quinta-feira, 11 de novembro de 2010

BEATLES GAUCHOS

 

LANA

Do amor que se perdeu
De súbito
sublimo
o teu corpo
[arcabouço de mil demônios
dos quais
- em êxtase -
admiro].
Teu hálito quente
convoca-me às tentações...
mas, sou eu agora
quem decide
como vou me enganar...
[e como quero morrer].
O teu sádico sorriso
não me ilude mais.
A tua retórica
alimentou leões
e o que posso te oferecer
- agora -
é um punhado
de sentimentos baldios
carcomidos e ressequidos
pelo amor que se perdeu.
Não quero mais
ser conjugada
em tuas rimas perfeitas...
[sou imperfeita
- demais -
para isso].
Por certo,
nunca mereci
o teu amor de sacrifícios.
(Patrícia Lara)

George Harrison

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A distorcida realidade é agora a necessidade de ser livre

A distorcida realidade é agora a necessidade de ser livre

Dead Combo

Kate Bush

 

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Falsos Amigos

Tenho amigos que pensam confundir-me
igualando a loucura à minha ânsia.
Pobrezitos!, que tentam destruir-me
havendo de permeio esta distância.
Eu tenho pena de não ser um deles,
ao menos uma vez, por uns momentos.
Gostava de morrer um dia neles,
ressuscitando nos seus pensamentos.
Pintar-lhes-ei um dia o rosto a sério,
com talento nascido de neurose
que faça vê-los nus no baptistério
onde lavam a alma da esclerose?
Toda a gente rirá desse retrato,
e haverá certamente prò comprar
um novo-rico que lhe admire o fato
e o pendure na sala de jantar.
Hei-de pôr-Ihes uns olhos que reluzam,
mas vazios nas órbitas repletas,
profanação nos dedos que se cruzam,
num indigno repouso de poetas.
Ah, são eles que procuram destruir-me,
criticando-me as faces controversas!,
mas apenas conseguem reunir-me
nas mil forças que tenho bem dispersas.
Isabel Gouveia

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Arnaldo Jabor

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O mentiroso e a mentira

 

 

mascara

 

O mentiroso e a mentira

por Hurricane
A mentira faz parte da vida de muitas pessoas que por vezes para evitarem problemas de maior relevo, usam dela como sendo um mal necessário – pode ser no relacionamento familiar, amigos, trabalho e até nas discussões em Fóruns na Internet.
Não é o meu caso, eu raramente minto e se o faço é apenas para bem dos outros e nunca em prol da minha pessoa.
Quem nunca mentiu, está a mentir - de uma forma ou de outra, todos já fizeram uso dela para remediar uma qualquer situação, nem que fosse por um segundo.
Eu vou tentar desvendar o verdadeiro mundo do mentiroso explicando em palavras o seu jogo, quem achar que é o contrário, é convidado a entrar na discussão, seja aqui no fórum, na vida privada, na família, no trabalho, ou em qualquer lugar.
Toda a pessoa que mente, geralmente fica ansiosa, leva o tempo a preocupar-se para tentar convencer os outros que a sua mentira é na realidade uma verdade. Isto leva a uma ansiedade onde os batimentos cardíacos aumentam, a pessoa pode tremelicar ao tentar escrever no teclado, pode gagueja no uso da fala, transpira profundamente com ondas de calor e na maioria das vezes, sente um grande problema que o dificulta olhar de frente os outros bem nos olhos.
De facto a mentira tem sempre a “perna curta”, pelo nível de ansiedade ser muito elevado, o mentiroso tem um comportamento diferente na sua forma de agir no seu dia a dia. Apenas este detalhe já faz com que os seus mais directos tenham uma desconfiança derivado ao comportamento diferente aliado a atitudes pouco comuns sendo aí que se pode revelar à partida a faceta do mentiroso.
O mentiroso mente sempre, isto já é velho, mas a sua frequência de utilizar esta estratégia, vai depender da verdadeira necessidade de mentir. De uma maneira geral, o mentiroso faz uso deste seu defeito, apenas com o intuito de se proteger a si mesmo, desta forma o mentiroso sente-se importante com ele mesmo e essencialmente no meio de um grupo. Existem também outras situações onde o mentiroso mente para mostrar o seu status apenas para se fazer passar por um colega superior a ele e desta forma a mentira ao contrário do que ele pensa, pode declinar no senso inverso, ou seja a falta a disparidade do conhecimento, não iguala a do seu colega e aí mais uma vez a mentira tem “perna curta”.
Existe diferença entre a mentira de uma criança e a mentira de um crescido adulto, isto porque as crianças pela sua frágil ingenuidade, mais facilmente se apanham na mentira, elas são muito lúdicas na sua maneira de ser e então é bastante fácil apanha-las nas suas mentirinhas.
Nos adultos, a coisas muda, não só porque a sua inteligência assim o permite bem como a experiência anterior que vai fazendo com que se aperfeiçoe na arte de mentir, pois quanto melhor se vai saindo nas suas mentiras, tanto melhor é a sua maneira de ludibriar o próximo no seu papel de actor mentiroso.
Podemos dizer que a diferença de sexos, não é relevante para sustentar a arte de mentir, é apenas uma questão de necessidade. Tanto o homem como a mulher numa relação por exemplo, cada um oculta a sua mentira da melhor forma ganhando assim estatuto na relação.
Por outro lado, é também muito provável que num casal, ambos poderão utilizar a mentira como desculpa de alguma coisa que fizeram mal ou até mesmo para afastar o sofrimento da pessoas amada – mas isto é na prática que se consegue realmente sentir a necessidade de utilizar a mentira como arma de defesa sem prejudicar o parceiro(a) –podemos dizer aqui que ao fazer uso da mentira, evitamos o sofrimento ou um mal protegendo assim a pessoa amada.
O mentiroso depois de tanto fazer uso da mentira, pode até ficar doente cronico, é uma doença porque ele vive exclusivamente da mentira e em função da verdade aplicando assim uma forma de vida diferente daquela que na realidade ele seria. Isto é apenas para justificar que até o próprio mentiroso sofre, ele sofre porque tem que estar sempre atento para que a sua mentira não seja descoberta, ele inventa cenários e historias para que a sua mentira prevaleça acima da verdade – o mentiroso é um vigilante atento a todo o instante para que não seja descoberto.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010