a “não-aceitação” mais dor você sente. É preciso uma reação radical para se livrar disso. Aceitar a realidade e conviver com suas consequências, independente de quem era a pessoa amada.

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E o que mais posso fazer para me “livrar das garras desse amor gostoso”? A tarefa não é simples, mas há outro caminho que deve ser seguido juntamente com a aceitação da realidade: resistir a dor em vez de fugir dela. Você só consegue superar o rompimento de uma relação amorosa se aceitar que sentirá dor emocional, mas que isso é normal e que você superará em algum momento. Aguente firme! Não fuja! Se fizer isso, sofrerá por alguns dias, mas encontrará a liberdade em seguida. O vencedor nem sempre é aquele que sai por cima. Mas normalmente quem sofre primeiro é aquele que foi deixado para trás. Eu disse sofre primeiro, e não sofre mais ou sofre para sempre. Não importa quem você seja, se aceita que perdeu, você se liberta, e preserva o amor que um dia existiu.

Outra forma de acelerar a passagem do sentimento de perda é perdoar. Fazendo isso você sente menos raiva, menos rancor, menos inquietação mental. Se você aceita e perdoa você se liberta das sensações vinculadas ao término do relacionamento e fica mais leve. Mas perdoar não é fácil e precisa ser praticado desde já. São poucos os que aprendem a perdoar, e consequentemente poucos os que aproveitam os benefícios desse ato. Perceba que perdoar não é declarar que a outra pessoa é isenta de culpa, mas sim que você mesmo sabendo da culpa do outro, releva e desconsidera o erro, aceita. O maior beneficiado disso, acredite, é você. Portanto reconhecer as fraquezas humanas em outra pessoa ajuda e muito a sua aceitação da realidade. Quer se livrar do ódio que sente e da raiva que impera dentro de você? Perdoe.

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Aceitando a realidade, resistindo a dor e perdoando uma possível conduta injusta da outra pessoa, possibilita evitar traumas que podem criar em você uma pistantrofobia futura. Quer coisa pior do que perder a chance de conhecer uma pessoa interessante simplesmente pelo fato de temer ser abandonado novamente?

Suas experiências negativas passadas não podem afetar tanto a sua vida presente a ponto de impedir que você seja feliz novamente como já foi um dia. Liberte-se!

Pistantrofobia

O QUE FAZER QUANDO SE TEM PISTANTROFOBIA?

 

Nada pior do que não conseguir ter novos relacionamentos amorosos por medo de que aconteça tudo de ruim que aconteceu com você na última vez que se relacionou.

Difícil de acreditar, mas aconteceu. Você perdeu. Desistiram de você. Não quiseram mais continuar. Não tem mais volta. E mesmo se tivesse, aquele relacionamento não foi saudável para você. Você se dedicou tanto, fez tanto pela outra pessoa, e, no final, terminou só. Você sofre, sofre, e depois de um longo tempo se recuperando, percebe que não sente mais confiança em iniciar um relacionamento sério com mais ninguém. Parece que a qualquer momento pode acontecer tudo de novo. E esse receio faz você se afastar de qualquer pessoa que demonstre a intenção de ter um relacionamento sério . Sim, você é pistantrofóbico. Mas o que fazer quando se tem pistantrofobia?

Quem sofre de pistantrofobia tem medo de confiar nas pessoas por ter tido experiências negativas no passado. Mas é importante salientar que esse medo é exagerado, e não qualquer receio bobo. É algo que impede a pessoa de tentar novos relacionamentos, novos vínculos. Toda vez que um pistantrofóbico se depara com uma situação que relembre relacionamentos passados, ele começa a "reviver" todo o sofrimento que teve um dia com seus ex-parceiros, e isso faz com que ele fuja de qualquer possibilidade de um relacionamento futuro. O que fazer então para se libertar desse sentimento ruim que impede você de ter novos relacionamentos saudáveis?

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O primeiro passo é aceitar a realidade. Nem todo mundo aceita. Não é fácil. É preciso tempo, e geralmente passamos por altos e baixos. Recaídas, revolta, negação, ansiedade, sentimentos de depressão, e por fim, se tudo der certo, a aceitação. Mas mesmo com ela, mesmo aceitando que não há mais o que fazer, às vezes surge um trauma. E a simples ideia de acontecer tudo de novo faz com que evitemos qualquer outro relacionamento. Aceitar, acima de tudo, é admitir determinada realidade. Compreender que independentemente de qualquer ação nossa, o estado de fato não mudará. Mas admitir não significa necessariamente concordar. Não é porque você admitiu que levou um pé na bunda de alguém que você concorda com isso. Você pode continuar inconformado com a situação, mas se a aceita, declara para si mesmo que reconhece o “status atual”.

Muitas pessoas até conseguem reconhecer esse “status atual” depois de algum tempo, mas o maior problema está na tentação em negar a realidade. Se você aceita que terminaram um relacionamento com você, é preciso aceitar a realidade e suas consequências. Não precisa concordar, talvez a pessoa tenha sido injusta, ingrata, incoerente, mas acabou. Aceitar e se livrar do hábito de negar que está tudo diferente de como sempre foi. É esse tipo de atitude que cria traumas desnecessários na sua vida. Quanto mais você nega a realidade, mais estresse sobre tal fato você cria. Quanto mais você vive a “não-aceitação” mais dor você sente. É preciso uma reação radical para se livrar disso. Aceitar a realidade e conviver com suas consequências, independente de quem era a pessoa amada.

danilis.png

E o que mais posso fazer para me “livrar das garras desse amor gostoso”? A tarefa não é simples, mas há outro caminho que deve ser seguido juntamente com a aceitação da realidade: resistir a dor em vez de fugir dela. Você só consegue superar o rompimento de uma relação amorosa se aceitar que sentirá dor emocional, mas que isso é normal e que você superará em algum momento. Aguente firme! Não fuja! Se fizer isso, sofrerá por alguns dias, mas encontrará a liberdade em seguida. O vencedor nem sempre é aquele que sai por cima. Mas normalmente quem sofre primeiro é aquele que foi deixado para trás. Eu disse sofre primeiro, e não sofre mais ou sofre para sempre. Não importa quem você seja, se aceita que perdeu, você se liberta, e preserva o amor que um dia existiu.

Outra forma de acelerar a passagem do sentimento de perda é perdoar. Fazendo isso você sente menos raiva, menos rancor, menos inquietação mental. Se você aceita e perdoa você se liberta das sensações vinculadas ao término do relacionamento e fica mais leve. Mas perdoar não é fácil e precisa ser praticado desde já. São poucos os que aprendem a perdoar, e consequentemente poucos os que aproveitam os benefícios desse ato. Perceba que perdoar não é declarar que a outra pessoa é isenta de culpa, mas sim que você mesmo sabendo da culpa do outro, releva e desconsidera o erro, aceita. O maior beneficiado disso, acredite, é você. Portanto reconhecer as fraquezas humanas em outra pessoa ajuda e muito a sua aceitação da realidade. Quer se livrar do ódio que sente e da raiva que impera dentro de você? Perdoe.

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Aceitando a realidade, resistindo a dor e perdoando uma possível conduta injusta da outra pessoa, possibilita evitar traumas que podem criar em você uma pistantrofobia futura. Quer coisa pior do que perder a chance de conhecer uma pessoa interessante simplesmente pelo fato de temer ser abandonado novamente?

Suas experiências negativas passadas não podem afetar tanto a sua vida presente a ponto de impedir que você seja feliz novamente como já foi um dia. Liberte-se!

domingo, 6 de julho de 2014

Agressão de Policia Israelita a adolescente Americano

EUA “PROFUNDAMENTE PERTURBADOS” COM AGRESSÃO DE POLÍCIA ISRAELITA A ADOLESCENTE AMERICANO

6 Julho, 2014

Família Abukhdeir

Tariq Abu Khder, o jovem palestiniano agredido pela polícia israelita

Tariq Abu Khder, o jovem palestiniano agredido pela polícia israelita

Os Estados Unidos mostraram-se hoje “profundamente perturbados” com as notícias que dão conta que um adolescente norte-americano terá sido “brutalmente agredido” pela polícia israelita, numa altura em que aumentou a tensão entre Israel e a Palestina.

Os pais de Tariq Abu Khder, um adolescente de 15 anos, primo do jovem palestiniano morto no início desta semana, disseram à Agência France Presse (AFP), que o seu filho foi preso em Shafat, depois de ter sido espancado na quinta-feira, pela polícia, durante umas férias naquela zona.

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, afirmou que os Estados Unidos “condenam veementemente qualquer uso excessivo da força”, referindo-se ao alegado espancamento do adolescente. Há três dias consecutivos que ocorrem confrontos entre palestinianos e as forças de segurança de Israel.

U.S. Department of State / Flickr

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, com o Secretário de Estado, Jim Kerry

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, com o Secretário de Estado, Jim Kerry

Os confrontos foram motivados pela morte do primo de Tariq, Mohammed Abu Khder, de 16 anos, que foiqueimado vivo, depois de ser sequestrado, segundo os primeiros relatórios da autópsia divulgados hoje pelos meios de comunicação social da Palestina.

Os palestinianos acreditam que Mohammed Abu Khder foi assassinado como vingança pelo rapto, a 12 de junho, no sul da Cisjordânia, e assassinato de três adolescentes israelitas. Israel acusa o Hamas de ter sequestrado e assassinado os três jovens, mas o grupo islâmico nega as acusações.

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano confirmou que Tariq ainda está detido em Jerusalém, tendo já sido visitado por um representante do consulado norte-americano da capital declarada de Israel.

“Estamos profundamente perturbados com os relatos que dão conta de que Tariq foi brutalmente agredido enquanto estava detido”, refere um comunicado hoje divulgado pelo Departamento de Estado, assinado por Jen Psaki. Os Estados Unidos, refere a mesma nota, “pedem uma investigação célere, transparente e credível e a responsabilização por qualquer uso excessivo da força”.

Nos últimos dias aumentou também o lançamento de ‘rockets’ sobre Israel, a partir da Faixa de Gaza, aumentando o receio de uma escalada de violência com o movimento islamita Hamas, que controla aquele enclave.

“Reiteramos a nossa preocupação com o aumento dos incidentes violentos e apelamos a todas as partes para que tentem restaurar a calma e evitem provocar danos em inocentes”, pode ainda ler-se no comunicado.

No Youtube foi partilhado um vídeo no qual é possível ver-se o que parecem ser polícias israelitas a baterem e pontapearem uma pessoa algemada e semi-inconsciente, que alegadamente será Tariq, antes de a levarem para outro local.

Os pais de Tariq, que o viram num hospital israelita, afirmaram ter-lhes sido dito que o filho foi preso por estar mascarado.

O porta-voz da polícia israelita, Luba Samri, não soube confirmar se seria Tariq no vídeo divulgado no Youtube, mas confirmou que as imagens são da detenção de um grupo de seis palestinianos, do qual Tariq fazia parte. O ministro da Justiça de Israel, por outro lado, disse que o vídeo está a ser investigado.

Luba Samri diz que Tariq, que atacou polícias e resistiu à detenção, tinha na sua posse uma funda.

O porta-voz afirmou ainda que os outros jovens tinham atirado pedras e cocktails Molotov, tendo ferido seis agentes. Tariq deverá ser ouvido num tribunal de Jerusalém no domingo.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

CASCAIS

 

MAIS DE 500 MIL EM CASCAIS PARA VER OS AVIÕES

 

Canal C Cascais

-

Mais de 500 mil pessoas são esperadas na Baía de Cascais, entre esta sexta-feira e domingo, para assistir à NOS Air Race Championship, uma corrida de aeronaves inédita em Portugal, que conjuga a competição com o espetáculo acrobático.

A ideia foi proposta por Nuno Moleirinho e Sérgio Teixeira que, depois de terem presenciado o espetáculo em Reno, nos Estados Unidos, decidiram trazer o projeto para Portugal.

“Há grandes expetativas, temos pilotos fantásticos, internacionais, com muita experiência e que vão abrilhantar a Baía de Cascais”, afirmou Nuno Moleirinho à agência Lusa, sublinhando que a intenção é levar o projeto a toda a Europa.

A competição traduz-se numa corrida de oito aviões ao mesmo tempo numa pista oval entre a Praia do Tamariz e a Marina de Cascais.

O circuito será delimitado por infraestruturas próprias a 25 metros do mar e que as voltas, num total de dez, serão “muito rápidas e com muita adrenalina”.

Numa primeira fase, correm quatro aviões de cada vez que serão cronometrados e uma superqualificação, em que dois aviões correm em simultâneo.

No final, serão contabilizados os melhores tempos e a corrida de acordo com uma grelha final, em que os aviões partem alinhados e à frente vai o que teve melhor tempo.

A competir estarão duas classes de aviões: a classe “vintage”, cuja estética remonta aos aviões da Segunda Guerra Mundial, e a classe “extreme”, mais modernos e vocacionados para acrobacias.

O arranque do evento foi dado esta quarta-feira, no aeródromo de Tires, numa cerimónia presidida pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, que destacou a “NOS Air Race Championship” como uma “parceria público privada virtuosa”.

“Faz todo o sentido que haja uma associação da Força Aérea com este evento e da visibilidade da aeronáutica, de Cascais e de Portugal, por isso é que é uma parceira público privada virtuosa”, disse o ministro.

Aguiar-Branco considerou ainda a iniciativa “muito importante” por ser uma forma de as Forças Armadas poderem “mostrar a sua polivalência” e a sua vertente de “serviço publico”.

“Às vezes estranham que as Forças Armadas se juntem a este tipo de iniciativas, mas isso não tem nada de estranho, porque há essa intenção de aproximação às pessoas”, sustentou.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

“LIKE A ROLLING STONE”

 

 

MANUSCRITO DE “LIKE A ROLLING STONE” DE BOB DYLAN VENDIDO POR 2 MILHÕES DE DÓLARES

Bob Dylan

Bob Dylan

O manuscrito do poema “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan, que o catapultou para o estrelato em 1965, foi hoje arrematado em leilão por dois milhões de dólares norte-americanos.

A letra original manuscrita por Dylan “Like a Rolling Stone“, que o tornou ícone do rock, foi à praça através da leiloeira Sotheby´s com um valor base que oscilava entre um e os dois milhões de dólares.

“Like a Rolling Stone” foi nomeada pela revista Rolling Stone como a maior entre as 500 maiores canções de todos os tempos, e a leiloeira Sotheby´s, por seu turno, afirmou que este poema transformou o curso da música pop no século XX.

“O Santo Graal de letras de rock tomou o seu lugar de direito como o manuscrito da música popular mais caro vendido em leilão”, disse Richard Austin, da Sotheby´s.

“Estou muito feliz por ver tantos colecionadores reconhecendo a importância desta letra como uma obra de história cultural do século XX”, disse à AFP Austin.

Várias versões de “Like a Rolling Stone” foram interpretadas por músicos como Jimi Hendrix, David Bowie e os próprios Rolling Stones.

 

Outro poema autógrafo de Dylan, o hino de protesto “A Hard Rain a-gonna Fall”, foi arrematado por 485.000 dólares.

No mesmo leilão, uma guitarra de John Lennon alcançou os 305.000 dólares, e um “macacão pavão” usado por Elvis Presley foi vendido por 245.000 dólares.

Entre as peças não arrematadas consta um piano usado por John Lennon quando gravou o álbum “Imagine”, que foi à praça com uma licitação entre os 100.000 e os 200.000 dólares.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

CLARICE LISPECTOR

Clarice Lispector e o seu jornalismo instrospectivo

 

 

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Antes de produzir o seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector já atuava na Agência Nacional, órgão governamental da Era Vargas, que tinha parceria com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), no qual exerceu o ofício de tradutora. Depois foi encaminhada para o setor de reportagem, trabalhando como editora e repórter e para o jornal A Noite. Também escreveu reportagens e artigos que foram publicados nos jornais do Rio e em outros estados.

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Logo depois trabalhou em Correio da Manhã, Diário da Noite, Senhor, Manchete, Fatos e Fotos e Jornal do Brasil. Escreveu cerca de 450 colunas que abordavam o universo da mulher e como entrevistadora, publicou cerca de 100 textos e 300 crônicas. Também atuou, em 1952, no tablóide antigetulista chamado Comício, como Tereza Quadros e em 59, utilizando o pseudônimo Helen Palmer.

Se por um lado, alegava que detestava dar entrevistas porque a deformava, por outro lado, Clarice gostava de entrevistar. Nelas, mantinha uma certa singularidade: o diálogo introspectivo.

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Era uma espécie de pingue-pongue, quase um jogo de perguntas e respostas com algumas alternâncias, juntamente com questionamentos que suscitavam um mergulho no interior dos seus entrevistados. Segundo ela, era preciso se expor para conseguir captar a confiança dos entrevistados, a ponto deles próprios também se exporem.

Em uma das entrevistas, Clarice pede uma autodefinição à cantora Maísa: - Como é que você se define Maísa? - Uma pessoa essencialmente boa de coração, bastante insegura, mas já a caminho do encontro. Nunca fiz meu autorretrato.

Mesmo não tendo o "enfoque jornalístico", como o Zevi Guivelder, chefe de redação da revista Manchete alegava, Clarice domava bem a arte de "olhar para dentro". Isso já bastava.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Peter Murphy

Joey Blake and Bobby McFerrin vocal improvisation

PETER MURPHY

PETER MURPHY VOLTA A SÃO PAULO

 

Mal parece ter saído do Brasil e já está de volta.
Peter Murphy fará show de lançamento de seu novo trabalho, LION, mas sem descartar os clássicos de outrora.

 

 

 

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Peter Murphy, o líder da lendária banda pós-punk, Bauhaus, voltará ao Brasil. Mas dessa vez, ele chega com os dois pés na porta, para o lançamento de seu novo disco LION.

A última passagem do britânico morcego em terras tupiniquins foi a menos de um ano, na gélida noite de 13 de agosto de 2013, comemorando os 35 anos da banda que deu vida ao estilo Gothic Rock. Nessa data, o repertório foi 90% Bauhaus e o restante, músicas de seu trabalho solo.

Dessa vez, a celebração será pelo novo trabalho, o disco LION, com previsão de lançamento para Junho. Mas isso não significa que seus clássicos não surgirão sobre o palco. Obviamente pérolas de 1979 a 1983 virão para nos encher os olhos.

A realização deste show fica sob responsabilidade da produtora Let's Move Retro, que já trouxe nomes como Wayne Hussey (The Mission), Andy Rourke (The Smiths), entre outros. E, em listas futuras já tem DE/VISION, New Model Army e, por aí vai.

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Dia 19 de julho de 2014, às 21h00

LOCAL: CLUBE PRIMEIRO DE MAIO

AV. PORTUGAL, 79 - SANTO ANDRÉ - SP

Para quem ainda não viu, nem ouviu nada do novo trabalho do senhor de 56 anos. Aí vai:

HANG UP

 

I AM MY OWN NAME

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal novamente eleito o melhor país para viajar

 

Fachada do Mosteiro da Batalha e estátua de D. Nuno Álvares  Pereira

Praia de Sagres, Algarve

 

O estranho verde de um Alentejo habitualmente castanho

 

 

Portugal foi eleito pelo segundo ano consecutivo como o melhor país do mundo para visitar, pela revista Conde Nast Traveler, uma das mais conceituadas publicações turísticas do mundo, foi hoje anunciado em Madrid.

A votação foi realizada ‘online’ pelos leitores da revista Conde Nast Traveler, que escolheram Portugal pela combinação de cultura, gastronomia, “excelentes vinhos“, praias, campos de golfe, história e, principalmente, pelos portugueses, “um povo afável, aberto e muito sincero”.

Para os leitores da revista espanhola, Portugal é considerado um destino próximo com uma “impressionante variedade” de paisagens.

Os prémios, na sua VI edição, foram entregues esta quinta-feira numa cerimónia que decorreu nos jardins de Cecilio Rodiguez, no Parque do Retiro em Madrid.

Depois de receber o prémio, o presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, destacou a importância do prémio.

“Esta distinção reforça a visibilidade de Portugal como destino turístico de excelência junto de Espanha, um dos principais mercados emissores internacionais que, em 2013, gerou mais de 3 milhões de dormidas e mais de mil milhões de euros em receitas. Destaco ainda, com orgulho, o facto de as qualidades únicas dos portugueses no contato e receção aos turistas, marcando-os pela positiva e motivando-os a regressar, ser um dos aspetos valorizados e que muito contribuiu para a obtenção de mais este prémio”, disse.

Portugal repete assim a distinção que recebeu no ano passado quando também foi escolhido como o melhor destino a visitar, tendo ultrapassado alguns dos países mais visitados por turistas em todos os continentes.

O certame reconhece, entre outras categorias, os melhores hotéis, spa e ‘resorts’, a melhor ilha, a melhor cidade (Istambul), o melhor cruzeiro, o melhor produto tecnológico e a melhor linha áerea (Emirates).

Ferrán Adriá recebeu o prémio Viajante do Ano, Raphael o prémio Conde Nast Espirito Traveler, Gabriel Escarrer o prémio Empresario do Ano e Ninon Volkers o prémio Solidário do Ano.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Há dois milhões de vítimas de stalking em Portugal

Há dois milhões de vítimas de stalking em Portugal

 

Kelly Hau / Flickr

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Quase dois milhões de portugueses já foram vítimas de comportamentos de perseguição, ameaças, controlo e vigilância, formas de violência com tendência para aumentar e serem mais graves, alertou hoje uma investigadora da Universidade do Minho.

Os comportamentos de assédio persistente (stalking), que visam perturbar e atemorizar a vítima, podem assumir variadas formas, como telefonar frequentemente, perseguir, filmar, enviar mensagens ou presentes, ameaçar, agredir ou vigiar alguém.

“Os estudos têm vindo a mostrar que a tendência é para se verificar uma escalada destes comportamentos, quer em termos de frequência, quer em termos de severidade”, disse a investigadora Célia Ferreira, que falava à Lusa a propósito do seminário “Levar o Stalking a sério”, promovido pela APAV e que decorre na terça-feira em Lisboa.

Célia Ferreira, do Grupo de Investigação sobre Stalking em Portugal, explicou que muitas vezes estes comportamentos acabam por associar-se a outras formas de violência, como ameaças, violência física e sexual.

Um dos cenários mais frequentes de stalking surge após a ruptura de uma relação de intimidade e uma das partes não aceita a rejeição, iniciando uma campanha de assédio persistente, que pode ter “motivações diferentes”.

Inicialmente, o agressor tenta a reconciliação, mas se continua a ser rejeitado acaba por desenvolver “um desejo de vingança“.

A investigadora contou que as vítimas dizem que “sentem a sua privacidade, o seu espaço pessoal, completamente invadido e ameaçado”.

“O medo, a insegurança, a hipervigilância em relação a tudo e a todos, a desconfiança e o sentimento de falta de controlo”, acabam muitas vezes por desenvolver nas vítimas “quadros de desajustamento psicopatológico”, como depressão, ansiedade e “alguns sintomas traumáticos”.

Em Portugal, o stalking não é crime, mas há necessidade de criar legislação específica para este fenómeno, como já acontece em vários países, defende Célia Ferreira, congratulando-se com o anúncio feito pelo Governo, em Março, de estar a estudar a possibilidade de criminalizar o ‘stalking’

O que existe em Portugal, “mas que não é uma resposta completamente adequada”, é a possibilidade de criminalizar individualmente alguns comportamentos.

“Se o stalker invadir a propriedade da vítima, temos o crime de invasão, se dirigir ameaças, temos o crime de ameaças, se injuriar, temos o crime de injúrias, mas no fundo o que estamos a fazer é criminalizar actos isolados sem atendermos ao problema como um todo”, sublinhou.

Contudo, há outros comportamentos que “são sentidos e experienciados pela vítima e indutores de sofrimento”, que não possíveis de criminalizar.

“Perseguir a vítima, passar a noite na via pública à porta da casa da pessoa, acaba por ser sentido como abusivo por parte da vítima, mas não há resposta legal para muitos destes actos”, sustentou, adiantando que a resposta existente “é quase um remedeio”.

Um estudo do grupo de investigação, com 1.210 pessoas, concluiu que 19,5% dos inquiridos são ou já foram vítimas de “stalking“.

As mulheres e os jovens (entre os 16 e os 29 anos) são as principais vítimas. O agressor é quase sempre homem, sendo, na maioria das vezes, conhecido ou ex-parceiro da vítima.

domingo, 6 de abril de 2014

Viagem na Europa

Viagem à Europa

Um comboio, duas mochilas, a Europa: em vésperas de eleições europeias vamos fazer um Interrail. Vamos parar aqui e ali, de Barcelona a Bruxelas, de Atenas a Berlim, de Sófia a Londres. Os pontos estão marcados no mapa, o espaço é para surpresa.

 

Mapa inter rail

Sófia, Bulgária

Na Bulgária é preciso ir para fora para poder sonhar

JOANA BOURGARD e MARIA JOÃO GUIMARÃES

O sonho de Christiana, 23 anos, era ir para Espanha. “Ou Portugal, um país quente!”, diz. Aprendeu espanhol, mas agora com a crise nem pensa mais nisso. “É um sonho.” Mas quer ir para fora. “Muitas pessoas neste país não têm sonhos por causa da economia”.

Sófia, Bulgária

Cappuccino

1€

Transporte local

Metro

0,50€

Renda

Apartamento T1 no centro da cidade

250€

Bilhete de cinema

6€

Fonte: Numbeo, Público, valores convertidos de Lev para Euro

Ela, não. Trabalha na cadeia de comida Nordsee e estuda – vai fazer agora o último exame do curso de economia, depois pensa em Holanda ou Inglaterra. “Estou muito desapontada com o meu país. Está a tornar-se pobre por causa da política.”

Christiana, Mitko e Pettya

O desapontamento dos amigos, Mitko e Pettya, é igual. Mas estes não consideram sair da Bulgária. “Quero viver aqui.” Apesar de estudarem num curso, de arqueologia, em que, reconhecem, não terão emprego fácil. Mas hoje já chega de conversa séria. Depois de um longo dia de aulas, a palavra de ordem é relaxar.

Debaixo dos olhares dos soldados soviéticos, que ainda têm vestígios de tinta de protestos (já foram pintados de Superhomem e Capitão América, ou adornados com passa montanhas a la Pussy Riot), é o que fazem muitos jovens, garrafa de cerveja na mão, a andar de skate ou a jogar pingue-pongue.

Nicoleta e Viktoria

Já de saída do parque, Nicoleta Georgieva e Viktoria Staykova são duas amigas com percursos também muito diferentes. Com um mestrado em Engenharia civil, Nicoleta, 24 anos, tem emprego quase certo, e Viktoria, de 24 anos, tentará fazer a vida de desenhar capas de livros, a sua paixão.

Ambas gostariam de passar um tempo no estrangeiro – “Gostei tanto de Lisboa... Ginginha!”, diz Nicoleta – mas querem viver na Bulgária. Nicoleta ri-se com a ideia feita de que os búlgaros poderiam invadir o mercado de trabalho de países como Inglaterra: “Por favor, somos só sete milhões!”, ri-se. “Nem que quiséssemos, não iríamos invadir nada.”

173€

A Bulgária é o Estado-membro com o salário mínimo nacional mais baixo: 173 euros, em 2014. Em 1999, o salário minímo na Bulgária era de 32,7 euros.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Rosa Isabel Vázquez

Aplicamos el Tercer Grado a Rosa Isabel Vázquez

Sin título

Comienza en el mundo profesional, pero, con el tiempo, su obra de autora se convierte en su actividad fundamental. Desde el 2011 desarrolla todos sus proyectos junto a Jose Antonio Fernández, bajo el nombre de Rojo Sache. Sus imágenes han sido premiadas en más de 80 certámenes internacionales y entre los nacionales destacan 9 Premios Lux de Fotografía Profesional. Sus obras han sido expuestas en diferentes países del mundo como España, Francia, Italia, Reino Unido, Alemania, Australia, Argentina, Estados Unidos o China, participando, entre otros eventos, en Photo España 2012 o en Voies Off Photo Festival d'Arles (Francia). Desarrolla también una importante labor divulgativa a través de artículos, libros, conferencias y cursos especializados de fotografía en materias como el lenguaje fotográfico o la gestión de los proyectos personales, centrados en lo que hasta hoy ha sido su disciplina fundamental: el paisaje contemporáneo, en el que es referente en nuestro país.


¿Cuánto tiempo hace que se dedica a la fotografía como profesión?

Precisamente hizo 10 años el mes pasado.
¿De dónde viene su vocación?
De la montaña. Practicaba el senderismo autónomo de largo recorrido y necesitaba plasmar aquellos lugares preciosos e inaccesibles por los que pasaba.

¿Cuáles el género fotográfico al que más se ha dedicado?

El paisaje, primero a través de la fotografía de naturaleza, después como reportaje profesional y, desde hace algunos años, como un medio de expresión artística.
¿Cuál considera que son sus referencias fotográficas? ¿Quién o qué ha inspirado su forma de ver la fotografía?
En mis comienzos, sin duda Galen Rowell, por su profundo compromiso con la montaña. Todavía en el ámbito de la naturaleza, Vicent Munier, por su belleza auténtica. Posteriormente, Edward Burtynsky, por su grandiosidad, Hiroshi Sugimoto por lo sublime o Susan Burnstine por su irrealidad. Pero hay muchísimos más.
¿Recuerdas tu primera foto profesional?
Creo recordar que mi primera venta fue un reportaje sobre una ruta de senderismo en la Valldigna (Valencia).
¿Recuerda cuánto le pagaron por ella?
La verdad es que no, además era un reportaje que iba también con el texto y repartíamos entre el periodista y yo.
¿Cuáles son las ventajas que encuentra en la fotografía digital?
Comodidad, seguridad, calidad...
¿Qué echa de menos de las analógicas?
Quizá que las cámaras resultaban más ligeras y que las baterías duraban mucho más. Era importante cuando estabas una semana sin pasar por zonas civilizadas.
¿Qué pieza de su equipo valora más?
La verdad es que ninguna en especial, el equipo sólo es una herramienta. Valoro que tenga calidad y que su manejo me resulte cómodo pero no tengo una pieza favorita sobre las demás.
¿Qué foto le gustaría hacer que todavía no haya conseguido?
No tengo una ilusión concreta por una foto determinada. Trabajo por proyectos y es la foto que estoy preparando en ese momento la que tiene toda mi atención y la que más ansío realizar.
¿Qué destacaría con orgullo del mundo de la fotografía?
El alto nivel que hay en nuestro país, la apasionada afición que despierta en tantas personas.
¿Qué le gustaría eliminar, si pudiese?
Los egos, las envidias y la competencia desleal.
¿Qué tres libros de fotografía nos recomienda?
"Composición", de David Prakel, me parece también un libro muy útil. Me ayudó mucho cuando empecé a estudiar el lenguaje fotográfico. Es claro y está bien estructurado.
"Luces de Montaña", de Galen Rowell, es una obra maravillosa e inspiradora aunque ya descatalogada y muy difícil de encontrar.
"Sin miedo al flash" de Jose Antonio Fernández. Es una joya, completo y ameno,
Nos puede decir, qué exposición fotográfica de las que ha visto más le ha impactado…
Me impactó mucho una exposición que vi en el Reina Sofía hace algunos años, era una colectiva de artistas visuales que aportaban obras, muchas tecnológicas, interactivas. Incluía artistas como Daniel Canogar o Theo Jansen con sus "Strandbeests", complejos mecanismos fabricados con tubos de PVC y que, de manera totalmente autónoma, son capaces de caminar por las playas como si fueran nuevas formas de vida. Me pareció realmente increíble.
Por favor, explíquenos alguna anécdota curiosa que le haya ocurrido realizando alguno de sus trabajos.
En un viaje a Islandia, estaba fotografiando una cascada de 40 metros desde un pequeño saliente situado sobre ella, cuando un golpe de aire me tiró el trípode (la cámara acababa de recogerla). Milagrosamente, pude recuperarlo pues la laguna en la que cayó no era profunda y, después de repararlo, continúa siendo mi trípode. Lo que cambió a partir de entonces fue mi manera de trabajar, no he vuelto a poner en peligro mi vida por hacer una foto nunca más.
¿Hacia dónde cree que camina la fotografía?
No estoy muy segura. Por un lado, veo una democratización absoluta de la fotografía donde los dispositivos se simplifican y la afición llega a muchas más personas. Pero, por otro, hay muchos fotógrafos que cada vez buscan una fotografía más elaborada y de mayor calidad. Pero creo que la fotografía en los medios se va a desprofesionalizar; en realidad, es algo que ya está sucediendo.
Muchas gracias!

Grupo de Viana do Castelo ,alunos da academia de musica local forma grupo vocal

A ILHA ONDE TODOS OS HABITANTES DESCENDEM DE UM ÚNICO HOMEM

 

 NOVA ZELÂNDIA

 

 

Loving Earth / Flickr

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A ilha de Palmerston, localizada no Oceano Pacífico, abriga uma das comunidades mais isoladas do planeta. Visitada por um navio de suprimentos duas vezes por ano, fica tão longe de outras regiões habitadas que apenas os mais corajosos aventureiros conseguem pisar o seu solo. Curiosamente, a maioria dos seus 62 habitantes descende de um único homem: um inglês que ali se instalou há 150 anos.

Palmerston pertence ao arquipélago das Ilhas Cook, ligadas por um recife de corais que circunda as águas calmas de uma lagoa central.

Os recifes, no entanto, são muito altos, impedindo que hidroaviões aterrem na lagoa. Do lado de fora, as águas muito agitadas também dificultam a aterragem de aeronaves. A ilha é bastante distante de outros pontos habitados, o que também impossibilita o acesso por helicópteros convencionais.

Portanto, só se pode chegar a Palmerston pelo mar. E são nove dias de viagem, de barco, a partir da terra habitada mais próxima.

Mar Agitado

A ilha só pode ser avistada a três quilómetros de distância, mas quando está mau tempo não é possível sequer vê-la. Ao longo dos anos, dezenas – senão centenas – de barcos chocaram contra os recifes que se escondem sob as ondas, deixando muitos marinheiros presos na ilha.

O naufrágio mais recente aconteceu há três anos. O barco ainda pode ser visto, na praia, com um imenso buraco na carcaça. Peças desses navios – motores, madeira, mastros – tudo isso é aproveitado pelos ilhéus. Nada é desperdiçado em Palmerston.

Navegar em segurança entre as barreiras naturais que cercam a ilha é algo que só se aprende com anos de prática.

Bob Marsters, piloto de barcos, é o chefe de uma das três famílias que vivem na ilha. Elas competem entre si para chegar até os poucos iates que visitam a ilha anualmente. Quem vence a corrida tem o direito de receber os visitantes. Os ilhéus orgulham-se da sua hospitalidade e deliciam-se com companhia extra.

Essa generosidade, as regras de etiqueta da ilha, o seu sistema legal e as suas tradições foram passados oralmente entre gerações. E são um legado de um único homem, nascido no condado deLeicestershire, em Inglaterra, a mais de 16 mil quilómetros de distância.

William Marsters foi o primeiro homem a viver  permanentemente Palmerston, há 150 anos atrás.

Unknow / Wikimedia

Mudou-se para Palmerston com a função de administrar a ilha em 1863 e plantou coqueiros para produzir óleo de coco Em 1892, obteve a posse de Palmerston, concedida pela rainha Vitória

William Marsters mudou-se para Palmerston com a função de administrar a ilha em 1863 e plantou coqueiros para produzir óleo de coco
Em 1892, obteve a posse de Palmerston, concedida pela rainha Vitória

Marsters viveu nas Ilhas Cook a partir de 1850 e, cerca de 1860, foi nomeado administrador de Palmerston pelo então dono da ilha, o mercador britânico John Brander. Marsters mudou-se para a ilha em 1863, acompanhado pela esposa e por duas primas, todas nativas da Polinésia.

Marsters cobriu a ilha de coqueiros e, durante os primeiros anos, os navios de Brander paravam no local de seis em seis meses para recolher o óleo de coco que ele produzia. Aos poucos, as visitas tornaram-se mais raras, e seis meses transformaram-se em três anos. Até cessarem por completo: John Brander tinha morrido.

A rainha Vitória deu a William Marsters a posse da ilha. Ele casou-se com as primas da esposa e, juntas, as três famílias tiveram 23 crianças. Antes de morrer, em 1899, Marsters dividiu a ilha em três partes, uma para cada esposa. Hoje, apenas três dos 62 residentes de Palmerston não são descendentes diretos de William Marsters.

“Bem-vindos ao meu mundo, uma terra de areias brancas e coqueiros. Nada corre mal em Palmerston”, diz o anfitrião à BBC. ”Adoro este lugar. Todas as pessoas que andam a fazer guerras no mundo deviam vir para Palmerston para andar por aí a nadar ou jogar voleibol. Aqui ninguém discute”.

Pop e internet

Oficialmente, Palmerston é um protetorado da Nova Zelândia, dependente desta para muitos dos confortos tidos como banais noutros lugares. Habitação, energia e Internet (durante duas horas por dia) e, para os mais afortunados, rede de telemóvel.

No entanto, não existem lojas na ilha. Há apenas duas casas de banho. Os habitantes bebem água da chuva e o dinheiro é usado apenas para comprar mantimentos do mundo exterior, nunca entre os moradores.

Trabalhamos juntos, amamos-nos uns aos outros e partilhamos tudo“, diz Bob Marsters. ”Por exemplo, se fico sem arroz ou farinha, bato à porta ao lado. Se eles têm, dão-me”.

“Acho bem que as pessoas não vendam coisas aqui. O navio de mantimentos não vem há seis meses mas não choramos por falta de arroz ou de carne. Safamo-nos com coco e peixe. Mas também é verdade que quando o navio chega é como se fosse Natal!”, ri-se.

Bob é o governador de Palmerston e reside numa das extremidades da rua principal, feita de terra, com cerca de cem metros de comprimento e meia dúzia de prédios.

Num dos lados da rua está a igreja, central para a vida da comunidade. Também é uma das construções mais novas – e mais robustas – da ilha. O sino pintado de branco é tudo o que resta da capela anterior.

Sem qualquer outra terra por perto, Palmerston é atingida com intensidade total por qualquer tempestade. Nessas alturas, os moradores amarram as construções às árvores. Em 1926, um tufão atingiu a ilha, arrancando a antiga igreja do solo.

“As ondas quebravam aqui”, explica Bob, a apontar para a antiga casa de William Marsters, com mais de seis metros de altura. ”A igreja foi arrastada 200m para dentro da ilha. Os nossos pais e mães trouxeram-na de volta, empurrando-a sobre troncos de coqueiros.”

Aos domingos, o sino toca às dez da manhã, a chamar a comunidade para a missa. Nesse dia, não se trabalha nem se brinca até às 14h.

Peixe-papagaio

A comida é parte fundamental da vida na ilha. Para a maioria dos palmerstonianos, a pesca toma grande parte do dia.

BBC

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“O peixe está a diminuir”, afirma Bill, irmão de Bob, que é pescador. “Antes, os cardumes eram de centenas de peixes, hoje não”.

De pé no seu pequeno barco de alumínio que já recebeu várias reparações, Bill navega para além dos recifes, onde as ondas são gigantes, à procura de outras variedades de peixe. Os bolsos das suas calças estão cheios de linha e iscas.

Depois de duas horas a usar quatro anzóis longos, só conseguiu pescar dois peixes – entre eles, uma barracuda.

O peixe preferido dos habitantes da ilha é o Calotomus zonarchus, conhecido popularmente comoparrotfish (ou peixe-papagaio).

“Na década de 90, os membros do conselho proibiram a pesca do peixe-papagaio durante dois anos”, conta Bill. “Seis meses depois, alguém disse que precisávamos de dinheiro para o Natal e pronto, o assunto foi esquecido. Não podemos fazer nada. Qualquer coisa que a gente diga, vão simplesmente ignorar”.

O peixe é o alimento principal em Palmerston e também é o único produto de exportação da ilha. Entre uma e duas toneladas de peixe-papagaio são congeladas e recolhidas pelo navio de mantimentos que, duas vezes por ano, vem trazer produtos básicos, como arroz e combustível.

Bem, pelo menos, essa é a teoria. Às vezes, o navio simplesmente não vem. Há dois anos, ficou sem aparecer durante 18 meses.

Casamentos consanguíneos

A localização remota da ilha também cria outros desafios. Ir ao dentista, por exemplo, torna-se um grande empreendimento. Quando a moradora mais idosa da ilha, Mama Aka, de 92 anos, foi fazer um tratamento dentário em Rarotonga, capital das Ilhas Cook, levou quatro dias a lá chegar. Mas depois da consulta, que foi rápida, teve de esperar seis meses por um navio que a trouxesse de volta.

Se para alguns o isolamento é o grande atrativo da vida em Palmerston, para outros ele pode ser uma ameaça. Particularmente porque, com excepção de dois professores e uma enfermeira, todos na ilha são parentes.

BBC

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Bill teve seis filhos com a sua primeira esposa, uma mulher que pensava ser sua prima de segundo grau.

Quando era muito nova, tinha sido entregue a outra família pelos pais – prática comum na ilha. Ou seja, na realidade, Bill e a esposa eram primos de primeiro grau.

“Tinha ouvido dizer que, se te casas com um primo, isso pode ter efeitos sobre o bebé”, diz Bill. “Mas não acreditei até ao nascimento do nosso segundo filho. Ele era um bebé normal até aos seus seis meses de idade, mas ficou doente. Fomos procurar tratamento na Nova Zelândia, mas não havia nada a fazer”.

“Não há ninguém que não seja da família em Palmerston, por isso os casamentos consanguíneos acontecem”.

O isolamento leva muitos a deixar a ilha. Entre 1950 e 1970, a população de Palmerston chegou a 300 habitantes. Um terço da população são crianças, e todos parecem saudáveis e felizes ao participar das aulas na escola da ilha.

Mas muitos esperam partir para as cidades a centenas de quilómetros de distância. Sonham com mais conforto, melhores salários e, quem sabe, um marido ou uma mulher.

“Pouquíssimos deles voltam, e os outros não ficam em contacto com as famílias”, disse Mama Aka.

Educação

Shekinah Marsters tem 16 anos e quer ser advogada. Se isso acontecer, ela será a primeira aluna da escola de Palmerston a ir para a Universidade.

Actualmente, estuda na escola da ilha inglês, matemática, História americana e a vida de Cristo.

Shekinah já estudou na Nova Zelândia. “Existem muito mais oportunidades lá, mais coisas para fazer, mais amigos. Não me aborreço por aqui, mas fico desmotivada. Nado, pesco, toco guitarra, converso – mas nada mais”.

Nem todos escolhem visitar Palmerston. Na década de 1950, o barco do tenente Victor Clark naufragou perto da ilha e ele teve de viver no local durante nove meses. Anos mais tarde, a filha de Clark, Rose, veio à ilha trazer as cinzas do pai, que tinha morrido aos 92 anos de idade.

“Foi o período preferido da vida dele”, conta Rose, que é de Devon, em Inglaterra. Rose pretendia fazer uma visita curta, mas já se passou um ano e continua na ilha. É professora especializada em crianças com necessidades especiais e cuida de um menino que não consegue frequentar a escola da ilha.

“São uma comunidade muito focada na família, é muito giro”, ela diz. “Aprendi um pouco a observar a maneira como são próximos uns dos outros”.

Quando não está a dar aulas, Rose junta-se às outras mulheres para fazer chapéus e cestas com folhas de coqueiro.

O delicado trabalho manual, que as mulheres aprenderam com as suas mães, não está a ser transmitido para a próxima geração, já que não existem jovens adultos na ilha. Ainda assim, com frequência, o grupo pode ser ouvido a rir e a cantar.

Ao final da tarde, as crianças nadam ou jogam vólei. Alguns dos homens reúnem-se à volta da única TV da ilha para assistir aos melhores momentos do rugby. As mulheres relaxam na rede, a rir e a conversar.

A olhar para a lagoa, Bob Marsters diz: “Fomos feitos para desfrutar o mundo, o ar fresco, o sol, as coisas que Deus pôs na Terra. Não fomos postos aqui para discutir nem odiarmo-nos uns aos outros”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ESCRITOR REVELA LADO OBSCURO DO “PARAÍSO” ESCANDINAVO

 

Marcel Oosterwijk / Flickr

"The best of Swedish family life"

“The best of Swedish family life”

Um escritor britânico fez estalar a polémica ao questionar publicamente uma ideia popular: a de que a Escandinávia é o melhor lugar do mundo para se viver.

Intitulado Terras Escuras: a Triste Verdade por trás do Mito Escandinavo, um artigo de Michael Booth, publicado na edição impressa do jornal The Guardian, critica duramente a região, que ostenta índices invejáveis de saúde e educação.

O assunto também é tema do último livro do autor, para quem a Escandinávia não é “o paraíso que parece”.

“Queria fazer os leitores do jornal acordar do coma escandinavo”, afirmou Booth à BBC.

Booth vive na Dinamarca e é casado com uma dinamarquesa. Apesar de assumir que gosta de morar ali, destaca que “nem tudo é cor de rosa”.

No artigo, ele discorre sobre os problemas da Finlândia com armas e álcool, da viragem à direita da tradicionalmente social-democrata sociedade na Noruega, do desemprego juvenil na Suécia e dos problemas de saúde na Dinamarca.

“Nos últimos dez anos, o jornal The Guardian só publicou artigos positivos sobre essa estranha utopia que é a Escandinávia. Por isso, fui deliberadamente provocador e mostrei apenas parte da verdade. Claro que fui um pouco selvagem e brutal, mas acredito que tinha de fazê-lo”, assegura.

A “brutalidade” de Booth deu resultado. O artigo recebeu mais de 1 milhão de visualizações, foi comentado por mais de 3 mil pessoas e compartilhado 7 mil vezes.

Sarah G / Flickr

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Suicídio e depressão

Um dos mitos associados à Escandinávia diz respeito à alta concentração de suicídios na região.

Na verdade, porém, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, nenhum dos países escandinavos figura entre os dez com maior taxa de suicídios no mundo.

Booth lembra, no entanto, que são os escandinavos que consomem mais antidepressivos, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O britânico também revela outras verdades incómodas, como por exemplo, que as escolas dinamarquesas não têm grandes resultados (feito que se atribui aos resultados do teste Pisa, sigla em inglês do Programa para Avaliação Internacional de Estudantes);  que a maior parte das mortes de homens na Finlândia está relacionada com o álcool, como indica o Sistema de Estatística da Finlândia; ou que a Suécia é um dos dez maiores exportadores de armas do mundo, segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo.

Além disso, Booth lembra que, entre todos os países escandinavos, o mais rico, a Noruega, que advoga por um ambiente mais limpo, continua a ser um dos principais exportadores de petróleo do mundo.

“Há uns dez anos, as pessoas no Reino Unido sonhavam em ter uma casa em França, Espanha ou Itália. Mas, então, chegou a crise, e as pessoas olharam para a Escandinávia porque viram ali uma espécie de retorno a certos valores básicos: a segurança, a confiança e uma sociedade um pouco mais simples e funcional, tanto estetica quanto estruturalmente. Há uma menor diferença entre ricos e pobres, há um maior sentido de comunidade, uma maior coesão social”, acrescenta Booth.

“Mas a verdade é que provavelmente nem os britânicos nem os americanos iriam querer viver tanto tempo aqui se soubessem como realmente é”, acrescenta o autor, que afirma que gosta de viver na Dinamarca, mas reconhece que se acostumou “a uma série de dificuldades”.

Uma delas é óbvia, mas não menos importante: o clima.

“Isso é o mais complicado”, assegura Óscar, um venezuelano que há mais de dez anos mora na Noruega.

“A diferença entre o verão e o inverno é enorme”, acrescenta Montserrat, uma espanhola que vive em Copenhaga há sete anos. “No inverno, todo o mundo sai de cara fechada e ninguém olha para as outras pessoas, mas no verão todo o mundo é amigo de todo o mundo”.

Simo Ortamo / Flickr

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Segregação

O espanhol Andoni, de uma pequena aldeia perto de Sevilha, é outro estrangeiro que mora na Escandinávia.

Quando a crise atingiu em cheio a Espanha, arrumou as malas e rumou com a sua família para Gotemburgo, na Suécia.

Segundo ele, pesaram na sua decisão a saúde e a educação pública de qualidade.

“O Estado ajuda-te com tudo, e a ideia é que os dois pais possam trabalhar, por isso existe esse incentivo”.

Os materiais escolares, a merenda e a creche são subsidiados. Apesar disso, Andoni ficou surpreendido ao descobrir que, em alguns colégios, a segregação era assustadora.

“No primeiro colégio em que os meus filhos estudavam, não havia nenhum filho de suecos, ainda que o bairro não fosse propriamente exclusivo de imigrantes”, assegura Andoni, que também afirma que antes de chegar tinha a ideia de que a sociedade sueca era mais multicultural.

A xenofobia também foi um dos temas abordados pelo artigo de Booth para o Guardian.

“Houve pessoas que me perguntaram pelo Twitter como eu me atrevia a chamar racistas aos noruegueses, e a verdade é que não fiz isso, só referi o avanço de um partido claramente islamofóbico nas últimas eleições”, afirma Booth.

O partido em questão é o Fremskrittpartiet, que forma parte da coligação que governa o país, com o partido conservador Hoyre (“direita”, em norueguês).

O partido acolheu durante muitos anos nas suas fileiras o norueguês Anders Breivijk, que matou 70 pessoas no verão de 2011 e deixou o país em estado de choque.

“Nunca disse que os noruegueses eram racistas, mas sim que há certas forças políticas, como o Fremskrittpartiet, cujos líderes, em algumas ocasiões, fizeram declarações xenofóbicas e agora são forças políticas com muito poder”, afirma Booth.

Por outro lado, os países nórdicos são um dos destinos mais tradicionais de refugiados, mas não são poucos os problemas de integração para quem vem de fora.

“O imigrante precisa de mostrar que está disposto a fazer um verdadeiro esforço para se integrar”, afirma Montserrat, que fala dinamarquês fluentemente e é casada com um nativo.

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Reações

As reações ao artigo de Booth foram tão acaloradas quanto as suas objecções aos problemas da região.

Dois dias depois da sua publicação, o Guardian veiculou outro artigo dando voz à opinião de personalidades escandinavas.

O dinamarquês Adam Price, criador de Borgen, uma famosa série televisiva, classificou o texto de Booth como “divertido”, ainda que afirmando que a sociedade dinamarquesa é muito mais homogénea do que o autor assegura.

Por seu lado, o ministro finlandês para a Europa, Erkki Sakari Tuomioja, disse ser difícil levar o autor a sério, “considerando que vem de um país com um sistema de canalização que data da época vitoriana”.

Já os islandeses reclamaram de ter sido ignorados pelo artigo, uma vez que o autor afirmou que existem “poucos islandeses”.

“Os noruegueses levaram o artigo a demasiado a sério. Não estão acostumados à crítica nem a ser etiquetados como vilões, mas realmente ganham muito dinheiro com petróleo e todos sabemos que os combustíveis fósseis não são propriamente benéficos para o meio ambiente”, acrescenta Booth.

“Muita gente telefonou-me a dizer que o Reino Unido não é melhor. Mas eu não abordei isso. Não criei uma competição entre países”, afirmou o autor.

Os suecos foram um pouco além e viram tintas políticas no ataque. Lars Trägaardh, professor de história da Universidade Sköndal, em Estocolmo, disse que o artigo de Booth ia na mesma linha das declarações de Eisenhower, nas quais o ex-presidente americano criticava a “filosofia socialista” e a “falta de ambição” da sociedade sueca.

Trägaardh diz que “a coesão social não é um prato fácil de digerir para todos”, apesar de reconhecer os desafios que a globalização e a migração apresentam.

“O meu artigo queria deixar claro que não há nenhum lugar perfeito. A Escandinávia é genial e ninguém aqui a está a menosprezr. Repare, o meu chama-se A gente quase perfeita, e é realmente isso que eu penso, que não são absolutamente perfeitos, mas estão próximos disso”, conclui.

Mundus Gregorius / Flickr

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domingo, 1 de setembro de 2013

Warwick Saint

Celebridades, tatuagens e dois elefantes: conheça Warwick Saint

 

Warwick Saint

Para quem gosta de fotografia, seu site tem opções suficientes para passar um bom tempo navegando de galeria em galeria, foto em foto. Uma tarde inteira não é suficiente. Melhor dedicar-ser um pouco mais.

O currículo de Warwick Saint não apenas corre o risco de levantar um certo ar invejoso como faz com que ele seja desejado pelas melhores marcas, as pessoas mais famosas e os meios de comunicação de maior credibilidade do mercado. A exemplo disso basta somente citar alguns dos clientes de Warwick: Nike, Diesel, BMW, Dolce&Gabbana... E também as revistas Rolling Stone, Sports Illustrated Swimsuit, Interview, Dutch, L'Officiel, entre outras que estão atrás de seu trabalho. E isso só para citar alguns exemplos.

Nada pequeno, não? Bem, na lista de celebridades que já pousaram para eles há pelo menos uns 70 nomes. De Cate Blanchett a P. Diddy.

Warwick Saint

E entre fotografia de moda, propaganda, vídeos e celebridades há uma seção especial para os amantes de tatuagens. Esse fetiche, que já chegou a ser mal visto pela população e hoje é cultuado pela maioria das pessoas, pode ser admirado no corpo de belas mulheres fotografas por Saint.

Todas as fotos são feitas num contexto, mostrando mais do que bons desenhos; contanto histórias. Seu acervo na internet oferece 77 imagens subdividas por nomes como “Inked girls night out” ou “Badlands”.

E de suas fotos ao lado de Chloë Sevigny ou Drew Barrymore, às campanhas para Puma ou ao universo da tatuagem, vale contar como tudo começou na vida de um dos mais prestigiados fotógrafos da indústria.

Warwick Saint

“Warwick, esta é a próxima capa da revista Dutch.” E é com esta frase que, em 1999, o fotógrafo Warwick Saint entra de vez para o mercado. E não de uma forma qualquer, mas com 24 páginas em seu miolo e, claro, a capa. Grande estilo.

Se até as desventuras que por vezes ocorrem ao longo da vida ajudam a traçar o caminho, para chegar até o momento do encontro entre Saint e Matthias Vriens, o editor-chefe da Dutch, este texto fará uma breve menção à história do fotógrafo.

Ele cresceu na África do Sul, rodeado por moda, fotografia e design. Sua mãe era modelo e ora ou outra o levava aos estúdios. Seu pai, um designer gráfico de renome cem cuja companhia Warwick desenvolveu um olhar para estilo, cor e forma, segundo afirma sua mãe.

Warwick Saint

Aos 17 anos, seu pai morreu em um acidente de carro. Fora todo o choque que qualquer filho sente com a morte de seu pai, o efeito também se deu na escolha que Warwick faria para sua vida. No momento de dar continuidade aos estudos, ele optou pela fotografia, saindo da sombra do pai – como ele disse – e seguindo seu próprio caminho.

“Eu conhecia muitos fotógrafos, seguir essa área acabou sendo algo natural para mim.” Depois de formado em Filosofia e História da Arte, Warwick seguiu para Londres como assistente freelance.

Seis anos depois lá estava ele, de volta à África do Sul. Hora do tudo ou nada. Seis jornais semanais de Londres lhe pagaram para fotografar no continente africano. Uma verdadeira savana pelo preço da chuvosa e cinzenta Londres. Para os jornais, lhes saía bem mais barato.

Com dinheiro emprestado de seu tio, seu amigo estilista e dois elefantes africanos, ofereceram à Dutch um ensaio fotográfico. Foram três semanas na casa de férias de sua avó com a modesta equipe e duas câmaras fotográficas, até o seu encontro com o editor. Sorte a dele serem duas, já que uma não funcionou. E foi assim que o ensaio “Elephant Boy” lançou sua carreira.

Warwick Saint

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

arte de rua - El Mac

arte de rua - El Mac

 

A arte urbana é actualmente uma das formas artísticas mais presentes e expressivas na sociedade civil. Esqueçamos os simples rabiscos com os quais nos cruzamos diariamente e que de nada acrescentam em valor artístico. Foquemo-nos no trabalho de MacGregor. Inspirado pelas diferentes culturas, pelo próprio homem e por obras clássicas de grandes pintores, já embelezou inúmeros murais pelo mundo fora.

 

arte rua El Mac

Nascido em Los Angeles em 1980, El Mac tem vindo a criar e a estudar arte de forma auto-didacta desde criança. O tema principal das suas obras são os rostos humanos e todas as expressões e variações que lhes são características.

Quanto aos focos de inspiração, o artista vai buscar detalhes não só ao meio que se respira à volta da cultura chicano-mexicana de Phoenix e todo o sudoeste americano, como a pormenores de arte religiosa e artistas clássicos (Caravaggio, Mucha e Vermeer).

Em meados dos anos 90, começou a pintar em acrílico e a grafitar em murais. Desde aí tem vindo a trabalhar e a aperfeiçoar o seu estilo, a fim de o tornar uma marca de identidade. Algumas versões que realizou durante esse tempo - obras clássicas em aerossóis - fizeram com que em 2003 o Museu Groeninge de Bruges (Bélgica) o convidasse para pintar a sua própria interpretação de importantes pinturas primitivas flamengas. Além disso, foi-lhe também proposta a decoração de murais pelos Estados Unidos e muitos outros países: México, Dinamarca, Suécia, Canadá, Coreia do Sul, Bélgica, Itália, Holanda, Porto Rico, Espanha, França, Singapura, Alemanha, Irlanda e Vietname.

arte rua El Mac

Alguns desses murais tornaram-se referências locais, principalmente as suas parcerias com Retna. O sucesso deve-se à combinação dos desenhos de rostos e figuras realistas de Mac com o design abstracto de Retna.

Em 2008, produziu um mural de larga extensão para os Jardins Botânicos de Denver e participou no “Manifest hope art show” durante a convenção democrática anual na mesma cidade.

No ano passado, os seus trabalhos foram usados para a capa da revista “Juxtapoz” e do tablóide “LA Weekly”. 2009 trouxe-lhe ainda uma exposição na galeria “Fifty24SF” em São Francisco, a publicação de um livro sobre a sua colaboração com Retna pela Gingko Press e uma edição limitada espanhola sobre as suas criações feitas com spray.
Já este ano, fez parte do projecto “Seres Queridos” do Museu de Arte Contemporânea de Monterrey, México.

Apesar do reconhecimento da sua arte e da exposição em vários locais mais ortodoxos, El Mac refere que a arte de rua é mesmo a sua preferida. Ele gosta é de pintar em murais urbanos. Criar graffitis e pinturas tão realistas que por vezes é difícil acreditar não serem fotografias, mas sim desenhos.

 

arte rua El Mac

arte rua El Mac