domingo, 10 de outubro de 2010

Aharon

Um aprendiz, um amador
Vai passar sendo lento ou veloz
em qualquer ano que me encontre,
em qualquer ano que eu sonhe
vivo no ontem não tem como negar
vivo no agora não posso dizer que não
vivo no futuro distante todo instante
e não lembro do amanhã.
Deixo viver a saudade do que sobreviveu
quantas vidas eu vivi foram tantas que esqueci
mas sempre deixam uma
saudade nos fragmentos das minhas almas.
Uma solidão
vai remando pelas águas serenas
lento vai passando
e veloz vai aumentando esta dor.
Símbolos na saliva desfrutam
o sabor de tudo que foi
respostas vem ao mirar o mar
um barco sempre traz
reflexos de um farol.
Cativo, perdido eu nasci
morri nas voltas do meu coração.
Sem asas acordo sempre
Aqui
desejo sem fim, fim, fim, fim, fim
neste mistério eu
digo a você cada vez que te encontro
em outra vida,
prazer em te conhecer,
a paz e a beleza do teu carinho
entre teus braços que me abraçam
viajem longa
preciso de uma conga nacional
e um apagador de lousa
fazer novos desenhos
e apagar as provas da vida
pois tudo não tem fim,
não tem fim...
Aharon

sábado, 9 de outubro de 2010

Faria hoje 70 anos

john-lennon

Completa secura
Resvalo
Nas margens
Do rio que não corre
Suas águas secaram
Como se fora
Uma estrada sem trânsito
Ou com um fim
Por saída
Depois
Me seca a garganta
Os raios solares
Me envolvem
Fortemente
Lentamente
Desiderato
É profunda
A secura

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Guns N´Roses

Irreverência ou protagonismo ?

 

Depois de na Irlanda serem corridos á garrafada ontem foi a vez de Portugal

Horas não são com eles ……….

 

guns no roses

Como é que se sabe que estamos num concerto dos Guns N' Roses? Assim: Axl fez questão de nos lembrar com os longos 90 minutos que separaram a sua entrada em palco após o final da actuação de convidado especial Sebastian Bach . Provavelmente já a antever uma longa espera entre as duas actuações, foi dado ao ex-vocalista dos Skid Row todo o tempo do mundo - neste caso uns 90 minutos nada habituais numa actuação de abertura - e o músico teve oportunidade de entreter os milhares de espectadores que, por esta altura (a actuação começou às 20:30 em ponto ao som de uma versão mais acelerada do clássico "Slave To The Grind"), já compunham muito bem a plateia e os dois balcões do Pavilhão Atlântico.
Bach pode afirmar a cada oportunidade que não quer ter mais nada a ver com a banda que o tornou famoso e que ainda anda por aí a dar concertos com outro vocalista. A verdade é que, apesar de estar longe da genial capacidade vocal de outrora, foram os cinco temas que interpretou de Skid Row e Slave to the Grind - a lista fica completa com "Piece Of Me", "18 & Life", "Monkey Business" e, a fechar, "I Remember You" - que provocaram uma reacção mais entusiasta por parte dos presentes.
Apoiado numa banda muito competente, o imponente vocalista sublinhou mais que uma vez ter estado toda a sua carreira, 25 anos no total, à espera desta estreia em Portugal. Brincou com uma bandeira brasileira que alguém atirou para o palco, dirigiu-se ao público num português percetível apenas a espaços ("Lisboa, capital de Portugal... Hoje Lisboa é capital do rock"), interpretou alguns temas dos seus discos a solo e não se cansou de dizer que, a seguir, os Guns N' Roses estariam em palco para satisfazer todos e quaisquer desejos de rock'n'roll.
Outrora a banda mais perigosa do mundo, continuam a manter uma aura de imprevisibilidade que se prende essencialmente com o génio do seu vocalista. Isto porque, durante as quase três horas que estiveram em palco, os Guns N' Roses versão 2010 revelaram-se uma máquina muitíssimo bem oleada e, instrumentalmente, sem grandes falhas a apontar.
Os guitarristas Richard Fortus, Ron "Bumblefoot" Thal e DJ Ashba, os teclistas Dizzy Reed e Chris Pitman, o baixista Tommy Stinson e o baterista Frank Ferrer tocam, nota por nota, aquilo que eles e outros gravaram em estúdio.
Ashba, com um chapéu muito próximo da cartola e com uma Les Paul que traz de imediato Slash à cabeça, deu início ao espectáculo com os primeiros riffs de "Chinese Democracy" - o tema título do tal disco que esteve mais de uma década na forja e que, quando foi finalmente editado, Axl se recusou a promover.
O controverso génio criativo da banda parece querer agora redimir-se e, com a ajuda de uma nova legião de fãs, pode muito bem conseguir fazê-lo. Mas não foi fácil perceber se o público presente do Atlântico estava totalmente convencido, até porque a reacção ao longo da noite não foi tão efusiva como seria de esperar.
À excepção de alguns momentos-chave do alinhamento ("Welcome to the Jungle" logo no início, "Sweet Child O' Mine", "Knockin' On Heaven's Door", "November Rain" interpretada ao piano de cauda "customizado" que saía debaixo do estrado da bateria, "Patience" e o seu inconfundível assobio), poucos foram os momentos em que havia gente a rockar a sério, como se não houvesse amanhã.
Efeitos da longa espera? O mais certo é que estivessem boquiabertos, a digerir o gigantesco espectáculo de som e luz montado à sua frente. Com direito a dois ecrãs laterais, torres de leds, projecções, explosões, fogo, petardos e uma autêntica chuva de confetti no final apoteótico com "Paradise City", aquilo que os Guns apresentaram foi uma produção de estádio adaptada a um pavilhão - sem perder grande coisa no processo.
Com maior enfoque no disco "novo" do que aquando da última passagem da banda por cá (no Rock In Rio 2006), o alinhamento também incluiu algumas versões sacadas do baú ("Nice Boys" dos Rose Tattoo e "Whole Lotta Rosie" dos AC/DC), alguns dos clássicos do incontornável Appetite For Destruction e, com muita moderação, dos Use Your Illusion .
Com um Axl mais em forma a todos os níveis e, mesmo com diversos solos por parte do trio de guitarristas (quase sempre excertos de temas famosos do cinema), o concerto manteve a intensidade intacta do início ao fim mostrando uma dedicação considerável para um grupo desta dimensão.
Alinhamento do concerto dos Guns N' Roses no Pavilhão Atlântico, 6 de outubro de 2010 :
01. Chinese Democracy
02. Welcome to the Jungle
03. It's so Easy
04. Mr. Brownstone
05. Sorry
06. Shackler's Revenge
07. Richard Fortus Guitar Solo (James Bond Theme)
08. Live and Let Die
09. This I Love
10. Rocket Queen
11. Dizzy Reed Piano Solo (Ziggy Stardust)
12. Street of Dreams
13. You Could Be Mine
14. DJ Ashba Guitar Solo (The Ballad of Death)
15. Sweet Child O' Mine
16. Jam (Another Brick in the Wall Part II)
17. Axl Rose Piano Solo (Goodbye Yellow Brick Road / Someone Saved My Life Tonight)
18. November Rain
19. Bumblefoot Guitar Solo (Pink Panther Theme)
20. Better
21. Knockin' On Heaven's Door
22. Nice Boys
23. IRS
24. Nightrain
ENCORE
25. Bumblefoot Guitar Solo
26. Don't Cry
27. Madagascar
28. Whole Lotta Rosie
29. Jam (Waiting on a Friend)
30. Patience
31. Paradise City

The Books

Nobel da Literatura 2010

 

a05n1cul-1_mini1

O início

Nascido em uma família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Com isto o menino não conheceu o pai até os dez anos de idade. Sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo José Luis Bustamante y Rivero, seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no norte do Peru, e sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.

Em 1946 muda-se para Lima e então conhece seu pai. Os pais reconciliam-se e, durante sua adolescência, a família continuará vivendo ali.

Ao completar 14 anos, ingressa, por vontade paterna, no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, ali permanecendo por dois anos. Essa experiência será o tema do seu primeiro livro - La ciudad y los perros ("A cidade e os cachorros", em tradução livre), publicado no Brasil como "Batismo de Fogo" e, posteriormente, como A cidade e os cachorros[1].

Em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, a mais antiga da América. Ali estudou Letras e Direito, contra a vontade de seu pai.

Aos 19 anos, casa-se com Julia Urquidi, cunhada de sua mãe, e passa a ter vários empregos para sobreviver: atua como redator mas também fichando livros e até mesmo revisando nomes em túmulos nos cemitérios.

Em 1958 recebe uma bolsa de estudos "Javier Prado" a vai para a Espanha, onde obtém doutorado em Filosofia e Letras, em 19, na Universidade Complutense de Madri. Após isso vai para a França, onde vive durante alguns anos. Em 1964 divorcia-se de Júlia e em 1965 casa-se com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos Álvaro, Gonzalo e Morgana.

Obra

Sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina. Seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru. A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.

Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cachorros" (1963), "A Casa Verde" (1966) e "Tia Júlia e o Escrevinhador"(1977). Por A cidade e os cachorros recebeu o Prêmio Biblioteca Breve da Editora Seix [Barral e o Prêmio da Crítica de 1963. Sua obra seguinte, A Casa Verde mostra a influência de William Faulkner. O romance narra a vida das personagens em um bordel, cujo nome dá título ao livro. Seu terceiro romance, Conversa na Catedral publicado em 4 volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.

Há um encontro na Catedral entre dois personagens: o filho de um ministro e um motorista particular. O romance caracteriza-se por uma sofisticada técnica narrativa, alternando a conversa dos dois e cenas do passado. Em 1981 publica A Guerra do Fim do Mundo, sobre a Guerra de Canudos, que dedica ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões.

Vida política

Em 1980 começa a ter maiores atividades políticas no país. Em 1983 a pedido do próprio presidente Fernando B. Terry preside comissão que investiga a morte de oito jornalistas. Em 1987 inicia o movimento político liberal contra a desestatização da economia, o que ia de encontro ao presidente Alan García. Em 1990 concorre à presidência do país com a Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas perde a eleição para Alberto Fujimori.

Após isso, retorna a Londres e reinicia suas atividades literárias. Em 2006, em sua mais recente visita ao país, apoia a candidatura de Lourdes Flores, tendo ganhado Alan García. Suas experiências como escritor e candidato presidencial estão expostas na autobiografia "Peixe na Água", publicada em 1991.

Bibliografia

Ficção
Os Chefes (1959)
A cidade e os cachorros ("La ciudad y los perros") (1963)
A casa verde (1966) (Premio Rómulo Gallegos)
Conversa na catedral (1969)
Pantaleão e as visitadoras (1973)
Tia Júlia e o escrevinhador (1977)
A Guerra do Fim do Mundo (1981)
Historia de Mayta (1984)
Quem matou Palomino Molero? (1986)
O falador (1987)
Elogio da madrasta (1988)
Lituma nos Andes (1993). Premio Planeta
Os cadernos de Dom Rigoberto (1997)
A festa do bode (2000) - novela sobre a ditadura do general da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo
O Paraíso na Outra Esquina (2003) - novela histórica sobre Paul Gauguin y Flora Tristán.
Travessuras da Menina Má (2006)
Teatro
A menina de Tacna (1981)
Kathie e o hipopótamo (1983)
La Chunga (1986)
El loco de los balcones (1993)
Olhos bonitos, quadros feios(1996)
Ensaio
García Márquez: historia de un deicidio (1971)
Historia secreta de una novela (1971)
La orgía perpetua: Flaubert y «Madame Bovary» (1975)
Contra viento y marea. Volúmen I (1962-1982) (1983)
Contra viento y marea. Volumen II (1972-1983) (1986)
La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna (1990)
Contra viento y marea. Volumen III (1964-1988) (1990)
Carta de batalla por Tirant lo Blanc (1991)
Desafíos a la libertad (1994)
La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo (1996)
Cartas a un novelista (1997)
El lenguaje de la pasión (2001)
La tentación de lo imposible (2004) - ensayo

Prêmios e condecorações

Ao longo de sua carreira, Mario Vargas Llosa recebeu inúmeros prêmios e condecorações. Destacamos alguns: o Premio Rómulo Gallegos (1967) e principalmente o Prémio Cervantes (1994). Outros prêmios, a saber, o Prêmio Nacional de Novela do Peru em 1967, por seu romance A Casa Verde, o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prêmio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993 foi concedido o Prêmio Planeta por seu romance Lituma nos Andes. Uma grande relevância na sua carreira literária Prêmio Biblioteca Breve, que se deu por Batismo de Fogo, em 1963, marca o início de sua brilhante carreira literária internacional. É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977, e da Real Academia Española (RAE) desde 1994. Tem vários doutorados honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia; pode-se citar os concedidos pelas universidades de Yale (1994), Universidade de Israel (1998), Harvard (1999), Universidade de Lima (2001), Oxford (2003), Universidade Europeia de Madrid (2005) e Sorbonne (2005). Foi condecorado pelo governo francês com Medalha de honra en 1985. Ganhou o prémio Nobel da literatura 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O nome das notas musicais

O nome das notas musicais tem a sua origem na música coral medieval. Foi Guido d'Arezzo, um monge italiano, que criou este sistema de nomear as notas musicais, o chamado sistema de Solmização. Estas foram retiradas das primeiras seis frases do texto de um hino a São João Baptista. As frases iniciais deste hino, escrito por Paolo Diacono, eram:

Ut queant laxis,

Resonare fibris,

Mira gestorum,

Famuli tuorum,

Solve pollute,

Labii reatum.

Isto significa algo como: “Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos teus actos admiráveis, absolve as faltas dos teus lábios impuros.” Mais tarde UT foi substituído por , sugestão feita por Giovanni Battista Doni, um músico italiano que achava a sílaba incómoda para o solfejo e foi adicionada a sílaba SI, como abreviação de Sante Iohannes (São João).

Antes de se fixar como apelido, Lima era aplicado inicialmente às pessoas provenientes da região do Lima (Limia em castelhano e galego), rio que nasce no Sul da Galiza (Espanha) e encontra a sua foz na costa do Minho (Norte de Portugal). Trata-se de um nome de origem pré-romana, cuja raiz se liga aos topónimos Lemos (Monforte de Lemos, na Galiza) e Lamego (Portugal).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mickey Monroe

Modelos XL

A felicidade de umas era o desgosto de outras. Chegada aquela altura do ano, a apresentação das novas coleções, as espectadoras longilíneas sentadas na primeira fila sonhavam com as suas peças preferidas - enquanto as outras, em casa, perdiam o sorriso ao imaginar a impossibilidade física de caberem naqueles pedaços reduzidos de tecido com griffe. Até à passada sexta-feira 17, quando, na Semana da Moda de Nova Iorque, xl-2eed um desfile usou, na íntegra, manequins de tamanhos XL. O evento dava pelo nome de OneStopPlus.com show, e devolveu o sorriso a milhares de meninas que assistiam em casa através da televisão. É um facto. A maioria das mulheres do planeta não tem as mesmas medidas das manequins. Por isso, nada mais natural que, mais cedo ou mais tarde, surgisse roupa e modelos para a restante população feminina dita normal - que veste do número 36 para cima, e que também consome roupa. Foi assim que surgiram as modelos plus-size ("tamanho XL"), a provar que há mulheres bonitas com muitas curvas. Mesmo que vistam um 44, 46, 48...

A tendência das modelos plus-size tem maior visibilidade nos EUA, onde um segmento significativo da população é grande, do que na Europa. Um dos momentos decisivos deu-se em 2008, quando uma manequim de tamanho 42-44 ganhou o cobiçado "America's Next Top Model", o concurso apresentado por Tyra Banks. Whitney Thompson, uma bonita loura de olhos verdes e 1,78 m, provava haver mercado que justificasse a sua eleição como melhor manequim da grande nação americana. Na Europa, estilistas do calibre de Jean-Paul Gaultier e John Galliano já tinham usado modelos XL nos seus desfiles de primavera-verão em Paris, em 2006, e os britânicos William Tempest e Mark Fast seguiram-lhes as pisadas na Semana de Londres de Milão, em 2009. Mas os holofotes acenderam-se com outra intensidade este ano, quando a "Elle" francesa fez capa com a modelo Tara Lynn, uma manequim de tamanho 48, de macacão branco, num número especial dedicado às curvas. Choveram comentários positivos. Centenas de mulheres davam a entender - como leitoras, espectadoras e consumidoras - que ansiavam por também se verem representadas no mundo da moda.

Um mês antes, a "Vogue" italiana lançou uma nova secção online chamada "Vogue Curvy", dedicada às mulheres de curvas generosas. Em janeiro, a revista americana "V" tinha feito uma edição especial sobre manequins plus-size, e em setembro de 2009, a "Glamour" fez furor com a fotografia de uma manequim de tamanho 48, nua, com a barriga pendente. Era Lizzie Miller. O sucesso foi tal que na edição de novembro, a revista repetiu a fórmula com uma foto de grupo de seis modelos volumosas e integralmente nuas. Muita carne à vista de todos.

Questionar o conceito de beleza

Em maio deste ano, dois meses depois da capa da "Elle" com Tara Lynn, Penélope Cruz foi convidada para editar a "Vogue" francesa. E imaginem quem a atriz latina escolheu para capa? Crystal Renn, modelo de tamanho 44, presença habitual das passerelles de Jean-Paul Gaultier. O ensaio, provocador e sensual, e a capa, fizeram de novo correr tinta sobre o tema, levantando questões sobre o atual conceito de beleza e saúde no mundo da moda, e se este pode ou não ser alargado ao mundo real. Estilistas e colunistas dividiram-se, com gurus como Karl Lagerfeld a defender que a moda existe para gerar "sonho e ilusão" e não para retratar a realidade, tendo afirmado que "quem critica as manequins por serem demasiado magras são as mãezinhas gordas que se sentam com um pacote de batatas fritas em frente à televisão". Já o estilista norte-americano Michael Kors exprimia uma opinião distinta num fórum na Universidade de Harvard sobre estas questões: "A indústria da moda está a voltar a dirigir-se às mulheres reais. O ênfase desviou-se para mulheres que são mulheres e não miúdas."

Um dos fatores decisivos, para lá do ideal estético, será muito provavelmente o mercado. A percentagem de população obesa e com excesso de peso continua a crescer (segundo a Organização Mundial de Saúde serão 1,5 mil milhões de obesos em 2015, no mundo). E já há, nos EUA, agências exclusivas de modelos grandes (www.plusmodels.com), cujo slogan afiança que a beleza não tem de vir apenas em tamanho 36. Em Portugal, asseguram-nos que a tendência passou quase despercebida em termos de procura nas agências de modelos. Mas na vizinha Espanha, existe uma série de agências com manequins XL. A Francina Models é uma das que tem uma secção específica de manequins grandes, com 19 modelos de formas generosas, que representam 5% do volume de negócios. Marcas como a Adolfo Dominguez, Mango, Pronovias ou a Venca são algumas das que têm linhas XL e procuram modelos com tamanhos a condizer. Para Mercedes Fernandez, promotora da Francina, esta tendência "veio para durar, pois há muitas mulheres a vestir acima do 38. Algumas sentem-se escravizadas pela pressão de estar em forma. É normal que haja marcas com tamanhos grandes. Mas, sobretudo", diz ela, "o mundo está cheio de pessoas de todos os tipos, géneros e tamanhos, e ninguém tem o direito de dizer que 'mais magro é mais bonito'. Ser bonito é ser saudável, ter um ar saudável e agir de forma saudável", considera. Por outras palavras, diz o mesmo Velvet d'Amour, ex-manequim plus-plus-size (veste o 48) que desfilou para Gaultier e Galliano: "Aprendi que uma das componentes mais importantes para parecer bonita é sentir-me bonita. Isso faz transparecer uma sensação de autoconfiança, o que conta em qualquer meio." Se isto não serve de incentivo...

domingo, 3 de outubro de 2010

Querido troquei de casa

Querido, troquei de casa

As companhias aéreas low cost têm vindo a facilitar os nossos planos de viagem ao estrangeiro. Ainda assim, continua a ser complicado encontrar soluções económicas de alojamento. É certo que já existem opções como o couchsurfing ou os hostels, mas nenhuma delas garante a privacidade do viajante. Por isso, a rede de intercâmbio de casas Swap My City Pad parece ser uma alternativa viável, que garante estadia em qualquer parte do mundo a custo zero, desde que o viajante a troque... pela sua própria casa.

ZZ48EC1663

Imagine-se neste cenário: num fim-de-semana, em vez de dar uma escapadela até à vila mais próxima, porque não visitar uma capital europeia ou, com um dia ou outro extra, um país mais exótico, sem ter que se preocupar em reservar hotéis e podendo ficar no conforto de uma casa, tal e qual como a sua?

É tão simples quanto isto: ao registar-se no site, deve indicar as suas preferências de destino e registar a sua propriedade, seja ela uma moradia ou um apartamento, informando acerca do número de quartos disponíveis. Este registo inicial é gratuito, mas para poder comunicar com os restantes membros da rede e efectuar a troca de casa para as suas férias, é necessário aderir a uma de duas modalidades, cujo pagamento tem um valor inferior a 50 euros por ano.

ZZ6FEBB022

Com esta subscrição, qualquer um é livre de trocar de casa quantas vezes quiser num ano. No caso de não haver qualquer troca registada nesse período, o segundo ano de subscrição é gratuito.

A questão da segurança é obviamente aquela que mais preocupações levanta. No entanto, além dos comprovativos de viagem que devem ser enviados de cada parte, apenas se encoraja a participação de indivíduos que possuam algum seguro imobiliário que possa cobrir eventuais danos, sendo que a seguradora deve ser informada da troca de casa de antemão.

 ZZ7683CBB4

Mas o Swap My City Pad não é apenas uma rede social que permite realizar viagens a um preço de sonho; precisamente por oferecer a oportunidade de ficar instalado numa zona residencial comum, o objectivo deste projecto é também estimular o comércio local, ao invés de privilegiar os estabelecimentos normalmente destacados nos guias de turismo. Por isso, os utilizadores desta rede podem partilhar os cantinhos mais preciosos da sua cidade, que poucos outros conhecem, como cafés com produtos orgânicos e biológicos, livrarias de antiguidades e serviços de babysitting.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

U2

u2-185c-eca0

 

Saiba quanto é que os U2 vão receber pelos concertos em Coimbra (atualizado)

Há 28 anos, Bono e companhia ganharam cinco mil euros pelo concerto em Vilar de Mouros (veja o contrato de então). Este ano, o cachet é de...

Pelos dois concertos em Coimbra, marcados para 2 e 3 de outubro, os U2 vão receber quatro milhões de euros.

O valor é adiantado pelo Correio da Manhã, que cita Nuno Brancaamp, da promotora dos espetáculos, Ritmos e Blues.

De acordo com esta fonte, a receita de bilheteira dos dois concertos de Coimbra ronda os seis milhões de euros, quatro dos quais serão entregues aos U2.

Na primeira visita a Portugal, para o festival Vilar de Mouros em 1982, os U2 receberam um cachet de cinco mil euros, revela ainda o Correio da Manhã. Veja aqui o contrato de então, uma das imagens inéditas do "livro U2 Glória” .

  

O contrato do concerto dos U2 em Vilar de Mouros

contrato-d5de

domingo, 26 de setembro de 2010

Machado de Assis

Grandes Brasileiros

timthumb2

Conheça a vida desse ícone da literatura brasileira, que morreu em 29 de setembro de 1908

 

Esse grande brasileiro é considerado o maior nome da literatura do país de todos os tempos. Autor de romances, poesias e peças de teatro, além de crítico literário, Machado foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Filho do mulato Francisco José de Assis, e da imigrante Maria Leopoldina Machado de Assis, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, e morreu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.

De saúde frágil, epilético e gago, o menino foi criado no morro do Livramento e perdeu a mãe muito cedo. Sua madrasta, Maria Inês, foi quem o matriculou na escola pública, onde concluiu apenas a escola primária. Aprendeu francês com imigrantes da padaria do bairro onde morava.

Em 1855, publicou o primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, no jornal Marmota Fluminense. No ano seguinte, tornou-se aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, onde conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858 começou a trabalhar como revisor e colaborador do Marmota, e lá construiu o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Em 1861 foi impresso seu primeiro livro, Queda que as mulheres têm para os tolos, mas seu nome aparecia apenas como tradutor. No ano seguinte, tornou-se censor teatral, cargo que não era remunerado, mas possibilitava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro. O veículo era dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais. Carolina revelou a Machado os clássicos portugueses e vários autores de língua inglesa.

Em 1863, o escritor lançou o Teatro de Machado de Assis, volume que se compõe de duas comédias, O Protocolo e O Caminho da Porta. Em 1872, foi publicado o primeiro romance de Machado, Ressurreição. No mesmo ano, o escritor iniciou a carreira de burocrata, que seria seu principal meio de sobrevivência durante toda a vida.

De 1881 a 1897, Machado escreveu inúmeras crônicas para o jornal Gazeta de Notícias. Em 1881 saiu também o famoso livro – Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira nos dois anos anteriores. Em 1882 lançou Papéis avulsos, sua primeira coletânea de contos.

Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista Brasileira partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras. Machado apoiou o projeto desde o início e em 1897, ano que se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou por mais de dez anos.

Ao longo de sua carreira, Machado trabalhou como colaborador nos veículos Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro, O Espelho, A Semana Ilustrada, Jornal das Famílias, O Cruzeiro, A Estação, O Globo, Gazeta de Notícias, além dos já citados.

A obra de Machado de Assis abrange vários gêneros literários. Seu estilo passa do romantismo, como em Crisálidas e Falenas, pelo indianismo em Americanas, e o parnasianismo em Ocidentais, até chegar ao realismo. O brilhante autor escreveu obras memoráveis, como Helena, Iaiá Garcia, Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

Em 1908 publicou seu último romance, Memorial de Aires. Na madrugada de 29 de setembro, morreu em sua casa, na Rua Cosme Velho, deixando um belo exemplo de determinação. O menino pobre terminava a vida como um baluarte da literatura nacional.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

GIBRAN KALHIL GIBRAN

sample

O AMOR
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.
GIBRAN KALHIL GIBRAN

Facebook

 

FACEBOOK De acordo com o TGDaily, Mark Zuckerber é agora mais rico que Steve Jobs. A lista da Forbes 400 diz que a fortuna pessoal do dono do Facebook é agora de 6,9 mil milhões de dólares (cerca de 5 mil milhões de euros), contra os 6,1 mil milhões (cerca de 4,6 mil milhões de euros) de Jobs.

A fortuna de Zuckerberg cresceu mais rapidamente que a dos "rivais" da lista, tendo disparado 245 por cento, o que fez com que passasse do 135º lugar o ano passado, para o 35º lugar este ano.

Bill Gates continua a ser o homem mais rico dos EUA, com uma fortuna avaliada em 54 mil milhões de dólares (40 mil milhões de euros).

Recentemente, Zuckerberg doou 100 milhões de dólares, uma pequena parte da sua fortuna, ao sistema de escolas públicas de Newark.

PS-denunciado pela Times que vendem a base de dados COM ELEMENTOS PESSOAIS  a empresas de marketing ,dai o estar a ser posta em questão a privacidade desta rede social,da´estarem em franco crescimento outras como a DIASPORA

 

28099_121583284529806_100000344045862_202252_6749896_n

Clarice Lispector

 CCI23092010_00000

CCI23092010_00001

Carlos Santana

Santana Guitar Heaven

TIME" (ARISTA, 2010)
O simpático Carlos Santana nunca mais largou a sua "galinha dos ovos de ouro" depois de há uma década ter deixado "meio-mundo" de boca a aberta com "Supernatural". Um disco de colaborações com os artistas da "moda" e que fez com que o seu nome fosse catapultado para uma nova geração de apreciadores dos seus solos de rock latino misturado com canções orelhudas e com objectivos claramente "ultra-comercialóides".Uma fórmula infalível de gravar discos, da qual o guitarrista de origem mexicana nunca mais se quis desfazer. Mesmo navegando a solo, como é neste "Guitar Heaven", o autor do imortal "Samba Pa Ti" não dispensa umas boas colaborações de renome. A diferença em relação aos últimos discos é que Santana agora lembrou-se de fazer um disco de versões de grandes êxitos do Rock. Um projecto com intenções felizes, mas quando se tem no mesmo disco pessoas conotadas com área do Rock (Scott Weiland ou Chris Cornell) misturadas com gente como a cantora soul India Arie e o violoncelista Yo-Yo Ma (em que assassinam por completo o "While My Guitar Weeps" dos Beatles): o "pobre" desconfia!Mas o festim de assassinato musical não se fica por aqui. A versão de "Back in Black" dos AC/DC entoada pelo rapper Nas e a cantora Pop Janelle Monáe é simplesmente uma desgraça. "Photograph" dos Def Leppard (desde quando é que Def Leppard é um clássico de todos os tempos? ...talvez um clássico de 1983) cantado pelo finalista da versão norte-americana, do "Ídolos" (Chris Daughtry) soa exactamente como se de uma prestação desse programa se tratasse. Ah e claro...não podia faltar "o delfim", o irritante Mr. Rob Thomas com uma prestação completamente de "pop de trazer por casa" a trucidar o clássico dos Cream: "Sunshine of Your Love".Quanto à inclusão de "Riders on the Storm" dos Doors, só pergunto: porquê, Ray Manzarek? Nesta versão, soa tudo muito a "cocktailzinho" de final de tarde, ou no pior dos casos a easy-listening de elevador, com o vocalista dos Linkin Park, Chester Bennington a soar completamente perdido na canção!Até vou saltar a versão de "Smoke on the Water", para não ter um ataque cardíaco! Não! Não me digam que o gajo escolheu o vocalista dos Papa Roach para emular o Ian Gillan? Que ridículo...Bom, é melhor já nem ouvir mais. Este "Guitar Heaven" é tudo menos "Céu". E tirando as primeiras faixas ("Whole Lotta of Love" e "Can You Hear Me Knocking com Cornell e Weiland) e a versão de "I Aín´t Superstitious" com Johhny Lang (a soar muito a Stevie Ray Vaughan), podemos afirmar que estamos na presença de um dos piores "sacrilégios musicais" alguma vez editados em disco! Um projecto sem eira nem beira, que até uma simples banda de covers de fim-de-semana faria muito melhor!Os restantes "Deuses do Rock" já devem andar a rogar pragas ao Santana!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Fiona Apple

 

fionnaapple-8020

Fiona Apple lança primeiro álbum em mais de cinco anos

Músicos ligados à cantora norte-americana dão conta de disco novo, a sair em 2011.

Em silêncio editorial desde Extraordinary Machine , álbum de 2005, Fiona Apple deverá regressar aos discos em 2011.
Segundo a Billboard, a notícia foi avançada pelo baterista e co-produtor do álbum, ainda sem título, à revista Modern Drummer.
De acordo com Charley Drayton, que colabora com Fiona Apple desde 2006, o disco sai na primavera de 2011.
Na semana passada, por seu turno, a cantora Michelle Branch escreveu no seu Twitter: "Não é para me gabar mas hoje ouvi duas músicas novas da Fiona Apple. Espectaculares".
Este ano, uma música nova de Fiona Apple, "So Sleepy", surgiu na net. Ouça-a aqui:

 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Francisco Ribeiro-Madredeus

 

francisco-ribeiro-aefe

Francisco Ribeiro

D.R.

Francisco Ribeiro, fundador dos Madredeus, morreu ontem, aos 45 anos, vítima de cancro na sua casa, em Lisboa. O músico, compositor, letrista, vocalista e produtor realizou centenas de concertos em todo o mundo, tendo editado no ano passado o álbum A Junção do Bem, no âmbito do projeto Desiderata.

 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tributo

Morreu George Weiss, autor de "What a Wonderful World"

Compositor norte-americano tinha 89 anos. Deixa canções conhecidas em todo o mundo, como "What a Wonderful World" e "Can't Help Falling In Love".

Morreu na passada segunda-feira, 23 de agosto, o compositor norte-americano George David Weiss .

O músico tinha 89 anos e foi o autor de canções populares em todo o mundo, como "What a Wonderful World" (que compôs com Bob Thiele, em 1967, e foi popularizada por Louis Armstrong um ano depois); "Can't Help Falling In Love" (inspirada numa melodia francesa do século XVIII e célebre na voz de Elvis Presley) ou "Stay With Me Baby" .

No obituário de George Weiss, no jornal inglês The Guardian, escreve-se que, quando decidiu seguir a carreira musical, o artista enfrentou a oposição da sua mãe , que queria que o filho fosse advogado e, a propósito desse conflito de "vocações", o levou ao médico.

"O que é que prefere: ter um filho músico e maltrapilho , vivo, ou um filho advogado morto?", terá sido o parecer do médico, após o qual George Weiss ingressou na Juilliard School, onde se distinguiu como multi-instrumentista, tocando piano, violino, saxofone e clarinete.

George Weiss trabalhou, ainda, em numerosos filmes e peças de teatro , ocupando, nos últimos anos de vida, um papel de destaque na Songwriters Guild of America, defendendo os músicos em questões ligadas a direitos de autor e pirataria musical.

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

LETICIA

LETICIA triste 7y7

 

Foi numa tarde assim. O vento soluçava
Agoirando do inverno a lúgubre hospedagem
No céu pálido, branco, há muito não rodava
Do sol a luminosa e rútila equipagem.
A derradeira flor, no jardim desfolhava
Sua pétalas. Era inóspita a paisagem
Em tudo uma tristeza imorredoira errava
Meu Deus! Que dolorosa e tristonha miragem!
E eu, sonhando, revia em meu dourado sonho,
O meu viver tranqüilo, o meu viver risonho,
Tento junto de mim o teu amor calmo e terno.
Reinava um frio intenso...e tu partiste, envolto
Num último sorriso a murmurar "eu volto"
E não voltaste mais! Voltou somente o inverno...
Tarde de Outono (Yde Schloenbach Blumenschein)

--

Dizem que a gente tem o que precisa.
Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito.
Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia.
Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você.
Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca.
Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala.
Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais.
Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã.
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte:
nada é muito quando é demais.
Caio F. Abreu