segunda-feira, 29 de julho de 2013

Michele Aubé Percursos - André & Mari.

10ª PARTE
Vida social
Após o passeio de bateau mouche, Lara e Bruno nos levaram para uma volta à tarde pela cidade, afinal, o colóquio havia terminado e a missão estava cumprida. Pudemos ter uma noção do espaço Strasburgeois e a distribuição urbana, que descreveremos adiante. Como teremos tempo, pois programamos uma segunda semana de pesquisas nas bibliotecas, marcamos os lugares aos quais retornaremos, o que será ótimo, pois não precisaremos fazer o que é comum; ver rapidamente a cidade, obter algumas informações e depois partir para uma nova visita apressada a outro local. Poderíamos fazer um mergulho na vida quotidiana.
Com esta pequena volta, já foi possível observar as diferenças entre a fechada cidade medieval, a expansiva cidade imperial, o crescimento dos anos 70 do século XX (apartamentos residenciais em torno do conjunto de prédios universitários também dos anos setenta que nos lembram, en passant, a USP), os novos bairros em torno das instituições europeias dos anos 90 e, finalmente, a atual expansão em direção à Kehl, do outro lado do Reno, na Alemanha. Sem conhecer essas mudanças e disputas em torno de edifícios e espaço urbano, não é possível compreender a própria cidade.
Dominique, nossa amiga francesa, insistiu para que fôssemos jantar na casa dela nessa sexta-feira um tanto preguiçosa e turística. Algo simples, de acordo com as suas convicções políticas, defendidas ardentemente (dissemos acima que ela se identifica como soixante huitard); salada, omelete de queijo, pão e queijos, além da conversa no belo anoitecer europeu. Combinamos para o dia seguinte uma visita à vizinha Kehl, numa aventura além Reno. Dominique nos lembrou de que o dia seguinte era o primeiro domingo do mês, os museus teriam entradas gratuitas e poderíamos visitar o Castelo Rohan. Marcamos para a manhã.
Já Lara e Bruno nos haviam convidado para um piquenique num parque, L’Orangérie, nesse mesmo dia, pois era a comemoração do aniversário de Lara, 27 anos, número longínquo para nós, mas pleno de boas lembranças, pois nos conhecíamos por volta dessa idade (quer dizer, na média: Mari 24, André 29). Combinamos levar os pratinhos, os talheres e a bebida (pensamos na hora em vinho alsaciano). Meio dia e meia estaríamos por lá. Assim, teríamos um fim de semana com bastante vida social. Não poderíamos querer mais na nossa intenção de viver, pelo menos um pouco, a vida strasbourgeoise.
Retornamos para a “nossa” casa organizando o fim de semana, as compras de supermercado, as pesquisas da semana seguinte e também as nossas compras, afinal havíamos planejado isso durante três meses.

Foto: 10ª PARTE<br /><br />Vida social<br />	<br />	Após o passeio de bateau mouche, Lara e Bruno nos levaram para uma volta à tarde pela cidade, afinal, o colóquio havia terminado e a missão estava cumprida. Pudemos ter uma noção do espaço Strasburgeois e a distribuição urbana, que descreveremos adiante. Como teremos tempo, pois programamos uma segunda semana de pesquisas nas bibliotecas, marcamos os lugares aos quais retornaremos, o que será ótimo, pois não precisaremos fazer o que é comum; ver rapidamente a cidade, obter algumas informações e depois partir para uma nova visita apressada a outro local. Poderíamos fazer um mergulho na vida quotidiana.<br />	Com esta pequena volta, já foi possível observar as diferenças entre a fechada cidade medieval, a expansiva cidade imperial, o crescimento dos anos 70 do século XX (apartamentos residenciais em torno do conjunto de prédios universitários também dos anos setenta que nos lembram, en passant, a USP), os novos bairros em torno das instituições europeias dos anos 90 e, finalmente, a atual expansão em direção à Kehl, do outro lado do Reno, na Alemanha. Sem conhecer essas mudanças e disputas em torno de edifícios e espaço urbano, não é possível compreender a própria cidade. <br />	Dominique, nossa amiga francesa, insistiu para que fôssemos jantar na casa dela nessa sexta-feira um tanto preguiçosa e turística. Algo simples, de acordo com as suas convicções políticas, defendidas ardentemente (dissemos acima que ela se identifica como soixante huitard); salada, omelete de queijo, pão e queijos, além da conversa no belo anoitecer europeu. Combinamos para o dia seguinte uma visita à vizinha Kehl, numa aventura além Reno. Dominique nos lembrou de que o dia seguinte era o primeiro domingo do mês, os museus teriam entradas gratuitas e poderíamos visitar o Castelo Rohan. Marcamos para a manhã.<br />	Já Lara e Bruno nos haviam convidado para um piquenique num parque, L’Orangérie, nesse mesmo dia, pois era a comemoração do aniversário de Lara, 27 anos, número longínquo para nós, mas pleno de boas lembranças, pois nos conhecíamos por volta dessa idade (quer dizer, na média: Mari 24, André 29). Combinamos levar os pratinhos, os talheres e a bebida (pensamos na hora em vinho alsaciano). Meio dia e meia estaríamos por lá. Assim, teríamos um fim de semana com bastante vida social. Não poderíamos querer mais na nossa intenção de viver, pelo menos um pouco, a vida strasbourgeoise.<br />	Retornamos para a “nossa” casa organizando o fim de semana, as compras de supermercado, as pesquisas da semana seguinte e também as nossas compras, afinal havíamos planejado isso durante três meses.

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